Boulos critica Tabata após vídeo sobre projetos aprovados na Câmara
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A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) publicou um vídeo comparando a produção legislativa dos cinco deputados federais mais votados na eleição de 2022, entre eles o ministro Guilherme Boulos (PSOL-SP), afirmando ter aprovado sozinha mais projetos convertidos em lei do que a soma deles. Boulos reagiu classificando a comparação de 'lamentável' e defendendo seu mandato.
Aliados de Guilherme Boulos leem a crítica de Tabata Amaral como uma manobra eleitoral guiada por uma lógica de mercado desconectada da avaliação real do mandato parlamentar, e reforçam o orgulho do ministro com conquistas sociais como a Lei das Cozinhas Solidárias.
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6 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: viés de esquerda.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Todas as coberturas concordam que Tabata Amaral comparou a produção legislativa dos cinco deputados federais mais votados em 2022, incluindo Boulos, afirmando ter aprovado sozinha mais projetos que eles somados, e que Boulos rebateu chamando a comparação de 'lamentável', defendendo seu mandato e criticando posições passadas da deputada.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SP), entrou em confronto público com a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) depois que ela publicou, na tarde de segunda-feira (6), um vídeo nas redes sociais comparando a produção legislativa dos cinco deputados federais mais votados na eleição de 2022. Na lista apareciam, além de Boulos, os parlamentares Nikolas Ferreira (PL-MG), Carla Zambelli (PL-SP), Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Ricardo Salles (Novo-SP).
Segundo os números apresentados por Tabata, ela sozinha teria aprovado 32 projetos convertidos em lei, mais do que a soma dos cinco deputados citados: Boulos teve cinco projetos aprovados em um mandato, Nikolas Ferreira três, Carla Zambelli cinco em dois mandatos, Eduardo Bolsonaro cinco em três mandatos e Ricardo Salles nenhum. "Isso aqui não é normal. São milhões de brasileiros que deram seu voto de confiança e estão recebendo migalhas de retorno", disse a parlamentar, defendendo que eleitores acompanhem a produção legislativa antes de votar.
Horas depois, Boulos reagiu em seu perfil no X classificando a comparação como "lamentável" partindo de "alguém do campo progressista". O ministro afirmou ter orgulho das propostas que aprovou, citando a Lei das Cozinhas Solidárias, e rebateu Tabata lembrando que ela votou a favor da reforma da Previdência no governo Bolsonaro e é autora de um projeto que equipara críticas a Israel na Faixa de Gaza ao crime de antissemitismo.
A cobertura de centro, majoritária entre os veículos analisados, se ateve aos fatos e aos números apresentados pelos dois lados, sem qualificar as motivações da disputa: registrou a comparação de Tabata, o histórico legislativo de cada deputado citado e a réplica de Boulos, incluindo o contexto de que os dois disputaram a Prefeitura de São Paulo em 2024 e hoje integram a mesma coligação de esquerda-oposição rumo a 2026, com Boulos declarando apoio à candidatura de Marina Silva ao Senado e Tabata à de Simone Tebet.
Já veículos de esquerda destacaram a leitura de aliados de Boulos de que a crítica de Tabata seguiria uma "lógica neoliberal" e representaria, segundo fontes internas do PSOL ouvidas pela reportagem, uma "besteira de campanha" para atrair um eleitorado mais de centro, restringindo o próprio alcance eleitoral da deputada. Essa cobertura também reforçou o orgulho de Boulos com a Lei das Cozinhas Solidárias e apontou o histórico de Tabata em pautas associadas ao campo bolsonarista, como o voto na reforma da Previdência.
Não houve cobertura direta de veículos de direita sobre o episódio entre os artigos analisados. A leitura mais provável desse campo, a partir dos mesmos fatos, tenderia a validar o critério de produtividade legislativa citado por Tabata como parâmetro objetivo de avaliação de mandato, tratando a resposta de Boulos como uma tentativa de desviar o foco do desempenho concreto para um ataque de cunho partidário.
O que ainda não se sabe é se Tabata ou sua assessoria vão responder diretamente às acusações de Boulos sobre seu voto na reforma da Previdência e o projeto sobre antissemitismo, e se o episódio terá algum efeito prático sobre a coligação de esquerda que os dois integram nas eleições de 2026 em São Paulo.
Deputada postou vídeo no qual atacou os cinco deputados mais votados na eleição passada, incluindo Boulos.

Ministro classificou como

A parlamentar listou os deputados federais mais votados do Brasil e comparou a atuação do ministro com Nikolas Ferreira, Eduardo Bolsonaro, Carla Zambelli e Ricardo Salles


Deputada do PSB comparou a produção legislativa dos cinco deputados federais mais votados em 2022

Tabata Amaral diz que aprovou mais projetos que cinco parlamentares juntos. Guilherme Boulos chama comparação de "lamentável"
