Steve Bannon defende que EUA cortem relações com o Brasil após reeleição de Lula
1 veículo de esquerda · 2 veículos de centro

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
O ex-estrategista-chefe da Casa Branca Steve Bannon pediu, em 26 de outubro, que os Estados Unidos rompam relações diplomáticas e comerciais com o Brasil depois da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, que venceu Flávio Bolsonaro no segundo turno com 51,79% dos votos válidos. Bannon chamou o governo de ilegítimo e disse que a vitória foi roubada, sem apresentar provas. No dia da votação, o presidente Donald Trump disse apenas que estava acompanhando a eleição.
A cobertura de esquerda trata a ofensiva de Steve Bannon como tentativa de manter vivo o golpismo contra a vitória de Lula, articulada com o clã Bolsonaro nos Estados Unidos. Ressalta que ele não apresenta provas, que sua influência atual é incerta e que líderes de direita da América Latina já reconheceram o resultado, enquanto Donald Trump hesita e chama a eleição de fraudada.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
3 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Um dia depois de Lula ser reeleito com 51,79% dos votos válidos, Steve Bannon, ex-estrategista-chefe da Casa Branca, pediu que os Estados Unidos rompam relações diplomáticas e comerciais com o Brasil. Ele chamou o governo de ilegítimo, sem apresentar provas, enquanto Donald Trump evitou adotar a ruptura.
O ex-estrategista-chefe da Casa Branca Steve Bannon pediu, na segunda-feira, 26 de outubro, que os Estados Unidos rompam relações diplomáticas e comerciais com o Brasil. O pedido veio um dia depois do segundo turno da eleição presidencial, em que Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, foi reeleito para o quarto mandato.
Com 100% das urnas apuradas, Lula teve 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro, do PL. No programa War Room, Bannon disse que o secretário de Estado e o presidente americano deveriam vir a público, cortar relações e encerrar todo o comércio com o país. Ele chamou o governo brasileiro de ilegítimo e de marxista globalista, e afirmou que a vitória petista foi roubada. Não apresentou provas.
Há convergência sobre alguns pontos. A cobertura de centro e os veículos de esquerda registram que a alegação de fraude não veio acompanhada de evidência e que Bannon repete o roteiro de 2022, quando disse que Jair Bolsonaro não deveria reconhecer a derrota. No domingo da votação, o presidente Donald Trump, perguntado se apoiaria Flávio ou Lula, respondeu apenas que estava acompanhando a eleição.
A cobertura de centro se concentrou no pedido de ruptura e no contexto americano. Relatou que Bannon usou o resultado brasileiro para alertar sobre as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro, e que suas falas se somam às de aliados de Flávio Bolsonaro em território americano que não reconhecem o resultado.
Veículos de esquerda destacaram outro ângulo. Segundo essa cobertura, Bannon disse acreditar que Trump vai pressionar para anular a eleição e isolar o governo Lula. Esses veículos trataram a fala como tentativa de manter o golpismo aceso e lembraram que a influência de Bannon hoje é incerta, já que ele ficou poucos meses na Casa Branca. Também apontaram a proximidade dele com Eduardo Bolsonaro e com o blogueiro Paulo Figueiredo, citados como influentes no tarifaço contra o Brasil. A cobertura de esquerda registrou ainda que Trump não telefonou para Lula, disse que a eleição pareceu fraudada e criticou a prorrogação do horário de votação, mas afirmou gostar do presidente brasileiro. O vice-presidente Geraldo Alckmin respondeu que Trump tem uma visão totalmente equivocada. Esses veículos listaram líderes de direita da região que já parabenizaram Lula, como José Antonio Kast, do Chile, Santiago Peña, do Paraguai, e Daniel Noboa, do Equador.
Nenhum veículo de direita cobriu o caso até o momento, o que deixa sem registro próprio a leitura desse campo sobre o pedido de ruptura.
Os veículos de esquerda informaram que o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino determinou que a Polícia Federal investigue suspeitas de manipulação das redes digitais e de apoio político e financeiro dos Estados Unidos à campanha de Flávio Bolsonaro.
Ainda não se sabe se o governo americano vai reconhecer formalmente o resultado, se alguma medida comercial ou diplomática será adotada e qual será o alcance da investigação da Polícia Federal sobre interferência estrangeira.
Steve Bannon afirma, sem apresentar provas, que Flávio Bolsonaro venceu a eleição e defende pressão dos EUA para reverter a vitória de Lula


Steve Bannon contestou o resultado do 2º turno e classificou o governo de Lula como "ilegítimo". Leia no Poder360.
