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Banco do Brasil projeta R$ 100 bilhões do agro na MP de renegociação

1 veículo de centro · 1 veículo de direita

Redação Fuja da Bolha•2 fontes•12/08/2026•atualizado em 14/08/2026•Agronegócio
Banco do Brasil projeta R$ 100 bilhões do agro na MP de renegociação
Imagem: Notícias ao Minuto Brasil

Resumo da cobertura

Como cada lado cobriu

2 fontes políticas

Como decidimos →
Esquerda0 (0%)

Veículos com viés à esquerda

Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.

Centro1 (50%)

Veículos com viés ao centro

  • Notícias ao Minuto BrasilBanco do Brasil tem até R$ 100 bilhões em atraso do agro para ser renegociado com nova MP (abre em nova aba)

    Nesta matéria: perspectiva omitida.

Direita1 (50%)

Veículos com viés à direita

  • VejaBanco do Brasil (BBAS3) lucra R$ 7,3 bilhões no 1° semestre, queda de 34%Banco registra alta da inadimplência e se distância da estratégia de concessão de crédito apontada no início do ano(abre em nova aba)

    Nesta matéria: perspectiva omitida.

Conhecer o Mapa Político

Briefing

O que importa para você

  • Até 113 mil clientes do agronegócio podem renegociar dívidas pela Medida Provisória 1.376/2026, com fundo garantidor da União; a portaria de regulamentação ainda não foi publicada.
  • R$ 36,7 bilhões da carteira já estão inadimplentes e R$ 63,5 bilhões foram prorrogados ou renegociados.
  • Quem não se enquadrar segue na via judicial: o banco judicializou R$ 15,5 bilhões em 2026 e já retoma mais de 130 imóveis rurais.
  • Para o correntista comum, a inadimplência de pessoa física em 8,41% tende a manter o crédito mais caro e mais seletivo.

Onde os lados divergem

  • A cobertura de centro trata a Medida Provisória 1.376/2026 como instrumento de regularização de uma carteira de até R$ 100 bilhões, incluindo o cálculo do banco de que cada R$ 1 bilhão renegociado pode render até R$ 200 milhões de resultado.
  • A cobertura de direita não menciona o programa e mede o banco pelo retorno sobre o patrimônio de 8,3% frente ao custo de capital de cerca de 14%, tratando o crescimento de 4,1% na carteira do agro como erro de alocação diante do guidance.
  • Não houve cobertura de esquerda, e com ela ficou de fora a discussão sobre o custo do fundo garantidor da União.

Onde os lados concordam

As duas coberturas partem dos mesmos números e do mesmo diagnóstico: a inadimplência do agronegócio em 6,27% e o salto das provisões para R$ 18,4 bilhões são o principal peso sobre o resultado do Banco do Brasil, e a crise tem origem nas quebras de safra desde 2024. Também há convergência de que o segundo trimestre trouxe alívio parcial, com lucro de R$ 3,9 bilhões e queda dos novos atrasos de 1,77% para 1,37%.

O que ainda está incerto

  • Nenhuma fonte informou o custo fiscal do fundo garantidor da União nem os critérios finais de enquadramento, que dependem de portaria ainda não publicada.
  • Não se sabe quanto dos R$ 100 bilhões efetivamente entrará no programa, nem prazos e taxas das novas condições.
  • Segue em aberto o impacto de um novo ciclo climático sobre a safra e sobre a capacidade de pagamento dos produtores.

O Banco do Brasil calcula que até R$ 100 bilhões em operações de crédito rural podem entrar nas linhas de renegociação da Medida Provisória 1.376/2026, amparadas por um fundo garantidor da União. O anúncio veio junto com o balanço do segundo trimestre, que mostrou lucro de R$ 3,9 bilhões e inadimplência do agronegócio em 6,27%.

O Banco do Brasil informou que tem até R$ 100 bilhões em crédito ao agronegócio passíveis de enquadramento nas novas linhas de renegociação criadas pela Medida Provisória 1.376/2026, norma que prevê um fundo garantidor da União para cobrir produtores atingidos por eventos climáticos adversos. Do montante, R$ 36,7 bilhões correspondem a operações já inadimplentes e R$ 63,5 bilhões a contratos adimplentes que foram prorrogados ou renegociados. A estimativa foi apresentada pela presidente do banco, Tarciana Medeiros, ao comentar o balanço do segundo trimestre de 2026, e alcança até 113 mil clientes.

O balanço enviado ao mercado mostrou lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões no trimestre, alta de 3,3% na comparação anual e de 13,9% sobre os três primeiros meses do ano. No acumulado do semestre, porém, o lucro somou R$ 7,3 bilhões, queda de 34,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. A inadimplência da carteira consolidada chegou a 5,61%, contra 3,96% doze meses antes. No agronegócio, o índice ficou em 6,27%, alta de 3,11 pontos percentuais no ano, com desaceleração no trimestre e queda dos novos atrasos de 1,77% para 1,37%. Entre pessoas físicas, a inadimplência subiu para 8,41%. As despesas com provisões para devedores duvidosos avançaram 16,1%, para R$ 18,4 bilhões, enquanto a carteira total cresceu 1,4%, até R$ 1,31 trilhão.

Há convergência entre as coberturas sobre o diagnóstico. A crise do crédito rural, iniciada com as quebras de safra a partir de 2024 e agravada pela estiagem ligada ao El Niño, segue como o principal fator de pressão sobre o resultado do banco. Também não há divergência sobre os números: lucro trimestral em recuperação, lucro semestral em forte queda e provisões crescendo em ritmo muito superior ao da carteira.

A cobertura de centro detalhou a mecânica do socorro. Descreveu a composição da carteira potencialmente enquadrável, informou que a portaria de regulamentação deve ser publicada nos próximos dias e registrou que outra medida provisória, a 1.314, apelidada de BB Regulariza Agro, já concentrou R$ 39,341 bilhões em empréstimos renegociados. Nessa leitura, entraram também os dados de execução: R$ 15,5 bilhões judicializados só em 2026, volume que supera todo o ano de 2025, e a retomada iniciada de mais de 130 imóveis rurais, com a informação do banco de que a maior parte dos clientes em dificuldade é de arrendatários e de que a propriedade retomada volta a produzir na safra seguinte.

Veículos de direita enfatizaram o balanço pela ótica do acionista e da disciplina de capital. O ponto central dessa cobertura é que o retorno sobre o patrimônio líquido ficou em 8,3% ao fim de junho, ainda muito abaixo do custo de capital estimado em cerca de 14% ao ano, o que significa remuneração inferior à exigida por quem investe na instituição. Esse enquadramento também cobrou o descumprimento do guidance: a carteira de pessoa física cresceu 4,4% contra projeção de 6% a 10%, a de empresas recuou 6,4% contra previsão de variação entre mais 1% e menos 3%, e a do agronegócio avançou 4,1% quando o próprio banco projetava estabilidade, justamente no segmento que concentra a deterioração do crédito.

Veículos de esquerda não haviam registrado o caso até o fechamento desta análise. O ângulo que costuma organizar essa leitura é o do custo público do socorro e de quem paga a conta: o fundo garantidor da União mobiliza recursos do contribuinte para absorver perdas de um setor privado, sem que estejam públicos os critérios de acesso, a distribuição do benefício entre grandes e pequenos devedores ou eventuais contrapartidas ambientais e de adaptação climática. Pelo mesmo ângulo, a judicialização bilionária e a retomada de imóveis recaem sobre arrendatários, os elos mais frágeis da cadeia.

O que ainda não se sabe é relevante. Não foi divulgado o custo fiscal estimado do fundo garantidor da União, nem os critérios definitivos de enquadramento, que dependem de uma portaria ainda não publicada. Não há informação sobre quantos dos R$ 100 bilhões efetivamente entrarão no programa, sobre o perfil dos 113 mil clientes elegíveis ou sobre o prazo e as taxas das novas condições. Também segue em aberto o efeito de um novo ciclo climático sobre a safra e sobre a capacidade de pagamento dos produtores, além de qual será a trajetória do retorno do banco depois das renegociações.

EconomiaPolítica FiscalAgronegócio

Fontes

Espectro: Direita
Banco do Brasil (BBAS3) lucra R$ 7,3 bilhões no 1° semestre, queda de 34%
Banco do Brasil (BBAS3) lucra R$ 7,3 bilhões no 1° semestre, queda de 34%

Banco registra alta da inadimplência e se distância da estratégia de concessão de crédito apontada no início do ano

VejaVeja
Espectro: Centro
Banco do Brasil tem até R$ 100 bilhões em atraso do agro para ser renegociado com nova MP
Banco do Brasil tem até R$ 100 bilhões em atraso do agro para ser renegociado com nova MP

 

Notícias ao Minuto BrasilNotícias ao Minuto Brasil

Centro

1 fonte

O Banco do Brasil informou que até R$ 100 bilhões em crédito ao agronegócio podem ser enquadrados nas linhas de renegociação criadas pela Medida Provisória 1.376/2026, que prevê fundo garantidor da União para produtores atingidos por eventos climáticos adversos. Do total, R$ 36,7 bilhões são operações inadimplentes e R$ 63,5 bilhões são contratos adimplentes já prorrogados ou renegociados, envolvendo até 113 mil clientes. A estimativa foi dada pela presidente do banco, Tarciana Medeiros, ao comentar o balanço do segundo trimestre, que trouxe lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões, alta de 3,3% em um ano, e lucro semestral de R$ 7,3 bilhões, queda de 34,2%.

Direita

1 fonte

O balanço mostra um banco estatal que ainda entrega retorno abaixo do que o mercado exige: o retorno sobre o patrimônio ficou em 8,3%, contra um custo de capital estimado em torno de 14% ao ano, e o lucro semestral caiu 34,2%.

Esquerda

0 fontes

Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.

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    Tarciana Medeiros estima em até R$ 100 bilhões o crédito do agronegócio passível de enquadramento na Medida Provisória 1.376/2026, com até 113 mil clientes
    noticiasaominuto.com.br
  2. 12 de ago. de 2026, 21:00
    Banco do Brasil divulga ao mercado o balanço do segundo trimestre, com lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões e inadimplência consolidada de 5,61%
    veja.abril.com.br