Valdemar Costa Neto reúne PL em emergência após Flávio Bolsonaro deixar o Brasil
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O presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, convocou uma reunião de emergência com parlamentares na sede do partido em Brasília na terça-feira, depois que aliados receberam a informação de que Flávio Bolsonaro, derrotado no segundo turno, deixou o país rumo aos Estados Unidos. O senador não entregou seus passaportes à Polícia Federal no prazo fixado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e a cúpula do partido disse desconhecer seu paradeiro. No mesmo dia, Valdemar recebeu a senadora eleita Michelle Bolsonaro para discutir o futuro da legenda.
Para a cobertura de direita, a saída de Flávio Bolsonaro rumo aos Estados Unidos é lida no contexto de uma sequência de medidas do ministro Alexandre de Moraes contra a família Bolsonaro. Aliados do Partido Liberal criticaram a ordem de entrega dos passaportes, pedida pela Polícia Federal minutos após a proclamação do resultado, como sinal de perseguição, enquanto Valdemar Costa Neto e Michelle Bolsonaro discutiram como manter o partido unido na oposição.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, convocou uma reunião de emergência em Brasília depois que o senador Flávio Bolsonaro, derrotado no segundo turno, deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos sem entregar os passaportes, como determinou o ministro Alexandre de Moraes. A cúpula do partido diz não saber onde ele está.
O presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, convocou na tarde de terça-feira, 27 de outubro, uma reunião de emergência com parlamentares da legenda na sede do partido, em Brasília. O encontro foi motivado pelas informações de que o senador Flávio Bolsonaro, candidato derrotado no segundo turno da eleição presidencial, deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos depois de não entregar seus passaportes à Polícia Federal.
A entrega tinha sido determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que também proibiu o senador de deixar o país. O prazo terminou às 11h de terça-feira sem que os documentos fossem entregues. A ordem foi tomada numa investigação sobre suspeitas de irregularidades financeiras envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz, que negam as acusações.
Os relatos convergem em vários pontos. A cúpula do partido disse não saber onde o senador está. O senador Rogério Marinho, que coordenou a campanha, contou ter recebido uma mensagem de Flávio por volta das 8h, avisando que iria dar um tempo. Na véspera, os dois tinham discutido a necessidade de Flávio assumir a liderança da oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito no domingo com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21%. Aliados afirmam que o senador cruzou a fronteira com a Argentina e seguiu para os Estados Unidos com a mulher e as filhas, mas não há confirmação oficial do destino. No mesmo dia, Valdemar recebeu a senadora eleita Michelle Bolsonaro para uma conversa sobre o futuro do partido e publicou que a legenda segue unida.
A cobertura de centro relatou a crise com ênfase no descumprimento da ordem judicial, na investigação em curso e na divisão do entorno do senador. Segundo esses relatos, parte dos aliados critica a viagem por comprometer a capacidade de Flávio de liderar a oposição, enquanto outra parte a defende por receio de novas medidas judiciais. Veículos de centro também registraram que Michelle era o nome preferido de Valdemar dentro da família para a disputa presidencial e que Valdemar foi surpreendido pela notícia.
Veículos de direita enfatizaram o contexto das decisões de Moraes contra a família Bolsonaro, como as medidas que levaram à prisão de Jair Bolsonaro e a suspensão das visitas de Flávio ao pai durante a campanha. Esse enquadramento deu destaque à crítica de Marinho, para quem o pedido de retenção dos passaportes, feito minutos após a proclamação do resultado, parece preparar algo persecutório. Até o momento, não foi identificada cobertura de veículos de esquerda sobre esse desdobramento.
Ainda não se sabe onde Flávio Bolsonaro está oficialmente, se ele pediu asilo político ao governo dos Estados Unidos, como relataram aliados, nem qual será a resposta do Supremo e da Polícia Federal ao descumprimento da ordem. Também está em aberto quem assumirá a liderança da oposição no Congresso.
Senadora eleita pelo DF esteve na sede do partido em Brasília

Coordenador da campanha falou que não foi informado sobre eventual viagem do senador e que partido perdeu contato com ele nesta 3ª feira. Leia no Poder360.

Valdemar Costa Neto disse ter conversado com Michelle Bolsonaro sobre o futuro do partido e os desafios que terão pela frente.

Presidente da sigla recebe parlamentares em Brasília na sede do partido
