Eleições de 3 de novembro nos EUA definem o Congresso que fiscaliza Trump
2 veículos de esquerda · 1 veículo de centro

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Veículos de esquerda trataram a eleição de 3 de novembro pelo que ela pode mudar para o Brasil: uma maioria democrata poderia ampliar a fiscalização sobre tarifas, sanções e o envolvimento americano na política brasileira, depois que Trump questionou sem provas a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva e acolheu o senador Flávio Bolsonaro. Parte dessa cobertura reproduz o mesmo texto, com crédito expresso à mesma origem.
Com base em ICL Notícias e Brasil de Fato
A cobertura de centro relatou que, às vésperas das eleições de meio de mandato, o governo do presidente Donald Trump intensificou investigações sobre supostos votos de pessoas sem cidadania americana, com agentes federais de imigração, exigência de dados de eleitores e ações judiciais para restringir a contagem de cédulas.
Com base em Valor Econômico
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3 veículos
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Os Estados Unidos votam em 3 de novembro para renovar a Câmara dos Representantes e 35 cadeiras do Senado. Às vésperas da eleição, ações do governo Donald Trump contra supostos votos ilegais sofreram derrotas na Justiça, e uma maioria democrata poderia ampliar a fiscalização sobre tarifas e sanções contra o Brasil.
Na segunda-feira, 2 de novembro, véspera das eleições de meio de mandato marcadas para 3 de novembro nos Estados Unidos, a cobertura analisada tratou de duas frentes da mesma disputa. De um lado, as ações do governo do presidente Donald Trump contra supostos votos ilegais. De outro, o efeito que uma mudança no Congresso americano pode ter sobre as medidas adotadas contra o Brasil.
A votação renova as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 do Senado. Segundo os textos de esquerda, os republicanos têm hoje 218 deputados contra 214 democratas e 53 senadores. Os democratas precisam de um ganho líquido de quatro assentos para conquistar a maioria em qualquer das casas.
A cobertura de centro relatou que o governo Trump intensificou investigações sobre votos de pessoas sem cidadania americana, com agentes federais de imigração, exigência de dados de eleitores e ações judiciais para restringir a contagem de cédulas. A matéria registra derrotas sucessivas na Justiça. Em 9 de outubro, a juíza Sparkle Sooknanan considerou ilegal a exigência do Departamento de Justiça de obter cadastros eleitorais estaduais para cruzá-los com o sistema federal SAVE. Em 21 de outubro, a juíza Araceli Martínez-Olguín suspendeu em nove estados as ações de campo da HSI, braço investigativo do Serviço de Imigração e Alfândega, o ICE, decisão mantida em 29 de outubro. Na Califórnia, o juiz David Carter rejeitou o pedido para barrar a contagem de votos de mais de 20 mil eleitores, e o caso chegou à Suprema Corte em 2 de novembro. Em Nevada, autoridades estaduais concluíram que os 185 eleitores apontados pelo governo federal como possíveis não cidadãos tinham cidadania americana. Especialistas ouvidos, como o cientista político David Schultz, da Universidade de Hamline, avaliam que as ações podem intimidar eleitores e preparar a contestação de derrotas republicanas.
Veículos de esquerda destacaram o que pode mudar para o Brasil. Eles relatam que uma maioria democrata poderia ampliar a fiscalização sobre as tarifas comerciais, as sanções contra autoridades brasileiras e o envolvimento americano na política do país. Isso depois que Trump questionou, sem apresentar provas, a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva sobre o senador Flávio Bolsonaro, em 25 de outubro, e autorizou a entrada do senador e da família nos Estados Unidos. Os textos citam a carta de 25 deputados democratas ao secretário de Estado, Marco Rubio, e um relatório do Serviço de Pesquisa do Congresso. Também ressalvam que os democratas não conseguiriam reverter automaticamente as sanções. Parte da cobertura de esquerda reproduz o mesmo texto, com crédito expresso à mesma origem.
As duas frentes não se contradizem, mas quase não se cruzam. A matéria de centro não tratou das medidas contra o Brasil, salvo a comparação de Schultz com a contestação eleitoral de Jair Bolsonaro em 2022. Os textos de esquerda lidos não trataram das investigações federais sobre voto ilegal, e um deles chegou com o corpo truncado. A matéria de centro não registrou uma explicação própria do governo Trump para as ações, e os textos de esquerda não ouviram republicanos. Nenhum veículo de direita cobriu a história no conjunto analisado.
Até a tarde de 2 de novembro, quando saíram as matérias analisadas, a Suprema Corte ainda não havia decidido o recurso sobre os votos da Califórnia, e a composição do novo Congresso só seria conhecida depois da votação. Também não se sabia se o governo lançaria novas iniciativas antes do pleito, risco apontado por Shelby Wayment, do projeto de proteção à democracia da Universidade da Califórnia em Los Angeles.
Os republicanos controlam atualmente a Câmara dos Representantes, com 218 deputados contra 214 democratas, e o Senado, com 53 das 100 cadeiras. Para

Ações incluem mobilização de agentes federais de imigração, exigência de dados de milhares de eleitores e ações judiciais para tentar restringir a contagem de cédulas

Eleições nos EUA podem limitar poder de Trump e influenciar ofensiva contra o Brasil…
