Flávio Bolsonaro empata com Lula em 42% em simulação de 2º turno da Quaest
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O senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), chega à votação de domingo como candidato à Presidência com o número 22 e o deputado Alfredo Gaspar como vice. Indicado pelo pai, Jair Bolsonaro, em dezembro de 2025, ele atravessou dez meses de disputas internas na direita, o desgaste do caso Banco Master e dificuldades para montar palanques. A pesquisa Quaest de 28 de setembro mostra empate com Lula, 42% a 42%, em simulação de segundo turno.
Pela ótica de quem cobra transparência no poder, a candidatura de Flávio Bolsonaro chega ao primeiro turno como herança direta de Jair Bolsonaro, escolhida pelo sobrenome e marcada pelos laços com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master investigado na Operação Compliance Zero.
Veículos de direita apresentam Flávio Bolsonaro como o principal nome da oposição, que transformou a indicação do pai em campanha competitiva, uniu o PL, recebeu o apoio de Tarcísio de Freitas e chega à véspera do primeiro turno empatado com Lula, 42% a 42%, na simulação de segundo turno da Quaest. Aliados defendem o voto útil para resolver a disputa já no domingo.
8 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
As duas coberturas confirmam que Flávio Bolsonaro disputa a Presidência pelo PL com o número 22 e com Alfredo Gaspar, também do PL, como vice, na votação de domingo.
Indicado por Jair Bolsonaro em dezembro de 2025, o senador Flávio Bolsonaro chega à votação de domingo (4) como candidato do PL, com Alfredo Gaspar de vice. A trajetória incluiu resistência na direita, o desgaste do caso Banco Master e a falta de aliança nacional, e termina com empate de 42% com Lula na simulação de segundo turno da Quaest.
O senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), chega à votação do 1º turno, no domingo (4), como o principal candidato de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT). Pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (28) mostrou os dois empatados com 42% das intenções de voto em simulação de 2º turno. Na urna, Flávio concorre com o número 22, ao lado do deputado Alfredo Gaspar, também do PL, candidato a vice-presidente.
A candidatura nasceu em 5 de dezembro de 2025, quando o ex-presidente Jair Bolsonaro indicou o filho para representar o partido. A escolha gerou dúvidas entre lideranças que preferiam o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, confirmou o nome, e dez dias depois o líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante, declarou a decisão consolidada. Em janeiro, Tarcísio anunciou apoio público ao senador.
A montagem de alianças foi o passo mais difícil. O senador Rogério Marinho coordenou as negociações com Republicanos, União Brasil e Progressistas, que resistiram a fechar uma aliança nacional. A senadora Tereza Cristina chegou a ser convidada para vice, mas a federação entre Progressistas e União Brasil anunciou neutralidade. A chapa acabou formada só pelo PL, com Alfredo Gaspar anunciado em 5 de agosto, último dia das convenções partidárias.
A campanha também enfrentou o desgaste do caso Banco Master. A partir de maio vieram a público mensagens e áudios de Flávio com Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco, sobre o financiamento do filme Dark Horse, produção sobre Jair Bolsonaro. Vorcaro estava no centro da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Houve ainda um conflito público com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
A cobertura de centro relatou o tema em tom de serviço ao eleitor, informando o número do candidato, a composição da chapa e o passo a passo da votação na urna eletrônica, sem juízo sobre a trajetória da campanha. Veículos de direita enfatizaram a consolidação de Flávio como nome da direita, a superação da desconfiança inicial, o crescimento nas últimas semanas e o apelo de integrantes do PL pelo voto útil para liquidar a disputa no 1º turno, dando voz principalmente a dirigentes e aliados do partido. Até o momento, nenhum veículo de esquerda publicou cobertura sobre o balanço da candidatura neste conjunto de matérias.
Segundo a mesma pesquisa Quaest, as candidaturas de centro e centro-direita, entre elas as de Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema, somam juntas 12% no primeiro turno. O próprio Flávio pediu, em transmissão nas redes sociais, que eleitores de outros candidatos o considerem já no 1º turno.
Ainda não se sabe se o apelo ao voto útil terá efeito sobre esse eleitorado, nem qual será o desdobramento das investigações ligadas ao Banco Master sobre a candidatura. A resposta sobre a existência de um 2º turno só virá com a apuração de domingo.
Embate que começou restrito a André Mendonça e Alexandre de Moraes atraiu outros ministros da Corte e avançou sobre pautas com impacto eleitoral.

Pesquisa divulgada nesta terça (29) foi encomendada pela Globo. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Pesquisa divulgada nesta terça-feira (29) foi encomendada pela Globo. Margem de erro é de dois pontos percentuais.

O instituto também perguntou se os eleitores mudariam o voto caso a eleição pudesse acabar no primeiro turno: 89% dizem que não mudariam de jeito nenhum.

Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados tecnicamente nos votos válidos em pesquisas da Quaest e Datafolha divulgadas neste sábado (3).

Petista tem 46% dos votos válidos, contra 45% do senador; Cury, Renan e Caiado aparecem com 3% cada

Senador disputa a Presidência pela primeira vez em 2026; sua chapa é composta também por Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice-presidente

Flávio Bolsonaro chega ao primeiro turno como principal nome da oposição após superar disputas na direita, crises e desafios na candidatura
