Patrimônio de Lula cai 35,7% enquanto Zema declara R$ 178,7 milhões ao TSE
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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Os candidatos à Presidência da República registraram no sábado, 15 de agosto de 2026, suas declarações de bens no Tribunal Superior Eleitoral, disponíveis no sistema DivulgaCandContas. Os valores vão de R$ 33 mil, declarados por Samara Martins, a R$ 242 milhões, informados por Augusto Cury. Luiz Inácio Lula da Silva declarou R$ 4,8 milhões, queda de 35,7% ante 2022, enquanto Romeu Zema informou R$ 178,7 milhões, alta de 37,7%, e Ronaldo Caiado registrou R$ 52,5 milhões, alta de 111%. No mesmo dia, Michelle Bolsonaro registrou candidatura ao Senado pelo Distrito Federal com R$ 4,4 milhões em bens. Dois dias depois, em conferência do setor financeiro em São Paulo, Zema afirmou que o governo Lula é 'pró-bilionário' por manter a Selic em 14% ao ano e prometeu reduzi-la a 6%.
As declarações ao Tribunal Superior Eleitoral separam quem construiu patrimônio no setor produtivo de quem acumulou bens ao longo de décadas de vida pública. Romeu Zema declarou R$ 178,7 milhões vindos majoritariamente de participações empresariais, e Ronaldo Caiado, R$ 52,5 milhões em imóveis rurais e criação de animais, patrimônios gerados em atividade privada e sujeitos a risco.
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Todas as coberturas tratam os valores como dado oficial extraído do registro eleitoral no TSE e reconhecem a amplitude da disputa: de R$ 33 mil a R$ 242 milhões declarados. Também há convergência de que Romeu Zema está entre os candidatos mais ricos, com R$ 178,7 milhões, e de que o patrimônio de Luiz Inácio Lula da Silva encolheu em relação a 2022.
Candidatos à Presidência entregaram ao Tribunal Superior Eleitoral as declarações de bens que acompanham o registro de candidatura, e a distância entre eles vai de R$ 33 mil a R$ 242 milhões. Luiz Inácio Lula da Silva informou R$ 4,8 milhões, patrimônio 35,7% menor que o de 2022; Romeu Zema declarou R$ 178,7 milhões e, dois dias depois, chamou o governo de pró-bilionário por causa dos juros altos.
Os candidatos à Presidência da República entregaram à Justiça Eleitoral, no sábado 15 de agosto de 2026, as declarações de bens que acompanham o registro de candidatura. Os valores informados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e abertos à consulta no sistema DivulgaCandContas vão de R$ 33 mil a R$ 242 milhões, uma distância de mais de sete mil vezes entre o menor e o maior patrimônio da disputa.
No topo da lista está Augusto Cury (Avante), com R$ 242 milhões, dos quais R$ 121 milhões correspondem a empréstimos feitos a uma empresa de participações, R$ 54 milhões a participações societárias e R$ 33 milhões a ações. Em seguida aparece Romeu Zema (Novo), com R$ 178,7 milhões, alta de 37,7% em relação a 2022 e concentrados sobretudo em participações empresariais, incluindo R$ 94,5 milhões em uma holding familiar. Ronaldo Caiado (PSD) declarou R$ 52,5 milhões, aumento de 111% ante 2022, com peso relevante de imóveis rurais e animais de criação. Wilson Grassi (Democrata) informou R$ 50 milhões em imóveis e participações no capital de empresas.
Na faixa intermediária estão os dois nomes mais associados à polarização recente. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou R$ 4,8 milhões, queda de 35,7% frente aos R$ 7,4 milhões informados em 2022, com a principal variação registrada nos recursos mantidos em planos de previdência privada. Flávio Bolsonaro (PL) declarou R$ 8,2 milhões, alta de 370% sobre o valor de 2018, movimento puxado por uma casa em Brasília avaliada em R$ 6,2 milhões, que passou a responder pela maior parcela do patrimônio informado.
Na outra ponta da tabela, Samara Martins (UP) declarou R$ 33 mil, formados por um carro de R$ 29 mil e R$ 4 mil em poupança. Edmilson Costa (PCB) informou R$ 454,4 mil, Renan Santos (Missão) declarou R$ 795 mil e Clariana Barão (DC) registrou R$ 1,8 milhão. Hertz Dias (PSTU) e Rui Costa Pimenta (PCO) registraram candidatura sem declarar bens à Justiça Eleitoral. No mesmo dia, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) registrou candidatura ao Senado pelo Distrito Federal e declarou R$ 4,4 milhões, quase todos em aplicação financeira, além de um automóvel de R$ 30 mil; o suplente da chapa é seu irmão, Diego Torres Dourado, com passagem pela Força Aérea Brasileira, pelo Ministério da Defesa, pelo Senado e pelo governo de São Paulo.
Dois dias depois do registro, em 17 de agosto, o debate saiu do patrimônio dos candidatos e foi para o custo do dinheiro. Em uma conferência anual promovida por um banco em São Paulo, Zema afirmou que o governo Lula é "pró-bilionário" por manter a taxa básica de juros em patamar elevado. Segundo o candidato, quem tem dinheiro aplicado ganha com a Selic de 14% ao ano, enquanto o endividado e o investidor produtivo perdem. Ele prometeu reduzir a taxa a 6% e calculou uma economia de cerca de R$ 800 bilhões ao ano com o serviço de uma dívida pública que estimou em R$ 10 trilhões, condicionando a queda a um aperto de despesas mais rígido que o adotado no governo de Michel Temer.
A cobertura de centro tratou os dois blocos de informação de forma descritiva, detalhando a composição de cada patrimônio e, no caso da declaração sobre os juros, inserindo o contraponto institucional de que a Selic é definida pelo Comitê de Política Monetária, ligado ao Banco Central, e não responde formalmente ao presidente da República. O único veículo de orientação à direita no conjunto limitou-se a enumerar candidato a candidato, registrando tanto a queda no patrimônio de Lula quanto a alta de 370% no de Flávio Bolsonaro, sem sugerir explicação política para qualquer das variações. Veículos de esquerda não trataram do tema no material reunido até aqui; a leitura mais provável desse campo, a partir dos mesmos números, seria destacar a concentração patrimonial no alto da disputa e questionar a coerência de acusar o governo de favorecer bilionários enquanto se promete corte de gasto público mais duro.
O que ainda não se sabe é o essencial. Nenhuma das coberturas apurou a origem da valorização de 370% no patrimônio declarado por Flávio Bolsonaro desde 2018, nem a da alta de 111% registrada por Caiado. As variações informadas tomam anos-base diferentes, de 2014 a 2022, e por isso não são comparáveis entre si. A declaração de bens à Justiça Eleitoral é autodeclaratória e não passou por auditoria até o momento.
Dados foram disponibilizados pelo TSE para consulta pública. Entre os bens do candidato estão imóveis e cotas de empresas.

Candidato à Presidência diz que juros altos beneficiam os mais ricos e promete reduzir Selic a 6%. Leia no Poder360.

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