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Keiko Fujimori, do Fuerza Popular, foi declarada vencedora do segundo turno da eleição presidencial do Peru com 50,11% dos votos, contra 49,88% de Roberto Sánchez, segundo a ONPE, após uma apuração de 17 dias marcada por contagem apertada com cédulas de papel. Sánchez não reconhece o resultado e alega fraude na votação no exterior; o Júri Nacional de Eleições julgou improcedente seu recurso. Keiko, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, torna-se a primeira mulher eleita presidente do país por voto direto.
Keiko Fujimori, do partido Fuerza Popular, foi declarada vencedora do segundo turno da eleição presidencial do Peru. Com 99,9% das urnas apuradas, ela alcançou 50,11% dos votos, ou 9.206.241 sufrágios, contra 49,88%, ou 9.162.855 votos, de seu adversário de esquerda, Roberto Sánchez. A diferença, de cerca de 43 mil votos, foi considerada irreversível pelo Escritório Nacional de Processos Eleitorais, a ONPE. Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, Keiko se torna a primeira mulher eleita presidente do país por voto direto, em sua quarta tentativa após três derrotas consecutivas.
A cobertura de centro relatou que a apuração durou 17 dias, feita majoritariamente com cédulas de papel, e foi marcada por uma contagem muito equilibrada, com alternância na liderança até que Keiko assumiu a dianteira na reta final. Esse ritmo lento, segundo os veículos de centro, está dentro do padrão peruano: em 2021, o resultado do segundo turno entre Pedro Castillo e a própria Keiko só saiu seis semanas após a votação. Uma delegação da União Europeia afirmou que o pleito transcorreu de maneira tranquila e ordenada.
Veículos de esquerda destacaram que a vitória representa o retorno do fujimorismo ao poder mais de duas décadas após a queda de Alberto Fujimori, que deu um autogolpe nos anos 1990 e foi condenado por corrupção e crimes contra a humanidade. Nessa leitura, ganha relevo a contestação de Sánchez, que denuncia fraude e irregularidades na votação no exterior, a qual favoreceu Keiko em grande medida. O candidato da esquerda afirma que, excluindo os votos emitidos fora do país, manteria uma vantagem de quase 25 mil sufrágios, e aponta as profundas divisões do país, já que venceu nas regiões rurais andinas enquanto a rival se saiu melhor na costa e nos centros urbanos.
Veículos de direita enfatizaram a legitimidade do resultado e o eixo da campanha vencedora: o combate ao crime organizado e à insegurança, prioridade apontada por quase 70% dos peruanos. Nessa cobertura, ganha peso o fato de o Júri Nacional de Eleições ter julgado improcedente o recurso de Sánchez sobre os votos no exterior, por ser extemporâneo e por falta de pagamento das taxas eleitorais. Aliados de Keiko sustentam que apenas os órgãos eleitorais podem validar o pleito e advertem que a recusa em reconhecer o resultado poderia gerar ações à margem da lei e afetar a ordem democrática.
O que ainda não se sabe é o desfecho da contestação: os resultados oficiais só serão proclamados em alguns dias pelo Júri Nacional de Eleições, e Sánchez anunciou que recorrerá a instâncias internacionais e convocou nova mobilização em Lima. Resta em aberto se a transição até a posse, marcada para 28 de julho, ocorrerá sem novos episódios de instabilidade, num país que teve oito presidentes desde 2016.
Todos os lados reconhecem que Keiko Fujimori venceu o segundo turno com 50,11% dos votos por margem mínima e irreversível segundo a ONPE, tornando-se a primeira mulher eleita presidente do Peru por voto direto.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Texto da Agência Brasil é predominantemente factual: cita votos absolutos, percentuais, fontes oficiais (ONPE) e a contestação de Sánchez sem juízo de valor. O rótulo 'ditador' para Alberto Fujimori é descrição corrente, não editorialização ideológica do pleito atual.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Nenhum veículo de centro cobriu esta história.
Veículos com viés à direita
A Veja é mais factual no núcleo (números da ONPE, JNE, contexto), mas o enquadramento enfatiza o combate ao crime organizado como eixo de Fujimori e descreve a herança paterna pela ótica dos partidários (estabilização econômica, derrota das guerrilhas). O viés conservador aparece na ênfase em ordem/segurança e no destaque à improcedência do recurso da esquerda. O título interrogativo eleva levemente o clickbait.
Perspectivas omitidas
Apuração dois candidatos foi informada na atualização da contagem divulgada às 2h desta quarta (24). No momento, restam cerca de 40 mil votos para serem apurados, segundo o Escritório Nacional de Processos Eleitorais.

Candidata de direita e filha do ditador Alberto Fujimori alcançou vantagem irreversível sobre Roberto Sánchez
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