Governo Lula tenta ampliar exceções à tarifa de 25% em reunião com os EUA
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Um telefonema de cerca de uma hora e vinte minutos entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, na sexta-feira 21 de agosto, destravou a retomada das negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. O contato foi pedido pelo lado brasileiro e resultou no aval de Trump para que as equipes voltem a se reunir. Logo depois, o representante comercial americano, Jamieson Greer, procurou o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e os dois marcaram uma videoconferência para tratar do tarifaço. As sobretaxas em disputa são de 25%, dirigida especificamente ao Brasil, e de 12,5%, aplicada a mais de sessenta economias, que somadas podem chegar a 37,5%. O governo brasileiro trabalha com expectativa baixa e mira, no curto prazo, a ampliação da lista de exceções.
A retomada do diálogo direto entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump é lida como vitória da diplomacia presidencial brasileira diante de uma taxação que o governo classifica como politicamente motivada, já que os Estados Unidos mantêm superávit comercial com o Brasil.
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A tarifa de 25% dirigida ao Brasil e a de 12,5% aplicada a mais de sessenta economias podem somar 37,5% sobre um mesmo produto. O presidente da Confederação Nacional da Indústria fala em cerca de 4 mil produtos atingidos, o que afeta preço e competitividade de exportações de indústria e agronegócio. A reunião por videoconferência tratará da lista de exceções, e o governo admite que a revogação está fora do alcance imediato.
A cobertura de esquerda coloca a soberania no centro, tratando desmatamento e Pix como pretextos para uma taxação política. A análise de centro aceita a crítica aos argumentos americanos, mas cobra do Brasil uma contrapartida concreta na mesa, como reduzir a tarifa sobre o etanol dos Estados Unidos. Veículos de direita não cobriram o episódio, de modo que a crítica ao custo do impasse para o exportador não aparece de forma própria neste recorte.
Toda a cobertura registra que o telefonema entre Lula e Trump reabriu um canal que estava parado desde a imposição das tarifas, que a reunião entre Márcio Elias Rosa e Jamieson Greer foi efetivamente marcada e que as sobretaxas de 25% e 12,5% continuam valendo enquanto se negocia. Há convergência também sobre a expectativa baixa do próprio governo brasileiro quanto a uma revogação.
Não se sabe quais produtos entrariam na lista de exceções nem se os Estados Unidos aceitam rediscutir a alíquota de 12,5%. Também não há informação sobre a contrapartida que o Brasil levará à mesa, e a cobertura diverge sobre a data da reunião ministerial, apontada ora para 24, ora para 31 de agosto.
Depois de um telefonema de cerca de uma hora e vinte minutos entre Lula e Trump, Brasil e Estados Unidos voltam à mesa para discutir o tarifaço. Em jogo estão uma sobretaxa de 25% dirigida ao país e outra de 12,5% aplicada a mais de sessenta economias, que somadas chegam a 37,5% e atingem cerca de 4 mil produtos. O governo brasileiro admite que a meta imediata é apenas ampliar a lista de exceções.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversaram por telefone na sexta-feira, 21 de agosto, e destravaram a primeira rodada formal de negociação entre os dois governos desde que Washington impôs o chamado tarifaço sobre produtos brasileiros. A ligação, pedida pelo lado brasileiro, durou cerca de uma hora e vinte minutos. Logo depois, o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, procurou o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e os dois combinaram uma reunião por videoconferência para tratar das sobretaxas.
Os números em disputa são os mesmos em toda a cobertura. No mês passado, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, conhecido pela sigla USTR, aplicou ao Brasil duas medidas: uma tarifa de 25%, dirigida especificamente ao país sob a alegação de práticas comerciais desleais, e outra de 12,5%, que atinge mais de sessenta economias sob a acusação de combate insuficiente ao trabalho forçado. Para os produtos alcançados pelas duas, a taxação pode chegar a 37,5%. Segundo o presidente da Confederação Nacional da Indústria, cerca de 4 mil produtos brasileiros estão atingidos. Entre os argumentos apresentados pelo USTR estão o desmatamento, acordos comerciais preferenciais firmados pelo Brasil e críticas ao Pix.
A cobertura de centro relatou que o governo brasileiro trabalha com expectativa baixa. O próprio ministro Márcio Elias Rosa afirmou que ninguém espera a revogação das tarifas e que a meta imediata é ampliar a lista de exceções, produto a produto, enquanto a alíquota de 12,5% aparece como o ponto em que os Estados Unidos não demonstram disposição para negociar. Relatos de auxiliares de Lula descrevem a conversa como cordial e convergente, com Trump elogiando a trajetória do presidente brasileiro e dizendo que mantém um canal direto aberto. Essa mesma cobertura registrou que a eleição presidencial de outubro entrou no telefonema por iniciativa de Trump, de forma superficial, e que interlocutores do Palácio do Planalto avaliam que nada muda nas tarifas antes do pleito, com cenários distintos caso vença Lula ou Flávio Bolsonaro.
Veículos de esquerda destacaram o gesto de retomada e o desconhecimento aparente de Trump sobre pontos que azedaram a relação, como os fundamentos do próprio tarifaço e o aceite ainda pendente do embaixador que ele indicou ao Brasil, o deputado estadual Danny Perez. Nessa leitura, o eixo é a soberania: o Pix é infraestrutura pública de pagamento e a queda do desmatamento no governo atual desmonta o pretexto ambiental. A cobertura de direita esteve ausente deste recorte, e esse é o ponto cego da story: nenhum veículo desse campo cobriu a retomada. A cobrança que costuma vir daí, sobre o custo de mais de um ano de impasse para o exportador e sobre o que o Brasil tem de concreto a oferecer, aparece aqui apenas na análise de centro, que sugere colocar a redução da tarifa brasileira sobre o etanol americano entre as moedas de troca.
Há divergência factual entre as fontes sobre a data da reunião ministerial: parte da cobertura indicou o retorno dos contatos já em 24 de agosto, outra marcou a videoconferência para 31 de agosto. Também não se sabe quais produtos entrariam na lista de exceções, se os Estados Unidos aceitam discutir a alíquota de 12,5% e se o governo brasileiro levará uma contrapartida fechada ao encontro. Nenhuma fonte informou se Trump autorizou Greer a rever a tarifa de 25% ou apenas a receber a delegação brasileira.
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