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Um relatório da Transparência Brasil, divulgado nesta segunda-feira (13), apontou que a Câmara dos Deputados indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão no Orçamento de 2025 sem identificar o parlamentar responsável, prática semelhante ao extinto orçamento secreto. Sete partidos usaram o mecanismo, e o ministro do STF Flávio Dino bloqueou bens de Valdemar Costa Neto e Eduardo Cunha por suspeita de desvio de recursos.
Um relatório da organização Transparência Brasil, divulgado nesta segunda-feira, revelou que a Câmara dos Deputados indicou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão no Orçamento de 2025 sem identificar o parlamentar responsável pela indicação, um mecanismo semelhante ao extinto orçamento secreto. O montante corresponde a 16% do total de recursos distribuídos por comissões da Casa e envolve 1.341 indicações assinadas apenas pelas lideranças de sete partidos: PP, União Brasil, Republicanos, PL, Avante, Podemos e Solidariedade.
A cobertura de centro relatou que a maior parte dos recursos, R$ 818,1 milhões, saiu da Comissão de Saúde, dominada pelo PL, partido presidido por Valdemar Costa Neto. Segundo a Polícia Federal, Valdemar teria usado servidores da Câmara para direcionar a si mesmo recursos herdados do orçamento secreto, e o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino bloqueou R$ 119 milhões em bens dele. No domingo, véspera da divulgação do relatório, Dino também determinou o bloqueio de R$ 6 milhões em bens do ex-deputado Eduardo Cunha, apontado pela PF como responsável por direcionar recursos a municípios de Minas Gerais mesmo sem mandato. Boa parte dos recursos sem autoria identificada foi parar em órgãos ligados ao chamado Centrão, como a Codevasf e o Dnocs, além de superintendências regionais do Ministério da Agricultura.
Todos os veículos convergem em um ponto central: em 2026, com exceção do Solidariedade, todos os partidos passaram a usar esse mecanismo, incluindo o PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, somando R$ 378,8 milhões até o momento. A Transparência Brasil recomenda a criação de um identificador único para cada indicação e a extinção das chamadas emendas de liderança, por reproduzirem, segundo a entidade, práticas já reconhecidas como inconstitucionais no antigo orçamento secreto.
Veículos de direita, ao relatar a atuação do ministro Flávio Dino, destacaram a crítica feita pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, que classificou o bloqueio de recursos como uma indevida intervenção judicial, sinalizando resistência do Legislativo à fiscalização imposta pelo STF sobre o orçamento. Já a leitura de esquerda tende a enquadrar a atuação de Dino como resposta necessária à opacidade do sistema, defendendo maior controle estatal sobre o uso do dinheiro público e alertando que a falta de rastreabilidade prejudica áreas sensíveis, como a própria Comissão de Saúde, de onde saiu a maior fatia dos recursos sem autor identificado.
O que ainda não se sabe é quem, de fato, solicitou cada uma das 1.341 indicações classificadas como emendas de liderança, já que as atas das reuniões de bancada partidária que deveriam formalizar essas decisões continuam indisponíveis ao público, em desacordo com a legislação de acesso à informação. A Transparência Brasil afirma não ter localizado esses documentos. Também não está claro qual será o desfecho das ações em curso no STF sobre o tema, nem como os partidos citados, além do Solidariedade, vão reagir às cobranças por identificação nominal dos parlamentares responsáveis pelos repasses.
R$ 1,3 bilhão em emendas sem autor identificado em 2025 (16% do total); R$ 818,1 milhões saíram da Comissão de Saúde, controlada pelo PL; R$ 378,8 milhões já registrados sem autoria em 2026; Dino bloqueou R$ 119 milhões de Valdemar Costa Neto e R$ 6 milhões de Eduardo Cunha; recursos foram parar em órgãos como Codevasf e Dnocs, ligados ao Centrão.
Direita destaca a crítica do presidente da Câmara, Hugo Motta, ao bloqueio de bens determinado por Dino como 'indevida intervenção judicial', defendendo a prerrogativa do Congresso sobre o orçamento; esquerda defende a atuação do STF como necessária para conter a opacidade herdada do orçamento secreto.
Todos os veículos concordam que R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão da Câmara em 2025 não teve o parlamentar responsável identificado, reproduzindo a lógica do orçamento secreto, e que em 2026 quase todos os partidos, incluindo o PT, aderiram ao mecanismo.
Não se sabe quem, de fato, solicitou cada uma das 1.341 indicações sem autoria, já que as atas das reuniões partidárias continuam indisponíveis; também é incerto o desfecho das ações no STF sobre o tema e como os partidos que não se pronunciaram (todos exceto o Solidariedade) vão reagir às cobranças por identificação nominal.
6 fontes políticas
Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Cobertura mais completa do cluster: cita trechos extensos do relatório da Transparência Brasil, apresenta a posição da PGR contrária ao bloqueio de bens de Valdemar e Cunha, a crítica do presidente da Câmara Hugo Motta à atuação de Dino como 'indevida intervenção judicial', e registra que procurou todos os partidos citados, obtendo resposta apenas do Solidariedade — múltiplas vozes institucionais contrapostas sem juízo de valor do texto.
Texto factual e detalhado, com dados históricos sobre o crescimento das emendas de comissão (de R$ 136,1 milhões em 2022 a R$ 9,3 bilhões em 2025) e a crítica do presidente da Câmara Hugo Motta à atuação de Dino, mas não reproduz a posição da PGR contrária aos bloqueios, presente na cobertura da CNN Brasil sobre o mesmo caso.
Perspectivas omitidas
Conteúdo de agência (Estadão Conteúdo) reproduzido de forma factual, com a mesma estrutura de citações do relatório da Transparência Brasil; o título com 'diz estudo' reforça a atribuição da informação à fonte, mas o texto acrescenta ao final uma nota sobre pesquisa eleitoral desconexa do assunto central, um deslize editorial leve.
Perspectivas omitidas
Reorganiza os mesmos fatos do relatório da Transparência Brasil em subtítulos temáticos ('Emendas de liderança e partidos envolvidos', 'Falta de rastreabilidade'), mantendo tom factual; não busca resposta dos partidos citados nem cita a posição da PGR contrária ao bloqueio de bens de Valdemar e Cunha.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Texto factual que reproduz os achados do relatório da Transparência Brasil com citações diretas do estudo, sem adjetivação carregada; detalha o esquema das 'emendas de liderança' e a investigação da PF sobre Valdemar e Cunha, mas não busca o contraditório dos partidos citados nem menciona a posição da PGR contrária aos bloqueios de Dino.

Relatório da Transparência Brasil identificou que 16% desse tipo de emenda tiveram como autores líderes partidários e não identificaram os autores reais que patrocinaram os repasses

Relatório da Transparência Brasil afirma que R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão foi indicado por líderes partidários sem identificação do parlamentar responsável; prática é alvo de questionamentos no STF

Estudo divulgado pela Transparência Brasil aponta alto montante em repasses com difícil rastreabilidade


Relatório da Transparência Brasil aponta uso de 'emendas de liderança' e falta de rastreabilidade em 16% das indicações

Transparência Internacional afirma que líderes partidários usam atas ocultas para destinar verbas a órgãos controlados por legendas
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Perspectivas omitidas
Texto gerado por IA (assinado 'Ri7a') usa linguagem mais carregada que os demais veículos do cluster ('manobra contábil', 'artifício', 'artimanha') para descrever o mecanismo das emendas de liderança, e menciona que a PF suspeita que a Presidência da Câmara deu aval aos desvios — enquadramento que reforça a crítica institucional ao Congresso e se aproxima da ênfase em accountability institucional típica da cobertura de direita, sem distorcer os fatos do relatório.
Perspectivas omitidas



