A corrida pelo governo do Rio Grande do Sul segue sem favorito definido. Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta quarta-feira mostra o candidato Zucco, do PL, com 34,2% das intenções de voto no cenário estimulado, e Juliana Brizola, do PDT, com 30,1%. A diferença de 4,1 pontos percentuais fica dentro da margem de erro de 2,6 pontos para mais ou para menos, o que caracteriza empate técnico entre os dois primeiros colocados.
Até o momento, apenas um veículo cobriu esse resultado, o que limita a comparação de enquadramentos entre diferentes linhas editoriais. A cobertura disponível é descritiva: apresenta percentuais, metodologia e o registro do levantamento no Tribunal Superior Eleitoral, sob o número RS-09313/2026, sem análise política dos números nem reação das campanhas.
O terceiro lugar isolado é do atual vice-governador, Gabriel Souza, do MDB, com 13%. Marcelo Maranata, do PSDB, aparece com 4,7%. Priscila Voigt, da UP, e Rejane Oliveira, do PSTU, empatam com 0,9% cada. Votos brancos, nulos e a recusa a todos os nomes somam 8,6% do eleitorado, enquanto 7,6% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder.
O quadro muda de forma expressiva quando os nomes não são apresentados ao eleitor. Na pergunta espontânea, 68% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar um candidato. Zucco é o nome mais lembrado, com 11,9%, seguido por Juliana Brizola, com 7,7%, e Gabriel Souza, com 3,1%. O contraste entre os dois cenários indica que a maior parte do eleitorado gaúcho ainda não fixou uma escolha a menos de três meses da votação.
A rejeição é alta entre os dois primeiros colocados. Juliana Brizola é rejeitada por 27,3% dos entrevistados e Zucco, por 22,9%, em pergunta que permitia mais de uma resposta. Gabriel Souza registra 12,3% e Marcelo Maranata, 9,5%.
A pesquisa também mediu a avaliação do governo de Eduardo Leite, do PSD, que aparece dividida: 48,4% aprovam a gestão e 47,9% desaprovam, com 3,7% sem opinião. Em outro recorte citado na mesma cobertura, 35% dos gaúchos consideram a administração estadual ruim ou péssima. O levantamento ouviu 1.500 eleitores em 60 municípios do estado entre 16 e 19 de julho de 2026, com nível de confiança de 95%.
O que ainda não se sabe é considerável. Não há informação sobre quem contratou e pagou o levantamento, nem simulações de segundo turno entre os principais nomes. Também não são citadas outras pesquisas recentes para comparação, o que impede identificar tendência de alta ou queda de cada candidatura. Como apenas um veículo tratou do assunto até agora, não é possível contrastar como as coberturas de esquerda, de centro e de direita enquadrariam os mesmos números, nem verificar se há divergência sobre a leitura do empate técnico e da avaliação da gestão estadual.