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Campanha de Augusto Cury admite erro em declaração de R$ 242 milhões ao TSE
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O escritor e psiquiatra Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência da República, não incluiu na declaração de bens entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) três empresas registradas nos Estados Unidos das quais participa: Cury Academia Comportamental, Contemplare Investments e Free Mind Publish. A campanha confirmou a ausência, classificou o caso como erro e disse que as informações serão corrigidas nos termos da lei, afirmando que se trata de participações inexpressivas em empresas inativas ou sem rendimentos. Cury declarou patrimônio de R$ 242 milhões à Justiça Eleitoral, o maior entre os presidenciáveis, em sua primeira disputa eleitoral.
Esquerda
O candidato que declarou o maior patrimônio da eleição de 2026 deixou ao menos cinco negócios fora da relação de bens entregue à Justiça Eleitoral: três empresas abertas na Flórida entre 2021 e 2024 e ainda ativas, além de duas no Brasil, uma delas administrada por Augusto Cury junto com a mulher e duas filhas.
Centro
O escritor e psiquiatra Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência da República, não incluiu na declaração de bens entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) três empresas registradas nos Estados Unidos das quais participa: Cury Academia Comportamental, Contemplare Investments e Free Mind Publish.
Direita
Sem cobertura neste espectro.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O enquadramento organiza os fatos em torno da concentração patrimonial do candidato: abre pelo 'maior patrimônio da eleição', encadeia o ranking dos presidenciáveis, as transações imobiliárias de US$ 13,5 milhões em Orlando e a exposição à Fictor Invest em recuperação judicial, ampliando a lista de cinco negócios omitidos. É crítica a poder econômico concentrado, marca de cobertura de esquerda, mas o texto mantém rigor documental e fecha com ressalva de que a ausência não prova ocultação deliberada, o que segura a confiança abaixo de 0,8.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Veículos com viés ao centro
Texto de apuração sem vocabulário valorativo: expõe a ausência das três empresas, reproduz na íntegra a nota da campanha ('participações inexpressivas', 'empresas inativas ou sem rendimentos') e abre espaço equivalente para a composição do patrimônio de R$ 242 milhões. Não sugere ilícito nem defende o candidato; atribui a origem do levantamento e sinaliza o que ficou sem resposta.
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Veículos com viés à direita
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Candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury declarou R$ 242 milhões ao Tribunal Superior Eleitoral, o maior patrimônio da disputa, mas deixou de fora empresas registradas nos Estados Unidos. A campanha diz que houve erro e que vai corrigir. Parte da cobertura aponta ainda dois negócios no Brasil ausentes da mesma declaração.
A campanha do escritor e psiquiatra Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência da República, confirmou que três empresas registradas nos Estados Unidos das quais ele participa ficaram de fora da declaração de bens entregue ao Tribunal Superior Eleitoral, o TSE. Em nota, a campanha classificou a ausência como erro e disse que as informações serão corrigidas nos termos da lei. As empresas citadas são a Cury Academia Comportamental, a Contemplare Investments e a Free Mind Publish.
A declaração entregue por Cury à Justiça Eleitoral registra patrimônio de R$ 242 milhões, o maior entre os candidatos à Presidência neste ciclo. Metade do total, R$ 121 milhões, corresponde a um valor emprestado pelo candidato à empresa Filadélfia Nature Participações. Outros R$ 54 milhões aparecem em participações societárias e cerca de R$ 33 milhões em ações. É a primeira disputa eleitoral do escritor, autor de livros de autoajuda publicados em dezenas de países, que antes de fechar com o Avante chegou a negociar uma chapa com Romeu Zema.
A cobertura de centro relatou o episódio de forma direta e sem adjetivação: expôs a ausência das três empresas, reproduziu na íntegra o comunicado da campanha, segundo o qual são participações inexpressivas em empresas inativas ou sem rendimentos, e registrou que a campanha não informou qual é a fatia do candidato nos negócios nem quanto eles representam no patrimônio declarado.
Veículos de esquerda ampliaram o escopo do caso. Nessa cobertura, não são três, e sim ao menos cinco os negócios ausentes da relação de bens: além das três companhias abertas na Flórida entre 2021 e 2024 e mantidas ativas em 2026, aparecem duas no Brasil, a Contemplare, ligada à locação e administração de imóveis e a atividades rurais, e a Academia de Pensar e Brincar, da qual Cury é sócio-administrador ao lado da mulher e de duas filhas. Os registros estaduais americanos o identificam como pessoa autorizada a agir pelas três empresas, em uma delas sozinho, mas não dizem quanto ele detém nem qual capital foi investido. Essa leitura acrescenta que outras duas empresas nos Estados Unidos foram informadas ao TSE, a Intelligence School e a Love Story Investments, e que a primeira comprou e vendeu ao menos quatro imóveis em Orlando entre 2014 e 2024, em transações que somaram US$ 13,5 milhões. O enquadramento associa a omissão ao volume do patrimônio, incluindo R$ 31,5 milhões vinculados à Fictor Invest, grupo em recuperação judicial, e ao fato de o candidato liderar o ranking patrimonial da disputa depois de saltar para 8% na pesquisa Datafolha e assumir isoladamente a terceira posição. Ainda assim, essa mesma cobertura ressalva que a existência dos negócios fora da declaração não permite, por si só, concluir que houve ocultação deliberada ou prática de ilícito.
Até o momento, veículos de direita não publicaram cobertura própria sobre o caso, e essa ausência é o ponto cego da história: a versão que enfatizaria a presunção de inocência, a licitude do patrimônio construído na iniciativa privada e a distinção entre erro formal e má-fé não aparece com voz própria em nenhum texto do conjunto, embora a nota da campanha sustente que todo o patrimônio foi construído de forma lícita.
O que ainda não se sabe é o essencial para dimensionar o episódio. Não há informação sobre qual é a participação de Cury em cada uma das empresas omitidas, nem sobre quanto elas valem. Também não se sabe em que prazo a retificação será protocolada, se o TSE abriu ou pretende abrir qualquer procedimento sobre a declaração e se as empresas brasileiras citadas por parte da cobertura serão incluídas na correção anunciada pela campanha.
Os dois lados registram os mesmos fatos centrais: empresas em que Augusto Cury tem participação ficaram fora da declaração de bens entregue ao TSE, a campanha reconheceu a ausência como erro e prometeu corrigir, e o patrimônio declarado, superior a R$ 242 milhões, é o maior entre os candidatos à Presidência. Nenhuma das coberturas afirma que houve ilícito comprovado.

A campanha de Augusto Cury informou que corrigirá a declaração de bens ao TSE após a omissão de três empresas nos EUA, classificadas como participações inexpressivas.

Terceiro colocado no Datafolha, Augusto Cury diz que revisará patrimônio informado e corrigirá eventuais inconsistências.
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