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Duas pesquisas de intenção de voto divulgadas em 27 e 28 de julho de 2026 mediram a disputa pelas duas vagas de senador do Rio de Janeiro e apontaram os mesmos dois líderes, em ordem invertida. O levantamento Genial/Quaest dá 11% a 12% a Benedita da Silva (PT) contra 8% a 9% de Marcelo Crivella (Republicanos); o Real Time Big Data mostra Crivella com 17% a 19% e Benedita com 14% a 15%, diferença que cabe na margem de erro. A mesma rodada trouxe cenários para Paraná, Pará e Acre. Em todos os estados, o bloco de indecisos, brancos e nulos rivaliza com os primeiros colocados.
Duas pesquisas de intenção de voto divulgadas em 27 e 28 de julho de 2026 puseram a disputa pelas duas vagas de senador do Rio de Janeiro no centro do noticiário eleitoral, com um quadro que segue aberto. No levantamento Genial/Quaest, apresentado na segunda-feira, a deputada federal e ex-governadora Benedita da Silva (PT) aparece à frente, com 11% no primeiro cenário e 12% no segundo, seguida pelo ex-prefeito do Rio Marcelo Crivella (Republicanos), com 8% e 9%. Um dia depois, a pesquisa Real Time Big Data inverteu a ordem: Crivella soma 17% no primeiro cenário e 19% no segundo, contra 14% e 15% de Benedita, distância que cabe na margem de erro de dois pontos percentuais.
As duas pesquisas estão registradas no Tribunal Superior Eleitoral. A primeira, encomendada por uma corretora de investimentos, ouviu 1.200 eleitores fluminenses entre 21 e 25 de julho, com margem de três pontos percentuais. A segunda entrevistou 2.000 pessoas entre 23 e 27 de julho, com margem de dois pontos e custo de 30 mil reais pagos com recursos próprios do instituto. Neste ano cada estado elege dois senadores, e os institutos perguntaram pela primeira e pela segunda escolha do eleitor, somando as citações recebidas por cada nome. Logo atrás dos líderes aparecem, em faixas próximas, o senador Carlos Portinho (PL), o deputado Pedro Paulo (PSD) e Márcio Canella (União).
A mesma rodada de levantamentos alcançou outros estados. No Paraná, o ex-senador Álvaro Dias (MDB) lidera com 20%, enquanto Alexandre Curi (PSD), Deltan Dallagnol (Novo) e Gleisi Hoffmann (PT) empatam com 10% cada e Filipe Barros (PL) marca 8%. No Pará, Helder Barbalho (MDB) tem 21% e Éder Mauro (PL), 14%, com o quadro estável nos quatro cenários testados. No Acre, o ex-governador Gladson Cameli (PP) foi citado por 25% dos entrevistados, mesmo patamar que o senador Márcio Bittar (PL) alcança quando Cameli é retirado da simulação.
A cobertura de centro, que reúne a maior parte das matérias, concentrou-se na metodologia e no tamanho da indefinição. No levantamento de segunda-feira, os indecisos somam 22% no Rio e os que declaram voto branco, nulo ou abstenção chegam a 37%, um bloco maior do que o de qualquer candidato testado. Essa cobertura também recuperou o episódio que redesenhou a disputa fluminense: em 28 de maio, Cláudio Castro (PL) desistiu de concorrer ao Senado depois de ser declarado inelegível por oito anos, por abuso de poder político e econômico na eleição de 2022, e o partido indicou Carlos Portinho para a vaga. As acusações, apresentadas pelo Ministério Público Eleitoral e pela coligação adversária, incluem o uso de uma fundação estadual com finalidade eleitoral e a manutenção de uma folha de pagamento secreta com 18 mil contratados sem concurso.
Veículos de direita deram destaque à disputa paranaense, enfatizando o empate técnico pela segunda vaga entre nomes do campo conservador e a presença de um ex-procurador da Lava Jato entre os mais citados, num estado em que quase metade do eleitorado ainda não escolheu. No conjunto de matérias reunidas até aqui não há cobertura de veículos de esquerda. O ângulo que esse campo costuma enfatizar, o desempenho da candidata do PT no Rio e o peso de uma inelegibilidade por abuso de poder econômico, aparece nos números e no histórico do caso, mas ainda sem enquadramento próprio.
O que permanece em aberto é quem de fato larga na frente. Os dois institutos divergem sobre a ordem no Rio, e nenhuma das candidaturas está formalizada, já que todos os nomes testados seguem como pré-candidatos. Também não se sabe como se distribuirá o eleitorado indeciso, que em um dos cenários supera a soma dos dois primeiros colocados, nem se os quadros do Paraná, do Pará e do Acre se sustentam quando os partidos confirmarem seus candidatos. Nenhuma das matérias traz explicação para a diferença entre os dois levantamentos fluminenses nem manifestação dos citados.
Toda a cobertura trata a disputa pelas duas vagas do Rio como indefinida: Benedita da Silva e Marcelo Crivella são os dois nomes mais citados em qualquer cenário, a diferença entre eles cabe na margem de erro e o bloco de indecisos, brancos e nulos é grande o bastante para virar o quadro. Há convergência também sobre a metodologia, com amostra, período de campo e registro no TSE informados em todas as matérias.
7 fontes políticas
Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Texto factual: lista os percentuais de cada pré-candidato nos dois cenários e informa amostra, período, margem e número de registro. O bloco 'Situação de Castro' relata a decisão do TSE e as acusações do Ministério Público Eleitoral em linguagem processual, atribuindo cada alegação a quem a fez, sem endossar. Não há vocabulário de proteção social nem de livre iniciativa que sustente enquadramento à esquerda ou à direita.
Perspectivas omitidas
Registro seco de dados: Gladson Cameli citado por 25% e Márcio Bittar liderando com os mesmos 25% no cenário sem Cameli. Informa custo, financiamento com recursos próprios e protocolo no TSE. Nenhuma escolha lexical favorece campo político; o texto não avalia os candidatos, apenas os enumera.
Perspectivas omitidas
Descrição paritária dos dois cenários, com todos os nomes testados e seus percentuais, incluindo os que marcam 1%. Usa 'tecnicamente empatados' com critério estatístico explícito e informa margem de dois pontos. O título anuncia liderança de Crivella e Benedita e o corpo entrega exatamente isso. Ausência de adjetivação ideológica sustenta o enquadramento de centro.
Perspectivas omitidas
Espelho AMP do mesmo texto factual sobre a pesquisa fluminense. O julgamento acompanha o original: enumeração de percentuais nos dois cenários, metodologia declarada e relato processual do caso que tirou Cláudio Castro da disputa, sempre atribuído ao Ministério Público Eleitoral e ao TSE. Sem enquadramento ideológico próprio.
Perspectivas omitidas
Relato factual do empate dentro da margem entre Crivella e Benedita, com metodologia, custo e registro no TSE declarados. A troca do cargo pelo epíteto religioso ao chamar Crivella de 'o bispo da Igreja Universal do Reino de Deus' e da adversária de 'a petista' é característica de estilo, não enquadramento ideológico sustentado: nenhum dos dois recebe juízo de valor no texto.
Perspectivas omitidas
O texto percorre os quatro cenários listando todos os testados, inclusive os que não pontuaram, e destaca a fatia de indecisos e de brancos e nulos em cada um. Nenhum candidato recebe adjetivo valorativo e a oscilação entre cenários é apresentada como variação estatística. Padrão factual de agência, sem marcadores lexicais de esquerda ou de direita.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar de o veículo ter perfil editorial à direita, a matéria é enumeração factual dos três cenários (Álvaro Dias 20%, Curi, Dallagnol e Gleisi Hoffmann com 10% cada) sem adjetivação, sem vocabulário valorativo e sem hierarquizar candidatos por campo ideológico. Fecha com metodologia e número de registro na Justiça Eleitoral, padrão de agência.

A corrida pelas duas vagas ao Senado no Paraná segue indefinida, de acordo com a nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta

Levantamento ouviu 1.200 eleitores entre os dias 21 e 25 de julho e simula diferentes combinações de pré-candidatos.

Levantamento Real Time Big Data entrevistou 1.600 eleitores de 22 a 25 de julho; margem de erro é de 2 p.p.. Leia no Poder360.

Carlos Portinho, Pedro Paulo e Márcio Canella aparecem empatados na disputa pelo 3º lugar das intenções de voto dos fluminenses

Levantamento ouviu 1.200 eleitores entre os dias 21 e 25 de julho e simula diferentes combinações de pré-candidatos.

Levantamento da Real Time Big Data entrevistou 2.000 pessoas com 16 anos ou mais no Rio de Janeiro. Leia no Poder360.

Levantamento ouviu 900 pessoas entre os dias 21 e 25 de julho; margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos
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Perspectivas omitidas



