Flávio Bolsonaro descumpre ordem de Moraes e deixa o Brasil rumo aos Estados Unidos
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos na terça-feira, segundo aliados e fontes da Polícia Federal, apesar de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, tê-lo proibido de sair do país e mandado entregar os passaportes até as 11h. A PF cancelou os documentos e vai comunicar o descumprimento. Deputados do PT pediram a prisão preventiva do senador e o alerta vermelho da Interpol. A rota da saída segue sem confirmação.
Veículos de esquerda trataram a saída do senador Flávio Bolsonaro como fuga para escapar da Justiça logo após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial. A cobertura destacou que ele prometeu em vídeo entregar os passaportes e ficar no país, mas descumpriu a ordem do Supremo Tribunal Federal, e enfatizou as suspeitas de lavagem de dinheiro e o pedido de prisão feito por deputados do PT.
Veículos de direita relataram o pedido de prisão preventiva feito por deputados do PT, mas enquadraram o caso numa sequência de medidas do ministro Alexandre de Moraes contra a família Bolsonaro. A cobertura deu espaço a aliados que justificam a viagem como exílio diante de perseguição política e lembrou casos como o de Eduardo Bolsonaro e o de Alexandre Ramagem.
4 fontes políticas
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Veículos com viés ao centro
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
O senador Flávio Bolsonaro deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos sem entregar os passaportes, como mandou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A Polícia Federal cancelou os documentos, e deputados do PT pediram a prisão preventiva do senador e o alerta vermelho da Interpol.
O senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal do Rio de Janeiro, deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos na terça-feira, 27 de outubro, segundo aliados próximos e fontes da Polícia Federal. A viagem ocorreu apesar de uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que o proibia de sair do país. Dois dias antes, Flávio havia sido derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno da eleição presidencial.
Na segunda-feira, Moraes deu 24 horas para o senador entregar seus passaportes à Polícia Federal. O prazo terminou às 11h de terça, sem a entrega. Ao meio-dia, a corporação cancelou os passaportes comum e diplomático e informou que vai comunicar o descumprimento ao Supremo. A ordem está ligada a uma investigação por suspeita de lavagem de dinheiro que envolve o advogado Willer Tomaz, amigo do senador. Os dois negam irregularidades.
Aliados relataram que Flávio viajou com a esposa e as duas filhas, durante a madrugada. A rota segue incerta. O governo brasileiro acionou autoridades argentinas, e o Ministério da Segurança da Argentina negou que ele tenha entrado no país. A Polícia Federal também não identificou a passagem do senador pelos postos oficiais de saída. Na véspera, ele havia dito em vídeo que entregaria os documentos e que não pretendia deixar o Brasil.
Ainda na terça, os deputados federais Lindbergh Farias, do PT do Rio de Janeiro, e Rogério Correia, do PT de Minas Gerais, com a deputada eleita Ana Elisa Santos, pediram a Moraes a prisão preventiva do senador e, se ela for decretada, o alerta vermelho da Interpol. Eles também pedem manifestação urgente da Procuradoria-Geral da República e cooperação com a Argentina para identificar quem contratou um voo particular citado em reportagens.
A cobertura de centro relatou a sequência de forma descritiva, ouvindo aliados, a defesa e autoridades argentinas, e registrou que a rota não foi confirmada. Veículos de esquerda destacaram a saída como fuga, ressaltaram que o senador prometeu ficar no país para liderar a oposição a Lula e deram peso às suspeitas de lavagem de dinheiro, incluindo o bloqueio de até 6 bilhões de reais em bens do advogado. Veículos de direita detalharam a petição do PT, mas enquadraram o episódio numa série de medidas de Moraes contra a família Bolsonaro, lembraram os casos de Eduardo Bolsonaro e de Alexandre Ramagem e deram espaço a aliados que falam em exílio e perseguição política.
O que ainda não se sabe é por onde o senador saiu do Brasil e se ele já desembarcou nos Estados Unidos. Também não há confirmação independente de que tenha pedido asilo político, nem da alegação de um empresário mexicano de que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, teria articulado a viagem. Moraes ainda não decidiu sobre o pedido de prisão.
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Deputados do PT destacam que Flávio Bolsonaro não cumpriu ordens de Moraes e pedem prisão preventiva do senador.

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