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O plenário do Senado aprovou, em votação simbólica na terça-feira, 11 de agosto de 2026, o projeto de lei que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes, o Profert. O texto é um substitutivo vindo da Câmara dos Deputados, relatado pela senadora Tereza Cristina, e segue para sanção presidencial. O programa prevê incentivos fiscais, isenção de impostos para importação de máquinas e instalação de plantas industriais, além de linhas de financiamento reembolsável operadas pelo BNDES. O relatório aprovado retirou a previsão expressa de R$ 2 bilhões por ano em créditos fiscais entre 2027 e 2031, deixando a definição dos valores a critério do Executivo. O Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes que utiliza, sobretudo de Rússia e China.
O Senado aprovou o programa que incentiva a produção nacional de fertilizantes e encaminhou o texto à sanção presidencial. A versão final retirou as cifras de crédito fiscal e deixou os valores a critério do Executivo, num país que importa mais de 80% dos nutrientes usados na lavoura. Esquerda, centro e direita divergem sobre o custo e o alcance da medida.
O plenário do Senado aprovou, em votação simbólica na terça-feira, 11 de agosto de 2026, o projeto de lei que institui o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes, conhecido como Profert. O texto é um substitutivo vindo da Câmara dos Deputados, com adequações de redação propostas pela relatora, a senadora Tereza Cristina, do PP do Mato Grosso do Sul, e segue agora para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A proposta cria incentivos fiscais, prevê isenção de impostos para a importação de máquinas e para a instalação de plantas industriais no país e autoriza a União a abrir linhas de financiamento reembolsável, operadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, para projetos de produção nacional de fertilizantes e de suas matérias-primas.
Há convergência entre as coberturas sobre o diagnóstico que motiva a lei. O Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes usados pela agricultura, sobretudo os nutrientes agrupados na sigla NPK, que reúne nitrogênio, fósforo e potássio. Essa dependência torna a lavoura brasileira sensível às oscilações de preço internacional, à variação do câmbio e a tensões geopolíticas, já que os principais fornecedores nos últimos anos foram Rússia e China. Também é ponto comum o mecanismo de mistura obrigatória: um conselho setorial definirá o percentual de fertilizante nacional que precisa compor os adubos vendidos no país, começando em 2% a partir de julho de 2027 e chegando a 10% em julho de 2037, com faixa de 10% a 30% a partir de janeiro de 2038.
A divergência aparece no que cada lado escolheu colocar no centro da matéria. Veículos de esquerda destacaram o argumento de soberania produtiva, reproduzindo a defesa de que o programa resgata a capacidade do país de não depender integralmente da importação desses insumos, e trataram o crédito público e as isenções como instrumento de política industrial. A cobertura de centro relatou o rito com distância: votação simbólica, retorno do texto ao Senado porque a Câmara o alterou, encaminhamento à sanção e enquadramento na semana de esforço concentrado convocada pela presidência da Casa antes das eleições. Veículos de direita enfatizaram o buraco fiscal do desenho aprovado: a versão original previa até R$ 10 bilhões em subsídios e R$ 2 bilhões por ano em créditos fiscais entre 2027 e 2031, e o relatório aprovado suprimiu essas cifras, deixando a definição dos valores a critério do Executivo. Essa cobertura também registrou que, em acordo entre a articulação política do governo e o Congresso, a renúncia fiscal do Profert deve ser incluída no projeto de lei complementar dos Combustíveis, que reuniria dispositivos sem relação com a matéria original.
O que ainda não se sabe é quanto o programa vai custar. Sem as cifras no texto aprovado, não há estimativa pública do volume de renúncia fiscal nem do montante de financiamento que o banco de fomento poderá liberar, e não está definido o critério que o Executivo usará para fixar esses valores. Também segue em aberto se o presidente sancionará o texto na íntegra ou vetará dispositivos, qual será o desfecho da votação do projeto complementar que deve abrigar a renúncia, quem integrará o conselho responsável por calibrar os percentuais de mistura obrigatória e em quanto tempo a produção nacional teria escala suficiente para atender à demanda criada por essa obrigação.
Todos os lados registram que o Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes que consome, que a aprovação foi simbólica e que o texto segue para sanção presidencial. Também há acordo sobre o conteúdo central: incentivos fiscais, financiamento reembolsável pelo BNDES e percentuais crescentes de mistura obrigatória de fertilizante nacional.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Texto de padrão de agência: descreve a votação simbólica, o trâmite do substitutivo, o conteúdo do programa e o contexto de importação de insumos. O único trecho valorativo é uma citação atribuída à relatora sobre soberania nos fertilizantes, apresentada como fala e não como avaliação do veículo. O enquadramento de redução da dependência externa é próximo do vocabulário de soberania nacional, mas não há defesa editorial explícita, o que sustenta CENTER apesar do viés do veículo ser de esquerda.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Nenhum veículo de centro cobriu esta história.
Veículos com viés à direita
O eixo da matéria é fiscal e de controle institucional: enfatiza que a versão aprovada retirou as cifras de crédito, que caberá ao Executivo definir os valores, que a renúncia será enxertada em outro projeto por acordo com o governo e que esse projeto incorporará jabutis, termo usado para dispositivos sem relação com a matéria original. Esse recorte de vigilância sobre gasto público, renúncia fiscal e qualidade do processo legislativo é típico de enquadramento de direita, ainda que o texto seja factual e não editorialize de forma aberta.
País importa mais de 80% dos insumos utilizados na agricultura. Texto vai à sanção presidencial.

Subsídios, previstos em R$ 10 bilhões em versão anterior do texto, ficaram de fora da norma, mas devem ser reincluídos em texto que tramita na Câmara
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Perspectivas omitidas


