Flávio Bolsonaro deixa o Brasil pela Argentina e voa para os EUA via Equador
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Para o campo próximo ao senador, Flávio Bolsonaro deixou o Brasil legalmente, com documentação válida aceita pela Argentina, e encontrou acolhida nos Estados Unidos. Aliados como Carlos Jordy apresentam a viagem como reação à ofensiva de Alexandre de Moraes, para que o senador não fosse usado como moeda de troca contra o impeachment do ministro.
O senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, derrotado no segundo turno da eleição presidencial de 25 de outubro, deixou o Brasil com a mulher e as duas filhas. Segundo a Direção Nacional de Migração da Argentina, a família cruzou a Ponte Internacional Tancredo Neves, em Misiones, às 22h50 de 27 de outubro e embarcou às 23h30 num voo particular para Guayaquil, no Equador, com destino final nos Estados Unidos.
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Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
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O senador Flávio Bolsonaro deixou o Brasil com a família dois dias após a derrota no segundo turno. Segundo o governo argentino, eles entraram por Misiones e embarcaram para Guayaquil, no Equador, com destino aos Estados Unidos, depois de descumprir a ordem do STF de entregar os passaportes.
O senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, deixou o Brasil com a mulher, Fernanda, e as duas filhas, dois dias depois de perder o segundo turno da eleição presidencial de 25 de outubro. Segundo a Direção Nacional de Migração da Argentina, a família cruzou a Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones, às 22h50 de terça-feira, 27 de outubro, com documentação de viagem válida e sem impedimento legal. Às 23h30, embarcou num voo particular rumo a Guayaquil, no Equador, com destino final nos Estados Unidos.
A saída ocorreu depois de uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O senador disse na segunda-feira, 26, que havia sido intimado pela Polícia Federal a entregar os passaportes. O prazo terminava às 11h de terça, e a entrega não ocorreu. Os passaportes comum e diplomático foram então cancelados.
Os relatos convergem nos detalhes da viagem. O avião, um Gulfstream G400, decolou do aeroporto de Puerto Iguazú e pousou em Guayaquil na manhã de quarta-feira, 28, segundo dados de rastreamento aéreo. A rota evitou o espaço aéreo brasileiro. Uma autoridade do Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que o país permitirá a entrada do senador e concederá vistos à família. O presidente americano, Donald Trump, teria dito que eles são pessoas decentes.
A cobertura de centro relatou o caso a partir das notas oficiais argentinas, com horários e nomes. Parte dela registrou que Santiago Caputo, estrategista do presidente Javier Milei, estava em Misiones no momento da decolagem, o que alimentou suspeitas de envolvimento do governo argentino. A Casa Rosada nega qualquer participação. Essa cobertura também tratou a saída como descumprimento da decisão do Supremo.
Veículos de direita deram destaque à confirmação dos vistos pelo governo americano e à versão de aliados do senador. Carlos Jordy, senador eleito pelo Rio de Janeiro, escreveu que Flávio foi para os Estados Unidos para não ser usado como moeda de troca contra o impeachment de Moraes. Outra matéria desse campo se concentrou na nota de migração e no trajeto do avião, sem mencionar a ordem judicial.
Não houve, no conjunto analisado, cobertura de veículos de esquerda sobre o episódio. As críticas ao descumprimento da ordem e à atuação de governos estrangeiros aparecem apenas na cobertura de centro.
Ainda não se sabe se o senador receberá asilo político formal nos Estados Unidos ou apenas visto. Também não está claro se haverá mandado de prisão, hipótese que a defesa teme, nem qual foi o papel do governo argentino na operação.
Governo local afirmou não haver impedimento para entrada de Flávio e família no país, apesar de decisão do STF, que rejeitou viagem do senador e ordenou apreensão de passaporte

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