Lula reeleito deve folgar alguns dias após virada sobre Flávio Bolsonaro
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Resumo da cobertura
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Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito no segundo turno de 25 de outubro de 2026 sobre Flávio Bolsonaro (PL), após virar o placar do primeiro turno. O presidente voltou a Brasília e deve descansar alguns dias antes de montar o novo governo.
A cobertura de esquerda trata a reeleição de Lula como derrota da extrema-direita e do trumpismo, com ampla solidariedade de lideranças progressistas, e reforça que o resultado vale para além do Brasil.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito no segundo turno de 25 de outubro de 2026, com 51,79% dos votos totais, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro. O presidente voltou a Brasília e deve descansar alguns dias, enquanto o adversário diz que tentará anular a eleição.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, foi reeleito no segundo turno de domingo, 25 de outubro de 2026, ao derrotar o senador Flávio Bolsonaro, do PL. A cobertura de centro relatou que Lula teve pouco mais de 64,2 milhões de votos, ou 51,79% dos votos totais, contra 48,21% do adversário, uma vantagem de quase 4,5 milhões de votos. Foi uma virada: Lula perdia no primeiro turno e se tornou o primeiro brasileiro a reverter essa situação e a vencer quatro vezes a disputa presidencial.
Depois da apuração, Lula voltou a Brasília após a festa na Avenida Paulista, em São Paulo, e chegou de madrugada ao Palácio da Alvorada. Auxiliares afirmam que ele já havia avisado que tiraria alguns dias de folga, qualquer que fosse o resultado. Ainda não há definição de quantos dias durará a pausa. Na terça-feira, 27, ele completa 81 anos, e integrantes do governo não descartam homenagens da militância. A expectativa é que, com o feriado da semana, a montagem do governo e a articulação de pautas no Congresso se intensifiquem na semana seguinte.
O dia da votação teve falhas no transporte público em cidades como São Paulo e Salvador. As campanhas dos dois candidatos pediram a extensão do horário de votação até as 19h. A de Lula recorreu também ao Supremo Tribunal Federal, e o ministro Cristiano Zanin atendeu ao pedido. A de Flávio Bolsonaro pediu a medida em cidades de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul atingidas por chuvas. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, disse que a extensão não teve impacto no resultado.
No discurso, Lula agradeceu à população, criticou as big techs, afirmou que a comunicação digital ganhará espaço no governo e prometeu fazer o melhor mandato da história. Flávio Bolsonaro disse que é impossível reconhecer a derrota e que tentará a anulação da eleição.
Os veículos de esquerda destacaram a dimensão internacional da vitória. Segundo essa cobertura, o resultado interrompe o avanço da extrema-direita na América Latina e contrasta com o silêncio do presidente americano, Donald Trump, que ainda não havia felicitado Lula. O senador Bernie Sanders, o deputado Ro Khanna e o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, parabenizaram o presidente, e Khanna cobrou que Trump respeite o resultado. A presidenta do México, Claudia Sheinbaum, também celebrou. Esses veículos rebatem a crítica de Donald Trump Jr. à extensão do voto, lembrando que as duas campanhas a pediram.
Nenhum veículo de direita integra o conjunto de artigos desta história, de modo que a visão dessa parte do espectro aparece apenas pela via das falas de Flávio Bolsonaro registradas pela cobertura de centro, que contestam a legitimidade do resultado.
O que ainda não se sabe: não está claro com que fundamento e em que instância Flávio Bolsonaro tentará a anulação, nem como o Tribunal Superior Eleitoral tratará o pedido. Também não foi definido quantos dias Lula descansará nem quando o governo anunciará a equipe do novo mandato.
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O resultado deste domingo (25) faz de Lula o primeiro a realizar dois feitos: virar uma eleição do 1º para o 2º turno e vencer por quatro vezes a disputa para a Presidência da República.
