Bolsonaro pede autorização a Moraes para passar por exames médicos
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Resumo da cobertura
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Às vésperas de a decisão sobre sua custódia, a defesa de Bolsonaro recorreu a Moraes com pedido urgente de novos exames médicos, num movimento lido como estrategicamente posicionado. O prazo da prisão domiciliar termina em 25 de junho, e qualquer laudo produzido pode pesar na escolha entre manter o benefício humanitário ou determinar o retorno do ex-presidente ao regime fechado, possivelmente no batalhão da PM-DF apelidado de Papudinha. Condenado a 27 anos por tentar dar um golpe contra a democracia, Bolsonaro já recebeu uma concessão humanitária do próprio Moraes, e a saúde passa a funcionar como variável jurídica central na disputa pela continuidade do benefício.
A defesa de Jair Bolsonaro solicitou ao STF autorização para que o ex-presidente faça exames médicos indispensáveis ao acompanhamento de sua saúde, recomendados pela equipe que o atende para monitorar a recuperação de uma pneumonia e investigar quadros gastrointestinais.
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Todos os lados confirmam que a defesa pediu exames médicos a Moraes em 15 de junho, que Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses por tentativa de golpe e que cumpre prisão domiciliar desde 27 de março.
A defesa de Jair Bolsonaro protocolou, em 15 de junho de 2026, um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para que o ex-presidente realize uma bateria de exames médicos no Hospital DF Star, em Brasília. O requerimento foi apresentado com pedido de urgência e justificado pela equipe que acompanha o ex-presidente como necessário para monitorar a recuperação de uma pneumonia broncoaspirativa e investigar problemas gastrointestinais.
Entre os procedimentos solicitados estão tomografia computadorizada do tórax e do abdômen sem contraste, endoscopia digestiva alta, manometria esofágica de alta resolução e pHmetria esofágica. Segundo os advogados, os exames foram recomendados para acompanhar quadros como esofagite, gastrite crônica, doença do refluxo e crises recorrentes de soluço.
Todos os lados convergem nos fatos centrais. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e cumpre prisão domiciliar desde 27 de março, quando recebeu o benefício de Moraes após alta hospitalar de um quadro respiratório. A medida foi fixada por 90 dias, com uso de tornozeleira eletrônica e restrições que incluem a proibição de usar celular e redes sociais. O prazo se encerra em 25 de junho, data em que o ministro deverá decidir se prorroga o regime domiciliar ou se determina o retorno ao sistema prisional.
É no enquadramento desse pedido que a cobertura diverge. Veículos de esquerda destacaram que o requerimento chega em momento estrategicamente posicionado, às vésperas da decisão, e trataram a saúde como variável jurídica que pode pesar na manutenção do benefício; ressaltaram ainda que o retorno ao regime fechado levaria o ex-presidente ao 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, apelidado de Papudinha, e reforçaram a condenação por golpe como pano de fundo. A cobertura de centro relatou o pedido de forma objetiva, listando os exames e atribuindo as informações à imprensa, sem juízo sobre a intenção da defesa. Veículos de direita enfatizaram a necessidade clínica imediata e o caráter humanitário da medida, destacando a visita do senador Flávio Bolsonaro e das netas ao ex-presidente e relatos de que ele estaria bem e confiante.
O que ainda não se sabe é qual será a decisão de Moraes em 25 de junho, se os exames serão autorizados a tempo e o que dirão os laudos e a perícia oficial que devem embasar a deliberação sobre a custódia do ex-presidente.
Defesa solicita procedimentos para acompanhar recuperação de pneumonia e investigar problemas gastrointestinais
No documento, defesa informou que objetivo é monitorar estado de saúde do ex-presidente e garantir continuidade do tratamento

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) protocolou nesta segunda-feira (15) pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para que o
