Casa Branca planeja ações executivas de Trump para um Congresso democrata
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Briefing
O que importa para você
- Eleição de meio de mandato dos Estados Unidos na terça-feira, 3 de novembro.
- Novas tarifas sobre minerais críticos e turbinas eólicas podem ser impostas sem o Congresso.
- Regras mais rígidas para vistos de estudantes internacionais e trabalhadores estrangeiros temporários estão em análise.
Onde os lados concordam
Os textos de centro e de direita relatam as mesmas medidas em estudo (tarifas sobre minerais críticos e turbinas eólicas, vistos mais rígidos, custos de moradia) e os mesmos números: democratas precisam de quatro cadeiras líquidas em cada Casa para reverter as maiorias de 218 a 214 e 53 a 47.
O que ainda está incerto
- Até o fim da tarde de 1º de novembro, quando saíram as matérias analisadas, não se sabia quais medidas seriam de fato adotadas.
- Os pareceres do Departamento de Justiça sobre o alcance das ações executivas ainda não tinham sido divulgados.
A Casa Branca de Donald Trump prepara desde abril ações executivas sobre imigração, tarifas, moradia e gastos federais para o caso de os democratas conquistarem a Câmara e o Senado na eleição de meio de mandato de 3 de novembro. Os democratas precisam de quatro cadeiras líquidas em cada Casa.
A Casa Branca do presidente Donald Trump vem preparando, desde abril, um conjunto de ações executivas para manter partes centrais de sua agenda caso os democratas conquistem o controle do Congresso dos Estados Unidos. A eleição de meio de mandato está marcada para terça-feira, 3 de novembro. O planejamento também inclui a preparação do governo para investigações parlamentares.
Segundo uma autoridade da Casa Branca e duas pessoas familiarizadas com os planos, que falaram sob anonimato, o vice-chefe de gabinete Stephen Miller e o diretor do Escritório de Administração e Orçamento, Russell Vought, trabalham com o setor jurídico da Presidência para identificar medidas que Trump poderia adotar sem aprovação dos congressistas. As áreas são imigração, tarifas comerciais, custos de moradia e gastos federais.
A cobertura de centro e o veículo de direita do conjunto convergem nos mesmos pontos. Entre as medidas em estudo estão novas tarifas sobre a importação de minerais críticos e turbinas eólicas, regras mais rígidas para vistos de estudantes internacionais e de trabalhadores estrangeiros temporários e ações para reduzir custos de habitação e construção. Vought também examina quais prioridades podem avançar com dinheiro já autorizado pelo Congresso e quer dar a indicados políticos mais poder sobre a distribuição de verbas federais. Os dois textos informam que os democratas precisam de um ganho líquido de quatro cadeiras em cada Casa para reverter as maiorias republicanas de 218 a 214 na Câmara dos Representantes e de 53 a 47 no Senado. Ambos registram que Trump foi informado e participou das discussões, e que a porta-voz Lauren Bis rejeitou a hipótese de derrota republicana. A cobertura de centro credita o texto a uma agência internacional de notícias; o texto de direita atribui as informações a fontes não identificadas e não diz de onde vem a apuração, então a semelhança entre os dois não pode ser tratada como confirmação independente.
As diferenças estão no que cada texto escolheu incluir. A cobertura de centro relatou que o conselheiro Will Scharf analisa onde Trump poderia ultrapassar os limites de sua autoridade e como defender essas decisões no tribunal. Trouxe ainda o analista Nathan Gonzales, para quem Trump basicamente ignorou o Congresso nos últimos dois anos, e o professor Andrew Busch, que prevê resistência dos democratas às nomeações do presidente. O mesmo texto lembrou que tribunais podem barrar ações executivas e que as investigações do Congresso não podem ser contornadas por decreto. O veículo de direita enfatizou a frase de Trump de que se tornaria o Sr. Veto antes de negociar acordos e encerrou dizendo que a Casa Branca pretende seguir usando as prerrogativas presidenciais. Esse texto não registrou analistas independentes nem os limites jurídicos do plano. Nenhum veículo de esquerda cobriu o caso no conjunto analisado.
Até o fim da tarde de 1º de novembro, quando saíram as matérias analisadas, não se sabia quais medidas seriam de fato adotadas, nem havia pareceres do Departamento de Justiça sobre o que Trump pode fazer sem o Congresso. O resultado da eleição, que define o cenário do plano, ainda não estava disponível.
Fontes
Governo trabalha em medidas executivas para contornar possíveis bloqueios legislativos e se antecipar a investigações, caso os republicanos percam as

As pesquisas de opinião indicam uma vitória dos democratas na Câmara, enquanto o Senado permanece indefinido
