Lula arrecada R$ 77,3 milhões e Flávio Bolsonaro R$ 61,7 milhões antes do 1º turno
4 veículos de esquerda · 2 veículos de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
6 fontes políticas
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Como decidimos →A cobertura de esquerda tratou o segundo turno como a hora de comparar projetos e de reconquistar o eleitor que não foi votar. Lula prometeu defender programas sociais, educação e saúde, disse que não aceitará ajuste fiscal que prejudique os mais pobres e chamou Flávio Bolsonaro de herdeiro do fascismo. Ao mesmo tempo, lideranças petistas cobraram mudança na campanha, que teria se afastado do custo de vida.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputarão o segundo turno da eleição presidencial em 25 de outubro. Com 99,85% das urnas apuradas, Flávio tinha 47,06% dos votos válidos e Lula, 45,12%, uma diferença de cerca de 2,3 milhões de votos.
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Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Todas as fontes relatam que Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno à frente de Lula, por cerca de dois pontos percentuais, e que os dois disputam o segundo turno.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno com 47,06% dos votos válidos, contra 45,12% do presidente Lula (PT). Os dois se enfrentam em 25 de outubro. A abstenção de 21,08% foi a maior desde 1998, e o PT discute mudanças na campanha.
O senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, vão disputar o segundo turno da eleição presidencial em 25 de outubro. Com 99,85% das urnas apuradas na noite de domingo, 4 de outubro, Flávio tinha 47,06% dos votos válidos e Lula, 45,12%. Em números absolutos, foram 56.072.190 votos para o candidato do PL e 53.762.471 para o petista, uma diferença de cerca de 2,3 milhões. Nenhum dos dois alcançou mais da metade dos votos válidos.
A cobertura de centro registrou a apuração com base no Tribunal Superior Eleitoral. Em parcial de 99,17% das urnas, os votos em branco somavam 1,84% e os nulos, 2,93%. Um recorte estadual mostrou a força de Flávio em Goiás, onde ele teve 53,60% dos votos válidos, contra 31,06% de Lula. O ex-governador Ronaldo Caiado, do PSD, ficou em terceiro no próprio estado, com 12,33%, apesar de pesquisas de julho o mostrarem na liderança local. O grupo de Caiado, porém, venceu a disputa estadual: Daniel Vilela foi reeleito governador no primeiro turno.
A abstenção foi um dos dados mais destacados. Ela chegou a 21,08%, o equivalente a cerca de 33,4 milhões de eleitores, a maior desde 1998. Na segunda-feira, 5 de outubro, Lula reuniu a coordenação da campanha, com o vice-presidente Geraldo Alckmin e o presidente do PT, Edinho Silva, e afirmou que trazer de volta quem não votou é o principal desafio da nova fase.
Veículos de esquerda deram destaque ao pronunciamento de Lula. O presidente disse que o segundo turno é a prova dos nove e prometeu defender escolas de tempo integral, o programa Pé-de-Meia, o Sistema Único de Saúde e a Farmácia Popular. Também afirmou que não haverá ajuste fiscal capaz de prejudicar os mais pobres. Em reunião, chamou o adversário de possível herdeiro do fascismo. Essa mesma cobertura relatou autocrítica no PT: lideranças responsabilizam o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, por uma campanha que teria priorizado soberania e terras raras e deixado o custo de vida sem resposta. Segundo esses relatos, o partido avalia explorar a relação de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro e mobilizar quem se absteve.
Não houve, neste conjunto de reportagens, cobertura de veículos de direita sobre o resultado. Os fatos relatados pelas demais fontes, porém, indicam os pontos que esse campo tende a ressaltar: a liderança de Flávio sobre um presidente no cargo, o discurso centrado no preço do supermercado e uma desaprovação do governo estimada em cerca de 50%.
Ainda não se sabe qual será a estratégia definitiva da campanha de Lula, nem se o presidente se licenciará para fazer campanha. Também há divergência entre as fontes sobre o número exato de eleitores ausentes, e os percentuais finais variam conforme a parcial usada por cada reportagem.
Lideranças do PT responsabilizam Sidônio Palmeira pela derrota de Lula no primeiro turno e cobram uma guinada para o segundo turno.

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