Conselho Superior do MPF analisa em 25 de setembro menções de Vorcaro a Paulo Gonet
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A cobertura à esquerda destaca que o chefe do Ministério Público passa a ser examinado pelos próprios pares depois que mensagens do dono do Banco Master, investigado por fraudes financeiras de grande dimensão, citaram seu nome e o de seu filho. O foco está no controle institucional sobre quem comanda a acusação num caso que envolve bancos e autoridades do topo da República, sem deixar de registrar que o documento não atribui ilícito a Gonet e que ele nega qualquer vínculo.
O Conselho Superior do Ministério Público Federal marcou para 25 de setembro a análise de um procedimento sobre menções ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, em mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, reveladas em relatório da Polícia Federal.
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4 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
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O Conselho Superior do Ministério Público Federal marcou para 25 de setembro a análise das menções ao procurador-geral Paulo Gonet em mensagens de Daniel Vorcaro, do Banco Master. Deputados do Novo pedem seu afastamento do caso; Gonet nega qualquer relação com o ex-banqueiro.
O Conselho Superior do Ministério Público Federal marcou para 25 de setembro a sessão que vai analisar menções ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, em mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. As referências aparecem em relatório da Polícia Federal produzido a partir do celular de Vorcaro, por ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
O procedimento é relatado pelo subprocurador-geral Francisco de Assis Sanseverino. Segundo a cobertura, ele foi aberto pelo próprio conselho depois que o relatório veio a público e recebeu, em seguida, uma representação de deputados federais do partido Novo. Os parlamentares pediram que um subprocurador atue com imparcialidade nos procedimentos do caso Master que envolvam o procurador-geral. O colegiado não conduz processo disciplinar e não prevê punição: vai avaliar se as menções comprometem a atuação de Gonet no caso.
Os relatos convergem sobre o conteúdo do material. Em uma mensagem, Vorcaro diz que não poderia reverter a situação com Paulo e Andrei, o que os delegados interpretam como referência a Gonet e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Há também conversas intermediadas pelo advogado Ciro Soares e tratativas sobre a ida de Pedro Gonet, filho do procurador-geral, a um evento em Londres com despesas custeadas pelo banco, que acabou não ocorrendo.
Na terça-feira, 15 de setembro, Gonet enviou ao conselho uma manifestação de 37 páginas. Afirmou não ter relação de amizade com Vorcaro nem interesse pessoal nos processos, e classificou as acusações de estapafúrdias. No mesmo dia, em sessão do Supremo, disse que encontrou o ex-banqueiro uma única vez, de forma breve e banal, num evento jurídico em Londres em 2024, ao lado de ministros e outras autoridades, quando não havia informação sobre irregularidades no banco.
A cobertura de centro deu mais espaço à defesa do procurador-geral, detalhando o convite para o evento e a lista de autoridades presentes, e situou o caso na crise entre ministros do Supremo em torno do relatório. Veículos de esquerda também trataram o tema em tom descritivo, mas deram mais relevo aos trechos que citam o filho de Gonet e à conversa atribuída a Alexandre de Moraes, além de lembrar que o procurador-geral pediu a nulidade da investigação horas depois da divulgação. Veículos de direita não publicaram cobertura própria do caso até o momento; o pedido que originou a discussão, porém, partiu de deputados do partido Novo.
Ainda não se sabe qual será a posição do relator nem se o conselho verá elementos suficientes para questionar a atuação de Gonet. O procedimento tramita sob sigilo, e a íntegra dos dados extraídos do celular de Vorcaro segue em disputa no Supremo.
A apuração está sob relatoria do conselheiro Francisco de Assis Sanseverino

Procurador-geral afirma ter encontrado ex-banqueiro uma única vez e classifica ligação intermediada por advogado como breve e banal.

Reunião está marcada para 25 de setembro e discutirá se menções ao procurador-geral da República afetam sua imparcialidade no caso Banco Master

Em umamanifestação de 37 páginas, procurador-geral afirma que esteve com Vorcaro uma única vez e diz que encontro ocorreu quando não havia ainda informações sobre irregularidades
