As novas pesquisas da disputa Lula x Flávio que sairão na semana que vem
2 veículos de centro · 8 veículos de direita

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A leitura à direita destaca o movimento, não o patamar: em duas semanas o senador Flávio Bolsonaro saltou de 33% para 37% em um instituto e reduziu a vantagem do presidente de nove para quatro pontos no primeiro turno, chegando ao empate técnico de 46% a 45% no segundo turno, a menor distância registrada desde abril. Em outro levantamento, a diferença caiu de doze para nove pontos, com avanço do senador justamente entre os eleitores independentes, segmento apontado como decisivo. Nesse enquadramento, a aproximação ocorre enquanto o noticiário é dominado por três inquéritos abertos no Supremo Tribunal Federal sobre suspeitas de tráfico de influência envolvendo o filho do presidente e um ex-chefe de gabinete, no rastro do escândalo previdenciário. A rejeição dos dois candidatos empatou em 49%, e o senador já lidera em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás, que concentram parte relevante do colégio eleitoral.
Seis institutos nacionais divulgaram pesquisas sobre a eleição presidencial de 2026 na virada de julho para agosto e todos mantiveram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança do primeiro e do segundo turno, com o senador Flávio Bolsonaro consolidado como principal adversário.
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10 fontes políticas
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: viés de centro.
Todos os institutos e todos os lados da cobertura reconhecem que o presidente lidera o primeiro e o segundo turno, que o senador é o único adversário competitivo em confronto direto e que os pré-candidatos de terceira via não saíram da faixa de 2% a 8%. Há acordo também sobre o quadro partidário: as convenções terminaram com os maiores partidos de centro neutros, deixando 178 deputados fora da disputa presidencial, contra 69 em 2022.
A primeira semana de agosto de 2026 concentrou a maior sequência de pesquisas eleitorais desde o início da pré-campanha e consolidou um retrato da disputa presidencial: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera todos os levantamentos nacionais, e o senador Flávio Bolsonaro (PL) está consolidado como o único adversário capaz de acompanhá-lo em simulações de segundo turno. A novidade das rodadas mais recentes é a redução da distância entre os dois, registrada por institutos com metodologias diferentes.
Uma pesquisa telefônica divulgada em 3 de agosto, com 2.002 eleitores ouvidos entre 31 de julho e 2 de agosto e margem de erro de dois pontos, mostrou o presidente com 41% e o senador com 37% no primeiro turno. Na rodada anterior, o placar era de 42% a 33%. No principal cenário de segundo turno, o resultado foi de 46% a 45%, empate técnico e a menor distância desde abril. Dois dias depois, um levantamento presencial com 2.004 entrevistados apontou 39% a 30% no primeiro turno, contra 40% a 28% em julho, e 44% a 39% no segundo turno. Uma terceira pesquisa, telefônica, com 1.500 eleitores, indicou 43% a 35% no primeiro turno e 48,5% a 43% no segundo. Todos os levantamentos estão registrados na Justiça Eleitoral.
A cobertura de centro concentrou-se na apresentação dos números e na comparação entre institutos. Um recorte estadual divulgado em 30 de julho mostrou o senador à frente em São Paulo, por 40% a 35%, no Rio de Janeiro, por 38% a 35%, no Paraná, por 42% a 24%, no Rio Grande do Sul, por 40% a 35%, e em Goiás, por 47% a 35%. O presidente lidera em Minas Gerais, por 38% a 35%, no Pará, por 38% a 31%, em Pernambuco, por 58% a 24%, na Bahia, por 56% a 23%, e no Ceará, por 60% a 23%. O consolidado de seis institutos mantém o mesmo desenho: liderança do presidente em todos eles, oposição isolada em segundo lugar e pré-candidatos de terceira via entre 2% e 8%, sem crescimento consistente.
Os veículos de direita enfatizaram a velocidade da aproximação e o contexto político em que ela ocorreu. Essa cobertura destacou que o avanço do senador foi maior entre eleitores independentes, que a rejeição dos dois principais nomes empatou em 49% e que o período de campo coincidiu com a abertura de inquéritos no Supremo Tribunal Federal sobre suspeitas de tráfico de influência envolvendo o filho do presidente e um ex-chefe de gabinete, no rastro do escândalo previdenciário. Um dos levantamentos, porém, não perguntou aos entrevistados sobre esses episódios, e a própria reportagem registra que o nexo entre noticiário e oscilação é hipótese, não medição.
Veículos de esquerda não aparecem entre as fontes que cobriram esta rodada. A leitura desse campo tenderia a enfatizar que a liderança se manteve em todos os institutos apesar de uma semana adversa, que a vantagem no Nordeste chega a 59% contra 20% e que as variações apontadas como avanço da oposição estão dentro ou no limite da margem de erro, além de dar mais peso à tentativa de interferência estrangeira no pleito e ao uso de inteligência artificial em peças de campanha, tema levado ao Tribunal Superior Eleitoral.
Há convergência sobre o quadro partidário. Com o encerramento das convenções, legendas de bancada grande optaram pela neutralidade: 178 deputados federais pertencem a partidos fora da disputa presidencial, contra 69 em 2022. O presidente repetiu a coligação anterior, com a adição de uma legenda e a manutenção do mesmo vice; o senador não conseguiu atrair aliados de fora do próprio partido depois de duas tentativas frustradas de composição, e a chapa saiu com um vice da própria legenda. O efeito apontado é menos eleitoral e mais de governabilidade a partir de 2027.
O que ainda não se sabe é se o estreitamento se confirma nas próximas rodadas ou se é oscilação pontual, qual será o efeito eleitoral das investigações em curso, e como o eleitorado reagirá ao alinhamento externo declarado à candidatura de oposição, tema que um dos institutos incluiu no questionário mas cujos resultados ainda não foram divulgados. Também não há medição sobre o impacto econômico das tarifas norte-americanas na decisão de voto além da constatação de que o eleitorado divide igualmente a responsabilidade pelo episódio entre os dois principais candidatos.
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A Nexus ouvirá 2.000 eleitores, com divulgação prevista para 3 de agosto, enquanto a Genial/Quaest, com 2.004 entrevistados, divulgará seus resultados no dia 5

Nesta matéria: viés de centro.