O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, do PSD, deve anunciar nesta quarta-feira, 1º de julho, o nome do vice em sua chapa. O anúncio está marcado para as 11h, na sede nacional do partido, em Brasília. O favorito é o presidente nacional do PSD e ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, cujo nome vinha sendo ventilado desde maio. Em entrevista à GloboNews, Kassab afirmou que a decisão sobre o vice cabe ao titular da chapa: "Caberá ao nosso Ronaldo Caiado, que anuncia amanhã", disse.
A cobertura de centro, como a do g1 e da Agência O Globo, relatou de forma factual que a definição consolida uma chapa chamada de "puro-sangue", com presidente e vice do mesmo partido. Segundo essas reportagens, os aliados de Caiado inicialmente defendiam buscar um vice em legendas como União Brasil ou PP, para ampliar o tempo de propaganda eleitoral e fortalecer alianças antes das convenções. A mudança de rota atendeu à pressão de fundadores do PSD, que pediam o nome de Kassab, sobretudo porque Caiado entrou no partido há menos de seis meses, vindo do União Brasil. Os veículos de centro também mapearam com paridade a situação dos adversários: o senador Flávio Bolsonaro, do PL, ainda negocia seu vice e mantém a preferência por uma mulher, com nomes como Daniella Marques, Tereza Cristina, Bia Kicis e Simone Marquetto em avaliação; o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do Novo, negocia aliança com o Podemos; e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, deve repetir a chapa de 2022 ao lado de Geraldo Alckmin, do PSB.
Veículos de direita, como o portal R7 e o A Tarde, enfatizaram o cenário competitivo da disputa e os números das pesquisas. Segundo o R7, o levantamento BTG/Nexus divulgado na semana, ouvindo 2.009 eleitores entre 26 e 28 de junho, aponta Lula com 42% e Flávio Bolsonaro com 34% no primeiro turno, com Caiado em terceiro, com 5%, seguido de Renan Santos, com 4%, e Zema, com 3%. Essa cobertura destacou o esforço de Caiado para se firmar como opção de terceira via e a busca de Flávio por apoio entre lideranças evangélicas e o eleitorado feminino.
Onde a cobertura converge é no fato central: Caiado já decidiu sua chapa e os demais presidenciáveis do campo de oposição ainda não. As divergências aparecem na ênfase. Veículos de esquerda tenderiam a ler a chapa "puro-sangue" como sinal de um campo de direita fragmentado e sem coligação ampla, com Lula liderando de forma consistente. A cobertura de direita enfatiza a construção de uma alternativa de gestão ao governo Lula e a força relativa de Flávio Bolsonaro em seu bloco.
O que ainda não se sabe é a confirmação oficial do nome de Kassab, que só virá no anúncio; quem serão os vices de Flávio Bolsonaro e de Zema; e como as convenções partidárias, previstas para as próximas semanas, com a de Caiado marcada para 26 de julho, vão redesenhar as coligações e o tempo de propaganda de cada candidatura.