Lula falta ao último debate antes do 1º turno e Flávio Bolsonaro confirma presença
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informou à emissora organizadora que não participará do último debate presidencial antes do primeiro turno, na quinta-feira, 1º de outubro, e dará entrevista ao Flow Podcast no mesmo horário. Flávio Bolsonaro (PL) confirmou presença, ao lado de Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo), este incluído por liminar do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques. A decisão dividiu o entorno de Lula, e especialistas a veem como aposta arriscada numa disputa apertada.
Para veículos de esquerda, a ausência de Lula no último debate é uma escolha racional diante de um formato que privilegia ataques e cortes para as redes sociais em vez de propostas. O sociólogo Marcos Coimbra, diretor do instituto Vox Populi, avaliou que o presidente só daria palanque a candidatos de ultradireita. Essa cobertura destacou ainda os temas incômodos que Flávio Bolsonaro deve enfrentar sozinho no palco.
Veículos de direita enfatizaram o contraste entre um Flávio Bolsonaro disposto a enfrentar o debate mesmo como alvo e um presidente que, de novo, prefere uma entrevista a se colocar diante dos adversários. Essa cobertura registrou que o senador abandonou a condição de só ir se Lula fosse e chegou a convocá-lo para o confronto.
40 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
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Todos os lados relatam que Lula comunicou que não irá ao debate de 1º de outubro, que dará entrevista ao Flow Podcast no mesmo horário e que Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Romeu Zema confirmaram presença.
O presidente Lula comunicou que não participará do último debate presidencial antes do primeiro turno, na quinta-feira, 1º de outubro, e dará entrevista ao Flow Podcast no mesmo horário. Flávio Bolsonaro confirmou presença. Veja como esquerda, centro e direita leram a decisão e o que ainda está em aberto.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT), não vai participar do último debate presidencial antes do primeiro turno, marcado para a noite de quinta-feira, 1º de outubro, na televisão aberta. A assessoria do petista comunicou a decisão à emissora organizadora na quarta-feira, 30 de setembro. No mesmo horário, Lula dará uma entrevista ao Flow Podcast, prevista para as 20h45. O debate deve começar às 21h30.
O senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), principal adversário de Lula nas pesquisas, confirmou presença. Também estarão no estúdio Ronaldo Caiado, do PSD, Augusto Cury, do Avante, e Romeu Zema, do Novo. A participação de Zema foi garantida por uma decisão liminar do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que passou a considerar a bancada atual de cada partido na Câmara, e não a eleita em 2022. Renan Santos, do Missão, ficou de fora porque seu partido tem só um deputado federal, e chamou a exclusão de antidemocrática.
Os relatos convergem em vários pontos. Lula não compareceu a nenhum debate neste primeiro turno e repete a estratégia de agosto, quando trocou um encontro entre candidatos por uma entrevista exclusiva. Flávio também havia faltado aos confrontos anteriores, e o esvaziamento provocado pelos dois líderes levou ao cancelamento de outros debates. A decisão dividiu o entorno do presidente. Uma ala defendia a ida, diante da disputa apertada e do empate em segundo turno apontado pelas pesquisas. Outra temia que ele virasse alvo de todos os demais candidatos, com pouco tempo de resposta. A palavra final foi do próprio Lula. As regras preveem um púlpito vazio com o nome do ausente e permitem que os participantes dirijam perguntas a ele.
A cobertura de centro concentrou-se nos bastidores e no risco da escolha. Relatou que aliados temem o chamado campo vazio, em que adversários exploram a ausência sem contraponto, e que o alcance de um podcast é menor que o da televisão aberta, sobretudo entre eleitores mais velhos e indecisos. Cientistas políticos lembraram o precedente de 2006, quando Lula faltou aos debates do primeiro turno, e observaram que hoje a vantagem dele é estreita. Colunas de análise classificaram a decisão como aposta de alto risco e associaram a resistência do presidente à memória do debate de 1989. Essa cobertura também registrou que, sem Lula no palco, o alvo preferencial dos ataques tende a ser Flávio.
Veículos de esquerda destacaram a justificativa do presidente. Deram voz ao sociólogo Marcos Coimbra, diretor do instituto Vox Populi, para quem Lula não tem razão para dar palanque a candidatos de ultradireita que só iriam atacá-lo. Também enfatizaram que o formato favorece cortes para as redes sociais em vez de propostas. Parte dessa cobertura antecipou que Flávio deverá enfrentar perguntas sobre a relação com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e sobre o caso envolvendo Nossa Senhora Aparecida.
Veículos de direita enfatizaram o contraste entre os dois candidatos. Ressaltaram que Flávio abandonou a ideia de só ir aos debates se Lula fosse e decidiu manter a presença, chegando a convocar o presidente ao confronto. Sublinharam ainda que a campanha petista volta a preferir uma entrevista a se colocar diante dos adversários.
Ainda não se sabe qual será o efeito da ausência sobre os eleitores indecisos, a três dias da votação de domingo, 4 de outubro. A campanha de Lula também não apresentou uma justificativa oficial detalhada, e os motivos conhecidos até agora foram atribuídos a aliados. Permanece em aberto se os demais candidatos vão concentrar os ataques em Flávio, como teme parte da equipe do senador.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.