Cinco partidos, entre eles Progressistas, silenciam sobre reeleição de Lula
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Até a quinta-feira, 29 de outubro, cinco partidos ainda não tinham se manifestado sobre a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno de 25 de outubro: Progressistas, Agir, Mobiliza, Solidariedade e Partido da Renovação Democrática (PRD). A maioria das legendas já havia se posicionado, inclusive o Partido Liberal, de Flávio Bolsonaro, que reconheceu o resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
O único veículo de direita do conjunto organizou a matéria em torno do silêncio de cinco partidos e da conduta de Flávio Bolsonaro após a derrota. O texto descreveu a carta do senador em Miami como de teor golpista, registrou que a alegação de fraude foi feita sem provas e afirmou que ele desrespeitou ordem judicial ao deixar o país.
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Veículos com viés à direita
Até 29 de outubro, Progressistas, Agir, Mobiliza, Solidariedade e Partido da Renovação Democrática não haviam se manifestado sobre a reeleição de Lula. O Partido Liberal reconheceu o resultado, o Partido Novo o questionou, e Flávio Bolsonaro deixou o país contra ordem judicial.
Até a quinta-feira, 29 de outubro, cinco partidos políticos ainda não haviam se manifestado sobre a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), no segundo turno realizado no domingo, 25 de outubro. São eles Progressistas, Agir, Mobiliza, Solidariedade e Partido da Renovação Democrática (PRD). Até o momento, apenas um veículo cobriu o caso no conjunto analisado, classificado como de direita. Nenhum veículo de esquerda ou de centro cobriu a história no conjunto analisado.
A maior parte das legendas já tinha se posicionado. O Partido Liberal (PL), do senador Flávio Bolsonaro, candidato derrotado, reconheceu o resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas disse em nota que os questionamentos levantados precisam ser esclarecidos dentro de um debate político equilibrado e democrático. O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) parabenizou Lula. O Partido Social Democrático (PSD) cumprimentou Lula e o vice, Geraldo Alckmin, e desejou um bom governo à chapa. O União Brasil reafirmou a confiabilidade das urnas e a lisura do processo eleitoral.
O pano de fundo é a saída de Flávio Bolsonaro do país. Segundo a matéria, ele foi para os Estados Unidos dois dias depois de perder a eleição, desrespeitando uma ordem judicial que determinava a entrega dos passaportes e a proibição de deixar o Brasil. Em Miami, publicou uma carta aberta em que se declarou o “verdadeiro presidente eleito”, e depois trocou a autodefinição para “líder do Brasil”. O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) chamou de “incompreensível” a conduta do senador e criticou a ideia de exercer oposição fora do país.
Uma nota conjunta de PT, PCdoB, PV, PSB, PSOL, Rede e PDT afirmou que a saída de Flávio é uma tentativa de fugir das ações da Justiça. A nota sustenta que a prorrogação do horário de votação foi pedida pelas duas campanhas, por causa de restrições no transporte público e de chuvas fortes, e que nesse período foram registrados 33.866 votos para presidente, 0,026% do total, enquanto a diferença entre os candidatos passou de 4,4 milhões.
Na outra ponta, o Partido Novo, por meio do presidente Eduardo Ribeiro, lançou nota questionando o resultado. O partido chegou a dizer que a eleição prova que o Brasil não é uma democracia e acusou o PT de usar a máquina pública e o Supremo Tribunal Federal para se manter no poder. O Partido da Causa Operária (PCO) reconheceu a vitória de Lula, mas afirmou nas redes sociais que Flávio sofre perseguição. Renan Santos, presidente do Missão, reconheceu o resultado e pediu que as pessoas não fossem às ruas contra ele.
Nos veículos de direita, representados por essa única matéria, a carta do senador foi descrita como de teor golpista, e o texto registrou que a alegação de fraude foi feita sem provas. A matéria não trouxe resposta da defesa de Flávio sobre o descumprimento da ordem judicial nem explicou qual tribunal a emitiu. Como não houve cobertura dos outros lados, não é possível comparar enquadramentos.
Até a tarde de 29 de outubro, quando saiu a matéria analisada, os cinco partidos não haviam explicado o silêncio, e não havia informação sobre medidas da Justiça diante da saída do senador do país.
PL de Flávio Bolsonaro reconheceu a vitória de Lula, Novo acusou o petista de instrumentalizar instituições para se manter no poder e PSDB criticou fuga e declarações golpistas de Flávio

Cinco partidos políticos ainda não se manifestaram sobre resultado da eleição UOL Notícias