Câmara dos Deputados aprova cortar de 30 para 25 anos o tempo militar de PMs
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
4 fontes políticas
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A Câmara dos Deputados aprovou em 1º de setembro de 2026, por votação simbólica, um projeto de lei que reduz de 30 para 25 anos o tempo mínimo de atividade estritamente militar exigido de policiais militares e bombeiros militares homens para a aposentadoria com remuneração integral, mantendo em 35 anos o tempo total de serviço. Para mulheres, o total passa a ser de 32 anos, com pelo menos 22 de atividade militar. O texto dobra de 5 para 10 anos o tempo de serviço civil que pode ser aproveitado na contagem e proíbe reserva de vagas por sexo nos concursos das corporações, salvo quando a natureza da função justificar. A proposta é de 2023, do deputado Capitão Augusto, e foi relatada por Cabo Gilberto Silva. Segue agora para o Senado e, se aprovada, para sanção presidencial.
O enquadramento à direita destaca o reconhecimento institucional a policiais militares e bombeiros como condição para enfrentar o crime organizado, tese defendida pelo relator Cabo Gilberto Silva e endossada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Todos os recortes descrevem a mesma mudança numérica e o mesmo desfecho: tempo total de 35 anos preservado para homens, mínimo de atividade estritamente militar caindo de 30 para 25 anos, 32 anos para mulheres com ao menos 22 militares, aprovação simbólica com apoio de governistas e de boa parte da oposição, e envio ao Senado.
A Câmara dos Deputados mudou as regras de aposentadoria de policiais militares e bombeiros militares e enviou o texto ao Senado. A proposta reduz o tempo de atividade estritamente militar exigido para a remuneração integral e amplia o aproveitamento de tempo de serviço civil na contagem. Abaixo, o que a cobertura de cada lado destacou e o que ainda ficou sem resposta.
A Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira, 1º de setembro de 2026, um projeto de lei que muda as regras de aposentadoria de policiais militares e bombeiros militares. O texto reduz de 30 para 25 anos o tempo mínimo de atividade estritamente militar exigido dos homens para a passagem à inatividade com remuneração integral, mantendo em 35 anos o tempo total de serviço. Para as mulheres, o total cai para 32 anos, dos quais ao menos 22 devem ser de atividade militar. A votação foi simbólica, sem contagem nominal dos votos, e a proposta segue agora para o Senado.
A cobertura de centro relatou que o projeto foi apresentado em 2023 pelo deputado Capitão Augusto e relatado por Cabo Gilberto Silva, que acrescentou ao texto original a regra diferenciada para mulheres. Além da mudança na composição do tempo de serviço, a proposta dobra de 5 para 10 anos o limite de atividade civil, pública ou privada, que pode ser somado à contagem, desde que comprovado por certidão específica e desde que não tenha sido exercido ao mesmo tempo que o serviço militar. O texto ainda permite que o tempo prestado nas Forças Armadas, em forças auxiliares e em instituições policiais civis ou militares seja reconhecido como de natureza militar, assegura direito adquirido a militares e pensionistas que já cumpriram os requisitos das regras antigas e proíbe reserva de vagas por sexo nos concursos das corporações, salvo quando a natureza da função justificar.
Todas as versões convergem em três pontos: a mudança é numérica e não altera o tempo total de 35 anos para homens, o placar foi construído com votos da base governista e da maior parte da oposição, e o único partido a orientar voto contrário foi o Novo. O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que a Casa reconhece as forças de segurança ao aprovar a proposta.
As divergências aparecem no recorte. Veículos de direita enfatizaram a equiparação com as polícias da União: contar até dez anos de serviço civil é exatamente o tratamento já concedido a integrantes da Polícia Federal, e a mudança atende a uma reivindicação antiga da categoria. Esse recorte também deu destaque à vedação a reserva de vagas nos concursos e reproduziu o argumento do relator de que a exposição diária ao crime organizado, ao tráfico e à violência urbana justifica parâmetros próprios de inatividade. A cobertura de centro, por sua vez, abriu espaço para o contraditório orçamentário: o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social, Leonardo Rolim, afirmou que o impacto sobre as contas estaduais será relevante em todas as unidades da Federação e que a proposta é inconstitucional por criar despesa para os estados sem medidas compensatórias, prevendo que os governos estaduais levarão a mudança à Justiça. O relator rebateu que a matéria é regulamentar, que não implica aumento de despesa e que governadores contrários ao projeto estão mentindo sobre sua preocupação com segurança pública.
Nenhum veículo de esquerda havia publicado sobre o caso até o fechamento desta edição. O argumento desse campo apareceu apenas pelas falas de parlamentares reproduzidas nas reportagens: a deputada Maria do Rosário disse que o voto seria favorável aos trabalhadores que arriscam a vida em defesa da população, e a deputada Alice Portugal classificou o texto como o primeiro resgate dos prejuízos criados pela reforma da Previdência aprovada em 2019.
O que ainda não se sabe é quanto a medida custa. Nenhuma das reportagens apresenta estimativa oficial do impacto sobre os orçamentos estaduais, e nenhuma traz manifestação formal de governadores ou de secretarias estaduais de Fazenda, apesar de a conta recair sobre eles. Também não há prazo definido para a tramitação no Senado, nem indicação sobre eventual sanção ou veto presidencial, nem sobre quando a regra passaria a valer caso vire lei.
Projeto reduz o tempo mínimo de atividade militar para que bombeiros e policiais militares tenham acesso à aposentadoria integral. Proposta segue para análise do Senado.

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