Quaest mostra Lula e Flávio Bolsonaro empatados com 42% no segundo turno
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Mesmo com a caneta da Presidência e anúncios de benefícios às vésperas da votação, Lula não consegue se firmar acima dos 40%, enquanto Flávio Bolsonaro avançou em setembro e encurtou a distância. A insatisfação com a economia e o desgaste com escândalos pesam sobre o petista, e o segundo turno segue empatado.
Na reta final, as pesquisas mostram Lula ganhando terreno no primeiro turno enquanto medidas de proteção social, como o reajuste do Bolsa Família e a distribuição de canetas emagrecedoras pelo Sistema Único de Saúde, entram no debate. O presidente concentra a agenda final no Norte e no Nordeste, mas o segundo turno contra Flávio Bolsonaro segue indefinido.
A última semana antes do primeiro turno, em 4 de outubro, começou com duas pesquisas nacionais que colocam Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente no primeiro turno e empatado tecnicamente com o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo. O Datafolha registrou no Tribunal Superior Eleitoral mais dois levantamentos, a serem divulgados em 1º e 3 de outubro.
15 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
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Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
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Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés à direita
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Toda a cobertura mostra um segundo turno apertado entre Lula e Flávio Bolsonaro, com diferenças dentro da margem de erro nas pesquisas Quaest, BTG/Nexus, PoderData/Aya e Futura/100% Cidades.
Na última semana antes do primeiro turno, Quaest e BTG/Nexus mostraram Lula à frente na primeira votação e empatado tecnicamente com Flávio Bolsonaro num segundo turno: 42% a 42% numa, 46% a 44% na outra. A cobertura de centro detalhou metodologia e margem de erro, veículos de direita destacaram a subida de Flávio num agregador de pesquisas e o único veículo de esquerda tratou do calendário da reta final.
A última semana antes do primeiro turno da eleição presidencial, marcado para 4 de outubro, começou com duas pesquisas nacionais que mostram Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, à frente no primeiro turno e empatado tecnicamente com o senador Flávio Bolsonaro, do PL, num eventual segundo turno. Na Quaest, Lula passou de 37% para 39%, e Flávio, de 33% para 34%. No confronto direto, os dois aparecem com 42%. Na BTG/Nexus, Lula tem 42% e Flávio, 37%, e a simulação de segundo turno marca 46% a 44%, dentro da margem de erro de dois pontos.
O instituto Datafolha registrou no Tribunal Superior Eleitoral mais dois levantamentos nacionais, com divulgação prevista para quinta-feira, 1º de outubro, e sábado, dia 3. O primeiro vai ouvir 2.506 eleitores entre 28 de setembro e 1º de outubro. O segundo prevê 4.006 entrevistas no próprio dia 3. Os dois vão medir intenção de voto espontânea e estimulada, rejeição, cinco cenários de segundo turno e a avaliação do governo, além de temas como democracia, apostas online e o reajuste do Bolsa Família.
A cobertura converge em alguns pontos. O segundo turno segue apertado em todos os levantamentos citados. A rejeição dos dois candidatos está na faixa de 47% a 48%, segundo o cientista político Rubens Figueiredo, o que funciona como um teto para avanços expressivos. Os indecisos somam 3% num dos cenários de segundo turno, contingente pequeno que ganha peso numa eleição acirrada. O calendário também é consenso: a partir de 2 de outubro ficam proibidos comícios, debates no rádio e na televisão e a propaganda gratuita, e o último debate presidencial em rede nacional está marcado para 1º de outubro, ainda sem confirmação de Lula.
A cobertura de centro relatou os números com detalhes de metodologia, registro e margem de erro. Também registrou a ressalva de Figueiredo de que a aprovação a medidas recentes do governo, como o reajuste do Bolsa Família e a distribuição de canetas emagrecedoras pelo Sistema Único de Saúde, não deve ser confundida com intenção de voto.
Veículos de direita enfatizaram outro retrato. Com base num agregador de 149 pesquisas de 22 institutos, destacaram que Lula tinha 40,3% em 25 de setembro, praticamente o mesmo patamar de junho, enquanto Flávio subiu de 32,9% para 37,8%, reduzindo a distância de 7,8 para 2,5 pontos. Citaram ainda a Futura/100% Cidades, em que Flávio aparece com 40,4% contra 38,4% de Lula, e atribuíram a estagnação do presidente à insatisfação com a economia, a promessas não cumpridas e a escândalos como os desvios no Instituto Nacional do Seguro Social e o caso Banco Master.
O único veículo de esquerda que cobriu a semana concentrou-se no calendário: as agendas dos candidatos em estados estratégicos, o prazo de 28 de setembro para registrar pesquisas a serem divulgadas no dia da votação e as restrições da reta final, sem atribuir interpretação aos números.
Ainda não se sabe o que as duas pesquisas do Datafolha vão mostrar, nem se Lula vai participar do último debate. Os levantamentos usam métodos distintos e não formam uma série única, o que limita a comparação direta entre institutos a poucos dias da votação.
Em termos de votos válidos, Lula supera Flávio por 45% a 40%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, não há empate técnico.

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