Pesquisa Nexus põe Flávio Bolsonaro à frente de Lula no segundo turno
2 veículos de esquerda · 13 veículos de centro · 11 veículos de direita

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A 26 dias do primeiro turno, duas pesquisas divulgadas na mesma semana mostraram Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em empate técnico num eventual segundo turno. O levantamento do instituto Quaest apontou 41% para cada um, e a pesquisa BTG/Nexus registrou 46% para o senador contra 45% do presidente, primeira vez em que ele aparece numericamente à frente naquele instituto. No primeiro turno, Lula mantém a liderança com 39%, enquanto Flávio Bolsonaro subiu de 33% para 35%. O quadro coincide com a crise envolvendo o Banco Master, o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
A leitura pelo prisma da esquerda parte de um mesmo conjunto de números para chegar a outra conclusão: o empate técnico mostra que a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva resiste em meio a uma ofensiva coordenada contra o Supremo Tribunal Federal.
Pelo prisma da direita, os números confirmam desgaste do governo e competitividade real da oposição. Pela primeira vez em 13 rodadas mencionadas pelo instituto, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva num cenário de segundo turno, com 46% contra 45%, e o senador recuperou dois pontos no primeiro turno, de 33% para 35%.
26 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
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As coberturas de centro e de direita convergem em três pontos: a disputa de segundo turno está em empate técnico, o presidente perdeu terreno em relação às rodadas anteriores e a diferença entre os candidatos está dentro da margem de erro, o que impede falar em virada consolidada. Ambas também registram que Lula segue na liderança do primeiro turno, com 39%.
A menos de um mês do primeiro turno, duas pesquisas divulgadas na mesma semana colocaram Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro em empate técnico no segundo turno, e uma delas trouxe o senador numericamente à frente pela primeira vez. A crise do Banco Master, que agora alcança o ministro Alexandre de Moraes, é o pano de fundo da reta final da campanha.
A campanha presidencial brasileira entrou no segundo mês com o quadro mais apertado desde o início da disputa. A 26 dias do primeiro turno, duas pesquisas divulgadas na mesma semana colocaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em empate técnico num eventual segundo turno, num momento em que a crise envolvendo o Banco Master, o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, domina o noticiário político.
Os números são o ponto de convergência de toda a cobertura. O levantamento do instituto Quaest apontou os dois candidatos com 41% das intenções de voto na segunda votação, resultado atribuído menos a um avanço do senador, que permaneceu estável, do que a uma oscilação negativa do presidente. Já a pesquisa BTG/Nexus trouxe Flávio Bolsonaro com 46% contra 45% de Lula, diferença de um ponto que está dentro da margem de erro e configura empate técnico, mas que inverte o placar da rodada anterior, quando o presidente marcava 46% e o senador, 45%. No primeiro turno, Lula segue na liderança com 39%, mesmo percentual da rodada anterior, enquanto Flávio Bolsonaro subiu de 33% para 35%. A avaliação da administração federal acompanha o movimento: a aprovação oscilou de 46% para 45% e a desaprovação, de 51% para 50%.
A cobertura de centro relatou que o escândalo do Banco Master, que inicialmente atingia sobretudo o senador por causa de uma gravação em que ele pede recursos ao banqueiro, passou a pressionar também o campo governista, porque no epicentro do caso está o ministro relator do inquérito que condenou os envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Essa cobertura registrou que Lula defendeu em vídeo, sem citar nomes, uma investigação que alcance todos os suspeitos, e que o presidente tem deixado a busca de saída para a presidência do Supremo Tribunal Federal, sem assumir protagonismo na crise. Também reproduziu o embate do feriado de 7 de Setembro: nas manifestações organizadas pela direita em várias capitais, o deputado Nikolas Ferreira atacou Alexandre de Moraes e cobrou sua prisão; do lado governista, o deputado Lindbergh Farias respondeu citando R$ 134 milhões em relações entre o banqueiro e Flávio Bolsonaro e criticou o boneco inflável do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exibido na Avenida Paulista. No mesmo dia, Lula participou de evento ao lado dos presidentes do Senado, da Câmara e do Supremo Tribunal Federal.
Veículos de direita enfatizaram o dado eleitoral isolado do contexto institucional. Nessa cobertura, o destaque é a inversão inédita: segundo o executivo do instituto responsável pelo levantamento, entre 13 rodadas mencionadas esta é a primeira em que o senador aparece numericamente à frente do presidente, e em 11 das 12 anteriores a vantagem de Lula também estava dentro do empate técnico. O saldo negativo de cinco pontos na avaliação do governo ganha parágrafo próprio, e a análise se concentra no eleitor não polarizado, cerca de 20% do eleitorado, apontado como o grupo mais disposto a mudar de escolha até a votação. A crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal não aparece como fator explicativo nessa leitura.
Entre veículos de esquerda não houve, no conjunto analisado, cobertura própria desta rodada de pesquisas. Os argumentos usualmente associados a esse campo chegam ao leitor apenas pelas declarações de parlamentares governistas reproduzidas na cobertura de centro, que insistem na origem do escândalo, na gravação do senador com o banqueiro e no valor citado de R$ 134 milhões. A ausência é em si um dado sobre a distribuição da cobertura desta semana.
O que ainda não se sabe é decisivo. Não está claro se a oscilação medida pelos dois institutos é tendência consolidada ou variação de rodada, ressalva feita pelo próprio executivo que apresentou os números. Também segue em aberto o desfecho da apuração sobre a relação entre o ministro do Supremo Tribunal Federal e o banqueiro, sem versão pública do magistrado nas matérias analisadas. E não há definição sobre o apoio do psiquiatra Augusto Cury, terceiro colocado nas pesquisas, que já defendeu anistia à maioria dos condenados pelo 8 de janeiro e encerrou um discurso saudando o ministro André Mendonça, sinal lido como aproximação do campo de oposição, sem que isso garanta migração automática de votos.
Levantamento do Poder360 com pesquisas mostra que o presidente está à frente em 10 UFs, enquanto o senador é favorito em 8. Leia no Poder360.

Levantamento Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores do Paraná de 4 a 8 de setembro; margem de erro é de 2 p.p.. Leia no Poder360.

Pesquisa Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores de 5 a 9 de setembro; petista também lidera 1º turno, com 56%. Leia no Poder360.

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Levantamento Futura/100% Cidades ouviu 2.000 eleitores do Brasil de 4 a 10 de setembro; margem de erro é de 2,2 p.p.. Leia no Poder360.

Flávio Bolsonaro encostou em Lula nas simulações de segundo turno nas pesquisas para presidente. Leia na Gazeta do Povo.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, lidera a disputa pela Presidência da República no primeiro turno com 43% das intenções de voto, segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira, 10. Flávio Bolsonaro (P

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Levantamento aponta petista com 40% e senador com 39%

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Candidato do PL e atual presidente estão em empate técnico na primeira etapa, mas cenário de segundo turno aponta vantagem fora da margem para o senador

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A 26 dias do primeiro turno das eleições, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscam conter os impactos políticos do caso Master/Moraes sobre a campanha à reeleição. Do outro lado, a direita…

A 26 dias do primeiro turno das eleições, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscam conter os impactos políticos do caso Master/Moraes sobre a campanha à reeleição. Do outro lado, a direita tenta associar a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal ao PT para desgastar o governo.
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