Lula chama de vergonhosa a fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito no domingo, classificou como "vergonhosa" a saída do senador Flávio Bolsonaro do Brasil rumo aos Estados Unidos. O candidato derrotado do PL não entregou os passaportes à Polícia Federal no prazo de 24 horas fixado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e a PF cancelou os documentos. O Planalto avalia que o episódio pode elevar a tensão com Washington, mas não pretende romper com a Casa Branca.
Para a cobertura de esquerda, a saída de Flávio Bolsonaro do país é uma fuga da Justiça que expõe quem teme as investigações. O destaque vai para o contraste traçado por Lula: ele se entregou à Polícia Federal em 2018 para provar inocência e, anos depois, voltou a vencer nas urnas, enquanto o adversário derrotado deixa o Brasil sem cumprir a ordem do Supremo Tribunal Federal e sem respeitar os próprios eleitores.
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Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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O presidente Lula, reeleito no domingo, disse que Flávio Bolsonaro deve alguma coisa à Justiça ao deixar o Brasil rumo aos Estados Unidos sem entregar os passaportes, como ordenou o ministro Alexandre de Moraes. O governo prevê mais tensão com Washington, mas descarta romper com a Casa Branca.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como vergonhosa a saída do senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, para os Estados Unidos. A fala ocorreu na terça-feira (27), diante do Palácio da Alvorada, em ato de apoiadores pelo aniversário de 81 anos do presidente, dois dias depois de Lula vencer Flávio no segundo turno da eleição presidencial.
"O cidadão que sai escondido do seu país é porque deve alguma coisa", disse Lula. Ele comparou o caso à própria prisão, em 2018, durante a Operação Lava Jato, quando entregou o passaporte e se apresentou à Polícia Federal. "Quem não deve, não teme", afirmou.
Os relatos convergem nos fatos centrais. Na segunda-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que Flávio entregasse os passaportes em 24 horas. O pedido partiu da Polícia Federal, dentro do inquérito que apura suspeita de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas, envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz. O prazo venceu na terça sem a entrega, e a PF cancelou os passaportes comum e diplomático. Flávio também é investigado no Supremo pelo financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória do pai, Jair Bolsonaro. O senador nega irregularidades.
O empresário mexicano Simón Levy, ligado ao presidente norte-americano Donald Trump, afirmou nas redes que Flávio chegou aos Estados Unidos em operação articulada pelo secretário de Estado Marco Rubio. Aliados disseram que o senador viajou com a mulher e as duas filhas, por medo de ser preso. A saída teria passado pela fronteira com a Argentina.
Veículos de esquerda destacaram o tom duro do discurso. Registraram que Lula chamou o adversário de figura mentirosa e disse que a pátria dele é "lamber botas dos Estados Unidos". Também lembraram que o Supremo anulou, em 2021, os processos conduzidos por Sergio Moro, hoje governador eleito pelo PL.
A cobertura de centro ampliou o foco. Relatou que o vice-presidente Geraldo Alckmin chamou a saída de "incompreensível". Explicou que deixar o país não faz o senador perder o mandato: o primeiro suplente, o empresário Paulo Marinho, que rompeu com a família Bolsonaro em 2020 e declarou voto em Lula em 2022, só assumiria com renúncia, cassação, licença superior a 120 dias ou perda por faltas. Como o mandato termina em fevereiro de 2027, não haveria tempo hábil para a cassação por faltas. Essa cobertura também mostrou que o Planalto espera mais tensão com Washington, mas descarta romper com a Casa Branca. Estão em jogo a sobretaxa de até 37,5% sobre produtos brasileiros e o aval ao novo embaixador norte-americano.
Nenhum veículo de direita entrou nesta cobertura até o momento. Pelos fatos relatados, o ângulo que esse campo costuma enfatizar está na decisão de Moraes, baseada em fala de Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, e na afirmação de Flávio de que a investigação é notícia falsa. Trump voltou a sugerir, sem provas, fraude na eleição brasileira.
Ainda não se sabe a rota exata nem o horário da saída, já que os relatos divergem entre a madrugada de terça e a de quarta. Também não há confirmação oficial do governo dos Estados Unidos sobre o papel atribuído a Rubio, nem pedido formal de asilo protocolado. Flávio planeja uma entrevista coletiva para explicar a decisão, e não há pedido de licença ou renúncia do mandato.
Presidente reeleito diz que quem não deve, não teme. Ele lembrou de quando foi preso, em abril de 2018, e entregou o passaporte e se entregou à Polícia Federal.
O presidente relembrou que quando virou alvo da Operação Lava Jato recusou os convites para fugir da Justiça

Empresário e ex-aliado da família Bolsonaro, Paulo Marinho rompeu com o clã em 2020

Gestão Lula avalia que aval do governo Trump na fuga do senador pode elevar tensões, mas aposta na manutenção do diálogo diplomático

No entanto, restabelecer diálogo pragmático com a Casa Branca é prioridade da política externa do Lula 4

Presidente compara postura de adversário com as cirscunstâncias de sua prisão durante a Lava-Jato

Nesta matéria: perspectiva omitida.