Flávio Bolsonaro: histórico no Senado, controvérsias e aliados na campanha
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Veículos com viés ao centro
- Notícias ao Minuto BrasilComo pensa Flávio Bolsonaro e quem está ao seu lado (abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Briefing
O que importa para você
- Em sete anos de Senado, Flávio Bolsonaro teve dois projetos de sua autoria aprovados.
- A Polícia Federal investiga repasses de Daniel Vorcaro ao filme Dark Horse, de pelo menos US$ 10,6 milhões.
- Ele defende a PEC 12/2026, com jornada flexível e pagamento por hora, em vez do fim da escala 6x1.
O que ainda está incerto
- Resultado da investigação da Polícia Federal sobre a destinação dos recursos do filme.
- Se houve de fato conversa de Flávio com um ministro do Supremo Tribunal Federal, sem comprovação independente.
- O que o candidato faria com as apostas esportivas se eleito.
Senador do PL e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro reúne um histórico que ajuda a entender suas posições. A cobertura de centro compara a atuação no Senado, as investigações e os apoios de Tarcísio de Freitas, do centrão e do PL na campanha.
Flávio Bolsonaro, senador do PL e candidato à Presidência da República, é tema de uma cobertura que tenta responder como ele pensa e quem está ao seu lado na campanha. O conjunto reúne um balanço de seus sete anos no Senado e um longo perfil com episódios sensíveis de sua trajetória.
A cobertura de centro relatou que, em sete anos de mandato, o senador teve dois projetos de sua autoria aprovados. O perfil mais extenso lembra que, em 2021, ele integrou a defesa do policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro de matar Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos, em Niterói. A menina teria sido atingida durante uma ação policial. Flávio assinou um recurso contra a decisão que levava o policial a júri popular. A atuação é documentada, e o policial aparece como acusado, não como condenado.
Outro episódio é o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. Segundo reportagens citadas no perfil, Flávio procurou Daniel Vorcaro, então controlador do Banco Master, para financiar a obra. A negociação previa US$ 24 milhões, e ao menos US$ 10,6 milhões teriam sido transferidos. O senador primeiro negou o financiamento. Depois, reconheceu que buscou patrocínio e definiu a iniciativa como um filho procurando patrocínio privado para um filme privado. Ele nega ter oferecido vantagens. Uma perícia contratada pela produtora registrou US$ 13,39 milhões em aportes e despesas, sem identificar todos os fornecedores. A Polícia Federal investiga os repasses.
O perfil também menciona mensagens e documentos de um ex-sócio, que apontam um relógio avaliado em R$ 305 mil e outras despesas pagas por terceiros. Flávio afirmou que o relógio foi um empréstimo pessoal e que estava pagando por ele. Lembra ainda a denúncia de rachadinha, rejeitada em 2022 depois que tribunais superiores invalidaram parte das provas, sem condenação.
No debate de políticas, Flávio chamou de oportunista a proposta apoiada por Lula de substituir a escala 6x1 por semana de cinco dias sem redução salarial. Defende a PEC 12/2026, do senador Rogério Marinho, com jornada flexível e pagamento por hora. Criticou a medida provisória que proibiu as apostas on-line, mas não disse o que faria com as apostas esportivas. O texto cita ainda declarações antigas sobre a ditadura, a Comissão da Verdade e a pandemia. Na campanha, ele conta com o apoio de Tarcísio de Freitas, de partidos do centrão e de lideranças do PL.
Nesta cobertura, todos os textos analisados vieram de veículos de centro. Veículos de esquerda e veículos de direita não aparecem no conjunto, e por isso não há, aqui, um enquadramento próprio de cada um desses campos. Outras matérias do período, sobre a proposta econômica da campanha e sobre uma criptomoeda ligada ao voto 22, tratam de eventos distintos e ficaram fora desta história.
Fontes
