Roberta Luchsinger é convidada pela Câmara a explicar ameaças e elo com Lulinha
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Resumo da cobertura
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Como decidimos →A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou, em 27 de outubro, de forma simbólica, um convite para que a lobista Roberta Luchsinger explique as ameaças que diz sofrer e fale sobre as investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A presença não é obrigatória e a audiência não tem data. Luchsinger e Lulinha são alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal por suspeita de corrupção e tráfico de influência; as defesas negam.
Pelo prisma de direita, a decisão da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados é um passo de fiscalização sobre a relação de Roberta Luchsinger com a família do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sobre o suposto tráfico de influência de Fábio Luís Lula da Silva no governo.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou em 27 de outubro um convite à lobista Roberta Luchsinger, investigada no Supremo Tribunal Federal ao lado de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A presença é voluntária e ainda não há data para a audiência.
A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou, na terça-feira, 27 de outubro, um requerimento que convida a empresária e lobista Roberta Luchsinger a prestar esclarecimentos aos deputados. O pedido foi apresentado pelo deputado Sanderson, do PL do Rio Grande do Sul, e aprovado de forma simbólica, sem contagem nominal de votos.
O requerimento quer ouvir Luchsinger sobre as ameaças de morte, a coação e as tentativas de silenciamento que ela afirma sofrer, inclusive contra as filhas. Essas declarações foram feitas em uma entrevista exibida em 17 de outubro. O texto também prevê perguntas sobre as investigações que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
Luchsinger é investigada pela Polícia Federal em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal, ao lado de Lulinha, por suspeita de corrupção e tráfico de influência em órgãos federais. Os inquéritos nasceram de elementos da Operação Sem Desconto, que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social. Segundo relatório da Polícia Federal, ela seria o elo entre Antunes e Lulinha e recebeu cinco pagamentos de R$ 300 mil do empresário. As defesas negam irregularidades e afirmam que os valores são honorários de consultoria. Lula nega proximidade com a lobista.
Na mesma sessão, a comissão aprovou outro requerimento, dos deputados Marcel van Hattem, do Novo, e Cabo Gilberto Silva, do PL, para ouvir o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, sobre o caso do Banco Master e sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A cobertura de centro relatou o caso com ênfase no caráter voluntário do convite. Esses veículos destacaram que a presença não é obrigatória, que a audiência ainda não tem data e que a defesa não confirmou se Luchsinger vai comparecer. Parte dessa cobertura explicou que uma delação premiada só é aceita se trouxer provas e informações inéditas às autoridades. Também lembrou que a lobista rompeu com Lula depois de ser chamada por ele de picareta e que declarou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno.
Veículos de direita enfatizaram as relações da lobista com o governo e com a família do presidente, e trataram o caso como parte de um escândalo de tráfico de influência. Essa cobertura descreveu a medida como convocação, termo que indica comparecimento obrigatório, e reproduziu a declaração de Luchsinger de que não pouparia ninguém, nem o presidente. Também deu destaque ao pedido para ouvir Andrei Rodrigues e às mensagens de Vorcaro que citam o diretor-geral, o ministro Alexandre de Moraes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Até o momento, nenhum veículo de esquerda publicou cobertura própria sobre a aprovação do convite.
Ainda não se sabe se Luchsinger aceitará o convite nem quando a audiência acontecerá. Também não há informação sobre quem seriam os autores das ameaças, nem sobre o andamento do acordo de delação que ela diz pretender firmar.
Lobista relatou em entrevista ter recebido ameaças de morte e tentativas de intimidação para não falar sobre casos nos quais é investigada

Colegiado também quer ouvir diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, sobre Master; lobista falará sobre relação com Lulinha. Leia no Poder360.

Deputados da oposição querem esclarecimentos sobre relações da lobista e do diretor da PF com o governo Lula e o Banco Master. Leia na Gazeta do Povo.

Defesa da lobista não confirma se ela falará ao colegiado; por se tratar de convite, presença não é obrigatória

Comissão da Câmara aprova requerimento para empresária Roberta Luchsinger esclarecer supostas ameaças Valor Econômico

Convite não implica presença obrigatória e mira esclarecimentos sobre relação com Lulinha; lobista é investigada pela Polícia Federal em três inquéritos e relatou ser alvo de ameaças
