Ato de esquerda reúne milhares em Brasília pela reeleição de Lula
Relato de fonte única, atribuído a Folha de S.Paulo. Esta cobertura não compara posições do espectro político.

Resumo da cobertura
No sábado (24), véspera do segundo turno, a União Nacional dos Estudantes, a Associação Nacional dos Pós-Graduandos e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas convocaram um ato na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, que reuniu milhares de pessoas pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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Briefing
O que importa para você
- O segundo turno ocorre no dia seguinte ao ato, com Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial.
- No Distrito Federal, a disputa pelo governo opõe Leandro Grass (PT) e Celina Leão.
- A pauta dos manifestantes inclui manter o reajuste das bolsas de pós-graduação de 2023 e investimentos na educação pública.
O que ainda está incerto
- Não há estimativa independente do público do ato.
- A cobertura disponível não traz reação de quem se opõe à manifestação.
Na véspera do segundo turno, a União Nacional dos Estudantes, a Associação Nacional dos Pós-Graduandos e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas reuniram milhares de pessoas na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, pela reeleição de Lula.
Na véspera do segundo turno das eleições de 2026, um ato convocado por entidades estudantis reuniu milhares de pessoas na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, neste sábado, dia 24. A manifestação pediu a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e a eleição de Leandro Grass, também do PT, para o governo do Distrito Federal.
A convocação partiu da União Nacional dos Estudantes, da Associação Nacional dos Pós-Graduandos e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, com apoio de outras entidades. O ato aconteceu ao lado da Biblioteca Nacional, e a expectativa dos organizadores era marchar até o gramado central da Esplanada, onde um segundo trio elétrico aguardava os manifestantes. Grande parte do público era formada por jovens e estudantes. Segundo o relato, dois atos semelhantes já haviam ocorrido nos dias 13 e 18 de outubro, também na Esplanada, reunindo dezenas de milhares de pessoas.
A vice-presidente da ANPG, Amanda Mendes, afirmou que a manifestação quer garantir conquistas como o reajuste das bolsas de pós-graduação feito em 2023, depois de anos de congelamento. Ela disse que o país não pode ter de volta um período negacionista contra a ciência, como, nas palavras dela, houve no governo de Jair Bolsonaro, ex-presidente que hoje está preso por tentativa de golpe de Estado. Segundo uma organizadora, o objetivo dos manifestantes é assegurar investimentos na educação pública.
O mesmo dia teve outras mobilizações. Apoiadores de Lula também se reuniram em atos no Rio de Janeiro, em São Paulo e em outras cidades. O senador Flávio Bolsonaro, do PL, candidato à Presidência, participou de uma carreata em Belo Horizonte. A governadora Celina Leão, candidata ao governo do Distrito Federal, também esteve em ato na capital federal.
Até o momento, apenas um veículo cobriu especificamente esse ato, de modo que não há, nesta reportagem, contraste entre a cobertura de esquerda, de centro e de direita. O relato disponível é descritivo e se limita a registrar o evento, as entidades organizadoras, a fala de uma dirigente estudantil e as agendas paralelas dos adversários.
O que ainda não se sabe: não há estimativa independente do número de participantes, como contagem de órgão de segurança ou de instituto de pesquisa. Também não foram apresentadas, na cobertura disponível, as reações de entidades ou de eleitores contrários ao ato, nem informação sobre eventual impacto da mobilização na decisão do voto no domingo.
Fontes
UNE, ANPG e UBES convocaram a manifestação, que reúne jovens na Esplanada dos Ministérios
