Estados Unidos cancelam foto do G20 em Atlanta após europeus recusarem Lavrov
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O único veículo de esquerda no conjunto publicou nota curta, com o título informal de 'climão', relatando que europeus se recusaram a posar com Lavrov e que os Estados Unidos cancelaram a foto oficial. O texto destacou a fala do chanceler alemão sobre não haver normalidade com a Rússia, a adesão do Reino Unido e a discussão prévia sobre duas fotos, e não ouviu o lado russo.
A cobertura de centro relatou que os Estados Unidos cancelaram a foto dos chanceleres do G20 no primeiro dia da reunião em Atlanta, em 30 de outubro, depois que representantes europeus se opuseram a posar com o ministro russo Sergey Lavrov.
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2 fontes políticas
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A cobertura de centro e a de esquerda concordam que os Estados Unidos cancelaram a foto do G20 em Atlanta depois que europeus se recusaram a posar com o chanceler russo Sergey Lavrov, e que o chanceler alemão Johann Wadephul disse não haver normalidade com a Rússia.
Na reunião de chanceleres do G20 em Atlanta, em 30 de outubro, os Estados Unidos cancelaram a tradicional foto oficial depois que representantes europeus se recusaram a posar ao lado do chanceler russo Sergey Lavrov. O impasse expôs divisões do grupo sobre Ucrânia, Irã e comércio.
Os Estados Unidos cancelaram, na sexta-feira, 30 de outubro, a tradicional foto oficial dos ministros das Relações Exteriores do G20, reunidos em Atlanta. A decisão veio depois que representantes europeus se recusaram a posar ao lado do chanceler da Rússia, Sergey Lavrov, alvo de sanções internacionais desde a invasão da Ucrânia, em 2022.
A reunião é conduzida pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, e prepara a cúpula de líderes do G20, que o presidente Donald Trump vai sediar em seu clube de golfe em Miami, em dezembro. Segundo dois funcionários do governo americano ouvidos sob anonimato, Rubio cancelou a foto por concluir que a controvérsia desviaria a atenção das discussões.
A cobertura de centro e o veículo de esquerda que cobriu o caso convergem nos fatos principais. O chanceler da Alemanha, Johann Wadephul, disse que não há normalidade com a Rússia e que não se devem transmitir sinais falsos. Os dois textos também situam o encontro em meio às divergências sobre a guerra na Ucrânia e sobre o conflito com o Irã.
A cobertura de centro, em texto de agência, foi mais extensa. Relatou que o chanceler da Polônia, Radosław Sikorski, chamou o cancelamento de decisão correta e disse não ser o único a não querer ser fotografado com Lavrov. Ouviu também o lado russo: a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, reclamou da dificuldade para obter vistos e disse que Lavrov defenderia uma reforma rápida das instituições econômicas globais. O mesmo texto registrou que a África do Sul, membro fundador do G20, não foi convidada, e que a Ucrânia também ficou de fora. Um ex-embaixador americano, Ian Kelly, chamou de politicamente estúpido o convite a Lavrov, poucos dias antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.
Veículos de esquerda, representados por uma nota curta que reproduz informação de outro veículo, trataram o episódio como um climão já no título. A nota destacou que o Reino Unido aderiu à recusa e mantém a política de evitar contatos bilaterais com ministros russos, e que as delegações europeias chegaram a discutir duas fotos, uma com Lavrov e outra sem ele. Esse texto não registrou a reação russa nem a exclusão sul-africana. Nenhum veículo de direita cobriu o caso no conjunto analisado.
Até a noite de 30 de outubro, quando saíram as matérias analisadas, não estava claro se o presidente russo, Vladimir Putin, aceitaria o convite de Trump para a cúpula de dezembro, nem se os chanceleres chegariam a algum consenso sobre Ucrânia, Irã, tarifas e a liberdade de navegação em rotas como o Estreito de Ormuz.
EUA cancelaram foto oficial de chanceleres do G20 em Atlanta após europeus recusarem posar com Sergei Lavrov, ministro das Relações Exteriores russo.

Cancelamento da fotografia evidenciou as profundas divisões no G20 em relação a crises globais que ameaçam a segurança internacional e o comércio.
