Brasil e EUA agendam reunião sobre tarifaço após telefonema de Lula e Trump
2 veículos de esquerda · 1 veículo de centro

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
2 veículos de esquerda · 1 veículo de centro

A retomada do diálogo é lida como resultado da recusa do governo brasileiro em aceitar como legítimas tarifas descritas por Luiz Inácio Lula da Silva como infundadas. O enquadramento destaca que a sobretaxa punitiva atinge cadeias produtivas e empregos, com 8,6 mil empresas expostas e queda de 31,5% nas exportações dos setores mais taxados, e que o custo recai sobre trabalhadores e pequenos fornecedores, não sobre quem decidiu a medida em Washington. O episódio aparece dentro de uma escalada comercial promovida pelo governo de Donald Trump, na qual o Canadá respondeu com tarifas de 15% a 50% sobre cerca de 700 produtos americanos e um pacote de 7,5 bilhões de dólares canadenses para amparar pequenas empresas e trabalhadores. A leitura é de que soberania e proteção do emprego dependem de coordenação internacional, não de concessão unilateral.
Brasil e Estados Unidos marcaram uma reunião virtual para a próxima segunda-feira, 31 de agosto, com o objetivo de retomar as negociações sobre as tarifas americanas aplicadas a produtos brasileiros. Participam o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, e um integrante do Itamaraty.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
3 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Todos os lados registram os mesmos fatos centrais: a reunião virtual de segunda-feira, 31 de agosto, entre Márcio Elias Rosa e Jamieson Greer, o telefonema entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump em 21 de agosto como origem da retomada, e a existência de duas tarifas americanas aplicadas em julho, de 25% e 12,5%.
Depois de mais de um mês com as tratativas paradas, Brasil e Estados Unidos voltam a conversar sobre o tarifaço em reunião virtual marcada para segunda-feira, 31 de agosto. O encontro reúne o ministro Márcio Elias Rosa e o representante comercial Jamieson Greer, e foi encaminhado após o telefonema entre Lula e Donald Trump em 21 de agosto.
Brasil e Estados Unidos marcaram para a próxima segunda-feira, 31 de agosto, uma reunião virtual para retomar as negociações sobre o chamado tarifaço, o conjunto de sobretaxas aplicadas pelo governo de Donald Trump a produtos brasileiros. O encontro reúne o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, com a participação de um integrante do Itamaraty. Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump não participam diretamente da conversa.
A retomada foi encaminhada depois do telefonema entre os dois presidentes na sexta-feira, 21 de agosto, que durou cerca de uma hora e vinte minutos. Segundo o Palácio do Planalto, Lula repetiu que as justificativas para as tarifas são infundadas e que as medidas prejudicam os dois países, e ouviu de Trump que seria bom que as equipes técnicas voltassem a se falar o mais rápido possível. O representante comercial americano procurou o ministro brasileiro logo em seguida para organizar a rodada. As tratativas estavam paradas desde 14 de julho.
A cobertura de centro relatou a cronologia e os números que definem o tamanho do problema. No dia seguinte à suspensão do diálogo, os Estados Unidos anunciaram uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e, em 23 de julho, acrescentaram uma cobrança de 12,5%, esta baseada em acusações de falhas no controle de importação de produtos feitos com trabalho forçado. O Itamaraty avalia que as duas taxas podem ser cumulativas, elevando a sobretaxa de parte das mercadorias a 37,5%. Dados do ministério apontam 8,6 mil empresas expostas: 52,7% da pauta exportadora ao mercado americano segue sem sobretaxa, enquanto 47,3% está sujeita a algum encargo adicional. As exportações caíram 12,2% entre janeiro e julho, e a retração chegou a 31,5% entre os produtos submetidos às maiores tarifas. O próprio governo brasileiro admite que há pouca expectativa de redução das alíquotas já nesta reunião, e trabalha com a meta mais estreita de ampliar a lista de exceções e reduzir o número de setores alcançados.
Veículos de esquerda enfatizaram o episódio como parte de uma escalada comercial mais ampla conduzida por Washington, e não como um contencioso isolado com o Brasil. Deram espaço à retaliação anunciada pelo Canadá na terça-feira, 25 de agosto: tarifas de 15% a 50% sobre cerca de 700 produtos americanos, alcançando aproximadamente 20 bilhões de dólares em mercadorias como aço, alumínio, móveis, roupas e alimentos, com vigência prevista para 8 de setembro, acompanhadas de um pacote de 7,5 bilhões de dólares canadenses para pequenas e médias empresas e trabalhadores afetados. Nessa leitura, a resposta coordenada e a proteção do emprego aparecem como contraponto à negociação isolada, e a reabertura do canal com o Brasil é sinal de pressão internacional crescente sobre o governo americano.
Veículos de direita não cobriram este episódio no conjunto de fontes reunido até agora, e essa ausência deixa a história sem uma leitura que costuma pesar no debate: a contabilidade do prejuízo do exportador e a cobrança por um acordo técnico rápido, medido em setores retirados da lista. Os números que sustentariam esse ângulo estão na própria cobertura disponível, mas ninguém os organizou sob essa chave.
Há divergência de detalhe entre as versões. Uma parte da cobertura afirma que a conversa está marcada para as 14h30 no horário de Brasília; outra registra que o horário ainda dependia das agendas das duas autoridades e que o encontro, embora confirmado, não ocorreria naquela semana. O que ainda não se sabe é qual será a lista de setores que o Brasil tentará incluir entre as exceções, se as duas tarifas serão de fato tratadas como cumulativas na mesa, e se haverá encontro presencial entre os dois presidentes em Nova York durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas, na segunda quinzena de setembro. Também não há, nas fontes disponíveis, qualquer posição pública do governo americano sobre o que pretende oferecer na segunda-feira.
Brasil e Estados Unidos marcam para segunda-feira (31) reunião sobre as tarifas impostas aos produtos brasileiros.


Encontro entre representantes do Brasil e EUA ocorre após conversa telefônica entre Lula e Trump e busca retomar negociações sobre as tarifas a produtos brasileiros
