Lula tende a faltar ao debate presidencial de 1º de outubro, dizem aliados
5 veículos de esquerda · 9 veículos de centro · 1 veículo de direita

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não confirmou presença no debate presidencial de 1º de outubro, o último antes do primeiro turno de 4 de outubro, e aliados indicam que a tendência é de ausência. O senador Flávio Bolsonaro (PL) confirmou que irá e desafiou Lula publicamente. O presidente do PT, Edinho Silva, condicionou a ida a um formato que permita confronto direto, e as regras preveem lugar vazio com o nome do ausente.
Pela leitura de veículos de esquerda, a decisão de Lula é tática: a campanha avalia se o debate, com formato engessado e vários adversários contra um único candidato de esquerda, ajuda a conquistar indecisos ou vira armadilha. Aliados do presidente tratam o desafio de Flávio Bolsonaro como provocação e defendem guardar o confronto direto para um eventual segundo turno.
Na leitura de veículos de direita, Lula foge do confronto: depois de faltar aos debates anteriores, a campanha prefere manter o presidente em formatos controlados, como podcasts, enquanto Flávio Bolsonaro se apresenta disposto a debater e cobra a presença do adversário. A cadeira vazia prevista nas regras vira símbolo da ausência.
15 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
Lula ainda não confirmou se irá ao debate presidencial de 1º de outubro, o último antes do primeiro turno. Flávio Bolsonaro confirmou presença e desafiou o petista, enquanto o PT condiciona a ida ao formato. Esquerda, centro e direita leram o impasse de formas diferentes.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, candidato à reeleição, ainda não confirmou se participará do debate presidencial marcado para quinta-feira, 1º de outubro, às 21h20. É o último encontro televisionado antes do primeiro turno, em 4 de outubro. Aliados do presidente indicam que a tendência é de ausência, mas a campanha evita anunciar a decisão formalmente.
O gatilho da discussão foi o senador Flávio Bolsonaro, do PL, principal adversário de Lula nas pesquisas. No domingo, 27 de setembro, depois de uma carreata em Goiânia, ele anunciou que irá ao debate mesmo sem o petista e desafiou Lula a comparecer. Até então, nenhum dos dois havia participado de debates nesta campanha, e um encontro previsto para 27 de setembro em outra emissora acabou cancelado pela ausência de ambos.
Na segunda-feira, 28, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou em entrevista a uma rádio que, mantido o formato, Lula não irá e ficará esperando o segundo turno. Segundo ele, o presidente quer confrontar Flávio, mas não num modelo em que faz uma pergunta e espera meia hora pela seguinte. Foram convidados quatro candidatos: Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, do PSD, e Augusto Cury, do Avante. As regras preveem que, se alguém faltar, seu lugar fique vazio, identificado com o nome, e que os presentes possam dirigir uma pergunta ao ausente. A organização também admitiu convidar outro candidato em caso de desistência, sem inclusão automática.
As pesquisas ajudam a explicar o peso da decisão. A Quaest divulgada em 28 de setembro mostrou Lula com 39% e Flávio com 34% no primeiro turno, e empate em 42% no segundo. A Nexus, também no dia 28, registrou 42% a 37% no primeiro turno e empate técnico no segundo.
A cobertura de centro relatou uma campanha dividida. Parte da coordenação defende a ida por causa do empate técnico e da provocação de Flávio. Lula, segundo relatos de bastidor, teme virar alvo de todos os adversários, cita precedentes de candidatos que venceram faltando a debates e se irrita com a perspectiva de ter trechos recortados nas redes. O ex-ministro Camilo Santana chegou a dizer que Lula vai participar, e a agenda do presidente para o dia do debate segue bloqueada.
Veículos de esquerda destacaram o cálculo estratégico: o formato, com um único candidato de esquerda diante de três adversários, e a chance de alcançar eleitores indecisos. Deram espaço ao coordenador da campanha em São Paulo, Marco Aurélio de Carvalho, que disse não ver sentido em Lula debater com Flávio no primeiro turno e dirigiu ataques pessoais ao senador. Uma coluna do mesmo campo relatou, ao contrário, que a cúpula petista preparava perguntas duras para Flávio.
Veículos de direita enfatizaram que Lula fica fora de mais um confronto direto e que a campanha estuda uma participação em programas de podcast no mesmo horário, em formato definido por ela. Deram destaque à cadeira vazia e à cobrança pública feita por Flávio.
Ainda não se sabe se Lula fará uma aparição de última hora, se a organização convidará outro candidato, como Renan Santos, do Missão, para ocupar a vaga, nem qual será o efeito da ausência sobre os eleitores indecisos na reta final.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.