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Marco Legal da Inteligência Artificial segue parado na Câmara há quase dois anos

Relato de fonte única, atribuído a O Estado de S.Paulo. Esta cobertura não compara posições do espectro político.

Redação Fuja da Bolha•1 fonte•21/09/2026•atualizado em 23/09/2026•Inteligência Artificial
Marco Legal da Inteligência Artificial segue parado na Câmara há quase dois anos

Resumo da cobertura

O Marco Legal da Inteligência Artificial, aprovado pelo Senado Federal em dezembro de 2024, ainda não foi votado pela Câmara dos Deputados. O atraso, de quase dois anos, é atribuído a divergências sobre pontos como o direito autoral do conteúdo usado para treinar sistemas de IA. Artigo de opinião sobre o tema aponta riscos ao consumidor na ausência de regras.

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O Marco Legal da Inteligência Artificial, aprovado pelo Senado Federal em dezembro de 2024, ainda não foi votado pela Câmara dos Deputados. Divergências sobre direito autoral travam a proposta, enquanto cresce o alerta sobre discriminação algorítmica contra consumidores em crédito, seguros e planos de saúde.

O Marco Legal da Inteligência Artificial, aprovado pelo Senado Federal em dezembro de 2024, continua sem votação na Câmara dos Deputados. O projeto foi enviado aos deputados logo após a aprovação e, desde então, não avançou. O atraso já chega a quase dois anos.

Até o momento, apenas um veículo tratou do tema neste recorte, por meio de um artigo de opinião assinado por um economista que presidiu o conselho de uma associação de defesa do consumidor, a Proteste, e que é professor da Universidade Federal Fluminense. O texto relaciona a paralisia na Câmara a divergências sobre pontos sensíveis da proposta, em especial o direito autoral sobre o conteúdo usado para treinar sistemas de inteligência artificial.

O artigo parte de um contexto internacional. Segundo o autor, pesquisadores e grandes empresas do setor passaram a alertar para o risco de descontrole da tecnologia e a defender tanto a desaceleração do desenvolvimento quanto a criação de regras de uso. No Brasil, afirma o texto, a falta de um marco legal gera insegurança jurídica e permite o uso sem controle da ferramenta.

O principal risco apontado para o consumidor é a chamada discriminação algorítmica. Ela ocorre quando os dados usados por um sistema de inteligência artificial levam a tratar pessoas de forma desigual, por exemplo na concessão de crédito ou na oferta de produtos e serviços. O autor cita ainda a possibilidade de seguradoras e operadoras de planos de saúde usarem o histórico pessoal do cliente contra ele, e o bloqueio de entregas para moradores de ruas e bairros classificados como áreas de risco.

O texto também chama atenção para a exposição de dados pessoais. O número do Cadastro de Pessoas Físicas, o CPF, passou a ser exigido em quase toda compra e foi incorporado à nova carteira de identidade. Testes aparentemente inofensivos em redes sociais, segundo o autor, servem para coletar crenças, opiniões e conhecimentos dos usuários. Entre quem comercializa essas informações, ele lista corretores de dados, grandes empresas de tecnologia, redes sociais, aplicativos e lojas digitais.

A conclusão do artigo é que a aprovação do marco legal é urgente, mas representa apenas o começo de um conjunto de leis e ações para proteger consumidores, eleitores e contribuintes. O enquadramento privilegia a proteção de grupos vulneráveis e a regulação pública do setor, com menção secundária à segurança jurídica.

O texto não traz a posição de parlamentares, de empresas de tecnologia nem de representantes de setores criativos envolvidos na disputa sobre direito autoral. Também não informa quem relata a proposta na Câmara nem se há data prevista para votação.

Permanecem sem resposta as perguntas centrais sobre a tramitação: quais pontos exatos travam o acordo entre os deputados, se o texto do Senado será mantido ou alterado e quando o tema voltará à pauta do plenário.

Briefing

O que importa para você

  • O texto aprovado pelo Senado em dezembro de 2024 segue sem votação na Câmara.
  • Sem regras, consumidores ficam sujeitos a discriminação algorítmica em crédito, seguros, planos de saúde e entregas.
  • O impasse sobre direito autoral no treinamento de IA é apontado como entrave central.

O que ainda está incerto

  • Não há data prevista para a votação na Câmara dos Deputados.
  • Não se sabe se o texto do Senado será mantido ou alterado pelos deputados.
  • Faltam as posições de parlamentares e empresas sobre os pontos em disputa.
CongressoRegulação de TecnologiaInteligência Artificial

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Fontes

Espectro: Direita
Marco Legal da IA está congelado na Câmara dos Deputados
Marco Legal da IA está congelado na Câmara dos Deputados

Marco Legal da IA está congelado na Câmara dos Deputados  Estadão

O Estado de S.PauloO Estado de S.Paulo

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