Governistas levam caso Dark Horse e suspeição de André Mendonça ao STF
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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Deputados das federações que reúnem PT, PCdoB, PV, PSOL e Rede protocolaram em 2 de setembro de 2026 uma petição ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, pedindo o fim do sigilo das investigações do caso Dark Horse, que apura o financiamento privado de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O documento pede que o Plenário decida sobre a publicidade dos autos, que o gabinete do relator André Mendonça esclareça um agravo parado há mais de dois meses e que a Procuradoria-Geral da República avalie os contatos do ministro com o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. O gabinete de Mendonça divulgou nota confirmando um encontro em março de 2025 e afirmando que tratou apenas de um processo sobre precatórios.
Para a leitura de esquerda, o caso expõe dois pesos e duas medidas dentro do Supremo Tribunal Federal em plena campanha presidencial. O mesmo relator abriu ao público investigações que atingiram um senador do PT e um ministro da Corte, mas mantém trancados os três procedimentos que alcançam Flávio Bolsonaro, único investigado que disputa a Presidência.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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As coberturas convergem em três pontos: a petição foi entregue a Edson Fachin em 2 de setembro por bancadas de PT, PCdoB, PSOL e Rede; André Mendonça levantou o sigilo de dois processos ligados ao Banco Master que alcançaram Jaques Wagner e Alexandre de Moraes, enquanto três procedimentos que envolvem Flávio Bolsonaro seguem fechados; e o próprio gabinete do ministro confirma que houve um encontro com Daniel Vorcaro em março de 2025.
Bancadas governistas levaram ao presidente do Supremo Tribunal Federal um pedido para abrir os processos que apuram o financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro e para que a Procuradoria-Geral da República examine os contatos do relator André Mendonça com o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. O ministro respondeu por nota que houve um único encontro, em março de 2025.
Deputados federais das federações lideradas por PT, PCdoB, PSOL e Rede protocolaram em 2 de setembro de 2026 uma petição dirigida ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, para pedir o fim do sigilo das investigações do caso Dark Horse, que apura o financiamento privado de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O documento também pede que a Procuradoria-Geral da República avalie os contatos entre o ministro André Mendonça, relator dos processos ligados ao Banco Master, e o fundador do banco, Daniel Vorcaro, e que examine uma eventual arguição de suspeição do magistrado.
O argumento central é uma comparação. Três procedimentos que alcançam o senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal à Presidência, seguem sob sigilo: a PET 15.612, sobre o financiamento do filme; a PET 16.063, sobre a destinação dos valores e uma possível ramificação patrimonial no exterior; e a PET 16.078, aberta após manifestações do Ministério Público e requerimentos da Polícia Federal. Em 30 de julho, o mesmo relator levantou o sigilo da PET 16.210, que alcançou o senador Jaques Wagner na Operação Compliance Zero. Em 1º de setembro, retirou o sigilo da PET 16.662, formada a partir de material extraído do celular de Vorcaro e relacionado ao ministro Alexandre de Moraes e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. Os parlamentares pedem que o critério aplicado nesses dois casos valha também para o candidato.
Veículos de esquerda destacaram o encontro reservado entre o ministro e o banqueiro em 14 de março de 2025, em um endereço na Alameda Santos, em São Paulo, onde funciona um instituto de ensino fundado por Mendonça, e enfatizaram que a aproximação teria sido articulada por um advogado próximo ao empresário e pelo deputado Cezinha de Madureira. A cobertura de centro relatou os mesmos pedidos e acrescentou dois elementos: a nota do gabinete do ministro, que confirma um único encontro em março de 2025, afirma que o assunto tratado foi a Suspensão de Tutela Provisória 976, sobre precatórios de interesse do banco, e sustenta que a decisão tomada contrariou a posição defendida pelo empresário; e a articulação do líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, para criar uma comissão parlamentar mista de inquérito sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro. Veículos de direita não haviam publicado cobertura própria do episódio até o fechamento desta reportagem, e a versão desse campo aparece apenas na nota oficial do gabinete e no silêncio dos aliados do senador, procurados sem resposta.
Há distância entre o que a petição pede e o que ela própria reconhece. Os deputados registram que não tiveram como verificar de forma independente a autenticidade das mensagens e dos áudios divulgados e que não acusam o ministro de ter agido para favorecer ou prejudicar qualquer investigado. O fundamento invocado é o da imparcialidade objetiva, segundo o qual circunstâncias externas podem gerar dúvida legítima sobre a equidistância de um juiz, sem necessidade de demonstrar intenção. A deputada Jandira Feghali foi além do texto assinado e defendeu em entrevista a saída de Mendonça da relatoria, pedido que não consta do documento protocolado.
O peso eleitoral é explícito na representação. Com a eleição presidencial marcada para outubro, os parlamentares sustentam que manter fechada a investigação que alcança um candidato entrega a ele o monopólio da narrativa sobre o próprio caso, porque tem acesso aos autos enquanto imprensa e adversários não conseguem confrontar sua versão com os documentos. A petição pede ainda que o gabinete do relator esclareça um agravo regimental que contesta a distribuição do caso e está parado há mais de dois meses, e lembra que Dias Toffoli deixou voluntariamente a relatoria do caso Banco Master depois que a Polícia Federal apontou conexões dele com o mesmo empresário.
Ainda não se sabe qual é a fundamentação para a manutenção do sigilo nos três procedimentos, o que teria sido pedido ao ministro no encontro de 2025 nem se houve qualquer providência dele em favor do Banco Master. Também não há manifestação pública de Fachin sobre levar a questão ao Plenário, nem resposta de Flávio Bolsonaro, de Alexandre de Moraes, de Paulo Gonet ou da defesa de Daniel Vorcaro.
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