Likud de Netanyahu lidera apuração em Israel, e nenhum bloco chega às 61 cadeiras
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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Israel votou em 27 de outubro na primeira eleição legislativa desde os ataques do Hamas de 7 de outubro de 2023. A boca de urna apontou vantagem estreita do bloco de oposição liderado por Gadi Eisenkot, mas a apuração parcial inverteu o quadro: com 51,8% das urnas, o bloco do Likud, de Benjamin Netanyahu, tinha 55 cadeiras contra 49 da oposição e 16 dos partidos árabes. Nenhum lado chega às 61 cadeiras da maioria no Knesset.
A eleição em Israel foi lida como um referendo sobre a responsabilização pelas falhas de segurança do 7 de Outubro e sobre o espaço da minoria árabe na política do país. A oposição liderada por Gadi Eisenkot chegou a aparecer à frente na boca de urna, e o comparecimento recorde, incluindo eleitores árabes, pode ser decisivo diante de um bloco governista que, mesmo liderando a apuração, não tem maioria.
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A primeira eleição legislativa de Israel desde o 7 de Outubro teve participação recorde de 77,7%. A boca de urna favorecia a oposição de Gadi Eisenkot, mas a apuração parcial colocou o bloco do Likud, de Benjamin Netanyahu, à frente, ainda sem as 61 cadeiras necessárias para governar.
Israel foi às urnas na terça-feira, 27 de outubro, na primeira eleição legislativa desde os ataques do Hamas de 7 de outubro de 2023 e das guerras que se seguiram em Gaza, no Líbano e no Irã. Na madrugada de quarta-feira, a apuração parcial mostrava o bloco liderado pelo Likud, partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, à frente. Mas nenhum lado alcançava as 61 cadeiras necessárias para a maioria no Knesset, o Parlamento de 120 assentos.
Com 51,8% das urnas apuradas, segundo a Comissão Eleitoral Central, o Likud e seus aliados somavam 55 cadeiras. O bloco de oposição tinha 49, e os partidos árabes, 16. Com cerca de 76% apurado, o bloco governista aparecia com 54 cadeiras, a oposição com 47 e os partidos árabes com 19. Os números ainda podem mudar, e a contagem final pode levar dias.
As pesquisas de boca de urna da noite de terça haviam desenhado outro quadro. Segundo o Canal 12, o Likud teria 24 cadeiras, contra 22 do Yashar, principal partido de oposição, liderado por Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas. Somados os aliados, porém, o bloco de Eisenkot chegaria a 52 cadeiras, ante 50 do grupo de Netanyahu, com 18 para as listas árabes.
As coberturas convergem em pontos centrais. A participação foi recorde: a Comissão Eleitoral Central registrou 74,3% duas horas antes do fechamento das urnas, e o índice final chegou a 77,7%, o maior desde 1999. O voto não é obrigatório no país. Nenhum bloco tem maioria garantida, e os dois podem depender dos partidos árabes, com quem Netanyahu e Eisenkot resistem a se aliar. Depois da apuração, o presidente Isaac Herzog consulta as legendas e indica um parlamentar para tentar formar governo, com prazo de 28 dias, prorrogáveis por até 14. Se ninguém conseguir, pode haver nova eleição. Até lá, Netanyahu permanece no cargo.
A cobertura de centro concentrou-se na apuração e no contraste entre os blocos. Relatou que a coalizão de Netanyahu, formada com partidos ultraortodoxos e de extrema direita, propõe avançar a reforma judicial e consolidar o controle israelense na Cisjordânia e em Gaza. A oposição defende uma comissão independente sobre as falhas do 7 de Outubro e a recuperação das relações diplomáticas de Israel. Parte dessa cobertura registrou que Netanyahu disse que os árabes estariam tentando roubar a eleição e publicou uma imagem que, segundo verificação, foi criada com inteligência artificial. Também relatou que o comitê eleitoral negou o pedido do Likud para prorrogar a votação, e que a polícia deteve suspeitos de tentar subornar eleitores.
Veículos de esquerda publicaram uma nota curta, baseada na boca de urna, que destacou a liderança estreita do chamado bloco da mudança, descrito como centrista, sobre a coalizão governista. Veículos de direita não cobriram a eleição até o momento, e por isso não há enquadramento desse lado a relatar.
Ainda não se sabe a composição final do Knesset, quem Herzog vai indicar para formar governo, nem se algum dos blocos aceitará apoio externo dos partidos árabes para chegar às 61 cadeiras.

Com 76% das urnas apuradas, grupo do premiê tem 54 cadeiras; oposição soma 47 e partidos árabes, 19. Leia no Poder360.

O bloco de oposição ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, lidera por uma margem estreita as eleições legislativas de Israel

Os israelenses foram às urnas em massa na primeira eleição desde os ataques terroristas do Hamas em 7 de outubro de 2023
