Candidatos à Presidência poderão gastar R$ 133 mi em caso de 2º turno
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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A regra do TSE confirma que a disputa presidencial de 2026 será travada com um teto de gastos milionário, num país em que boa parte das candidaturas depende de recursos públicos para existir na campanha. Manter os valores de 2022 sem correção, na leitura desse campo, tende a beneficiar quem já tem estrutura, capilaridade e acesso a doadores, enquanto candidaturas novas, de mulheres, negras e periféricas, disputam num patamar em que dinheiro se converte diretamente em visibilidade.
O Tribunal Superior Eleitoral publicou em 21 de julho de 2026 a portaria com os limites de gastos das campanhas deste ano. Candidatos à Presidência poderão gastar até R$ 88,9 milhões no primeiro turno e mais R$ 44,4 milhões em eventual segundo turno, repetindo os valores de 2022. A norma também fixa tetos para governador, senador e deputados, com sanção de multa de 100% do excedente.
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Toda a cobertura reproduz os mesmos números e a mesma base normativa: teto de R$ 88,9 milhões no primeiro turno presidencial, mais R$ 44,4 milhões no segundo, valores iguais aos de 2022, com limites fixos para deputados e variáveis para governador e senador conforme o colégio eleitoral. Há convergência também sobre a sanção: multa de 100% do valor excedente e possível enquadramento como abuso do poder econômico.
Quanto um candidato a presidente pode gastar em 2026? A portaria do Tribunal Superior Eleitoral de 21 de julho fixa R$ 88,9 milhões no primeiro turno e mais R$ 44,4 milhões no segundo, os mesmos valores de 2022, com multa de 100% sobre o excedente. Abaixo, o que a cobertura de centro e a de esquerda destacaram, e o que ficou sem resposta, já que veículos de direita não noticiaram a regra.
O Tribunal Superior Eleitoral formalizou em 21 de julho de 2026, por meio de portaria, os limites de gastos das campanhas nas eleições deste ano. Candidatos à Presidência da República poderão gastar até R$ 88,9 milhões no primeiro turno e mais R$ 44,4 milhões em um eventual segundo turno, o que soma cerca de R$ 133 milhões para quem chegar à etapa final da disputa.
Os valores repetem os do pleito de 2022. A portaria também fixa tetos para os demais cargos. Candidatos a deputado federal podem gastar até R$ 3,1 milhões e candidatos a deputado estadual até R$ 1,2 milhão, montantes fixos em todo o país. Para governador e senador, o limite varia conforme o tamanho do colégio eleitoral. São Paulo, o maior deles, tem teto de R$ 26,6 milhões no primeiro turno e mais R$ 13,3 milhões no segundo na disputa pelo governo, e de R$ 7,1 milhões na corrida ao Senado.
Toda a cobertura converge nos números e no alcance da regra. O teto considera o total de gastos contratados pelo candidato, as transferências feitas a partidos ou a outros postulantes e as doações estimáveis em dinheiro, ou seja, bens e serviços doados que tenham valor econômico. Quem ultrapassar o limite fica sujeito a multa equivalente a 100% do valor excedente, e o excesso ainda pode caracterizar abuso do poder econômico.
A cobertura de centro relatou o passo anterior da decisão: em junho, o Tribunal atendeu a um pedido dos partidos para manter os valores de 2022, sob o argumento de que não houve atualização do Fundo Eleitoral em 2026. Veículos de esquerda registraram a mesma manutenção do teto situando-a no início de julho e ancoraram a notícia no calendário da disputa presidencial, apresentando os nomes que já aparecem na corrida e tratando a portaria como parte do ciclo eleitoral em curso. Não houve, entre as matérias reunidas, cobertura de veículos de direita sobre a portaria; o ângulo que costuma organizar esse campo, o custo da política e a dependência do financiamento público de campanha, não apareceu no material disponível.
Permanecem pontos em aberto. Nenhuma das matérias informa o valor do Fundo Eleitoral para 2026 nem detalha o efeito da inflação acumulada desde 2022 sobre o poder de compra dos tetos agora confirmados. Também não há explicação sobre como a Justiça Eleitoral fiscalizará o cumprimento dos limites ao longo da campanha, nem sobre eventuais recursos de partidos contra a portaria. A própria data da decisão que manteve os valores aparece de forma divergente na cobertura, ora em junho, ora no início de julho, sem esclarecimento adicional.
A Corte também definiu o teto para postulantes a governador, senador e deputado

TSE divulgou nesta 3ª feira (21.jul) os valores do teto de gastos para as eleições de 2026; limite é o mesmo do pleito de 2022. Leia no Poder360.
