Augusto Cury, com 2,89% dos votos, deixa a política e não apoia Lula nem Flávio
2 veículos de centro · 2 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
4 fontes políticas
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Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência, terminou o primeiro turno de 4 de outubro em terceiro lugar, com 2,89% dos votos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. Em entrevista coletiva em Ribeirão Preto (SP), anunciou que não continuará na política e recusou apoio a Lula (PT) ou a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno de 25 de outubro, proibindo que alguém fale em seu nome sobre o tema.
Augusto Cury encerra a carreira eleitoral sem aderir a nenhum dos finalistas e reforça uma agenda de reforma institucional: fim da reeleição presidencial, mandato de oito anos para ministros do Supremo Tribunal Federal e semipresidencialismo. O empresário, que propôs enxugar o Estado, deixa as propostas à disposição de quem vencer em 25 de outubro.
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Todas as coberturas registram que Augusto Cury não declarou apoio a Lula nem a Flávio Bolsonaro no segundo turno, reconheceu o resultado das urnas e criticou a polarização.
Augusto Cury, do Avante, terminou o primeiro turno em terceiro lugar, com 2,89% dos votos, e anunciou que deixará a política. Em Ribeirão Preto, recusou apoio a Lula e a Flávio Bolsonaro no segundo turno e proibiu que alguém fale em seu nome. Compare como cada lado noticiou o anúncio.
Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência da República, anunciou na noite de domingo, 4 de outubro, que não continuará na política e que não apoiará nenhum dos dois nomes do segundo turno: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL. A decisão foi comunicada em entrevista coletiva em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, onde ele acompanhou a apuração ao lado da família e do vice, Júlio Delgado.
O escritor e psiquiatra terminou o primeiro turno em terceiro lugar, com 2,89% dos votos válidos, cerca de 3,4 milhões de votos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. A disputa entre Lula e Flávio será decidida em 25 de outubro.
Os relatos convergem nos pontos centrais. Cury disse ter “100% de convicção” de que deixará a política, embora tenha ressalvado que “amanhã ninguém sabe”. Afirmou que se silencia em relação ao segundo turno e que ninguém está autorizado a pedir ou anunciar apoio em seu nome ou no de Júlio Delgado. Declarou respeitar a vontade soberana do eleitor, mas disse estar triste com a continuidade da polarização. Também criticou o voto útil, que, segundo ele, retira do eleitor a liberdade de votar.
O resultado contrasta com a trajetória da campanha. Em setembro, Cury chegou a 8% na pesquisa Datafolha e passou a ser cortejado pelos dois lados, por ser de um partido que abriga tanto aliados do governo quanto bolsonaristas. Na reta final, recuou para a faixa dos 4%, empatado na margem de erro com outros candidatos.
A cobertura de centro relatou o anúncio com ênfase nos números oficiais e nas falas da coletiva. Registrou ainda as críticas que Cury fez pela manhã, ao votar em Colina, no interior paulista: disse que Lula se apresenta como pai dos pobres, mas governa para os ricos, e que Flávio Bolsonaro nunca arriscou capital numa empresa. Antes da votação, a mesma cobertura havia destacado o perfil do candidato, o mais rico da disputa, e propostas como telemedicina no Sistema Único de Saúde e redução de ministérios.
Veículos de direita enfatizaram a agenda de reforma institucional que Cury voltou a defender no pronunciamento: fim da reeleição presidencial, mandato de oito anos para ministros do Supremo Tribunal Federal e adoção do semipresidencialismo. Esses veículos também destacaram que ele colocou suas propostas à disposição dos dois finalistas, recusou ser ministro de qualquer governo e admitiu atuar como uma espécie de conselheiro. Até o momento, nenhum veículo de esquerda havia publicado cobertura própria sobre o anúncio.
Ainda não se sabe para onde irão os eleitores de Cury no segundo turno, nem se as campanhas de Lula e Flávio tentarão incorporar suas propostas. Também não está claro qual será o papel do candidato fora da política, além dos projetos que ele diz ter na área social.
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Após terminar em terceiro lugar nas Eleições 2026, Augusto Cury afirma que não apoiará Lula ou Flávio Bolsonaro e descarta novos projetos na vida pública.

Augusto Cury também afirmou que respeita o resultado das urnas, apesar de se declarar triste com a continuidade da polarização política
