Supremo Tribunal Federal teme impeachment de ministros com 49 senadores
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Integrantes da cúpula do Judiciário classificaram como 'massacre' o resultado do primeiro turno das eleições de 2026, em que o Senado elegeu uma bancada ampla favorável ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Até o momento, apenas um veículo cobriu o caso.
Sob o prisma da direita, o resultado é lido como revolta do eleitor contra o sistema e contra um Supremo cercado por suspeitas, que abre espaço para limitar o poder dos ministros e para a controle institucional. Esta leitura é sintetizada a partir dos fatos da cobertura de centro; nenhum veículo de direita cobriu o caso.
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O avanço da bancada bolsonarista no Senado deixou ministros do Supremo Tribunal Federal em alerta. Com 49 senadores favoráveis ao impeachment de ministros, a Corte teme o avanço de mais de 100 pedidos de afastamento e um tema que deve marcar o segundo turno.
O resultado do primeiro turno das eleições de 2026 foi considerado um 'massacre' por integrantes da cúpula do Poder Judiciário. O motivo é o avanço da bancada bolsonarista no Senado, que deixou ministros do Supremo Tribunal Federal e de tribunais superiores em alerta com o risco de prosperarem os mais de 100 pedidos de impeachment contra ministros da Corte.
Até o momento, apenas um veículo cobriu o caso, relatando que foram eleitos 33 novos senadores que defendem abertamente o afastamento de ministros do Supremo. Com isso, a chamada bancada pró-impeachment chega a 49 integrantes. O número é mais pessimista do que o projetado internamente pelo STF em julho, quando se estimavam 40 senadores. Ainda assim, fica abaixo dos 54 votos que o ministro Gilmar Mendes estabeleceu, em liminar de dezembro de 2025, como quórum necessário para afastar um ministro. Essa liminar, segundo a reportagem, nunca foi submetida a referendo do plenário.
A cobertura relata que o resultado concretizou o maior receio do presidente do STF, Edson Fachin, com as investigações do caso Banco Master: o de que, sem autocontenção, o Judiciário seria contido por um poder externo. O caso trouxe à tona conexões pessoais e financeiras do banqueiro Daniel Vorcaro com os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques. Moraes é o principal alvo dos pedidos de impeachment, por relatar as investigações contra Jair Bolsonaro e aliados e pelas relações de sua mulher com Vorcaro.
Fontes ouvidas sob reserva deram leituras duras. Um interlocutor próximo de Moraes disse que 'foi uma revolta contra o sistema'. Um ministro de tribunal superior afirmou que o 'eleitor puniu o presidente Lula pela crise ética do STF', e outro resumiu que 'o STF foi derrotado, mas o PT foi humilhado'. A onda conservadora também derrotou nomes do campo progressista, como Benedita da Silva, Randolfe Rodrigues e Manuela d'Ávila.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, buscou baixar a temperatura. Disse que a discussão sobre impeachment dependerá do Senado, que os senadores têm independência e que não interessa 'pôr fogo no país'.
A reportagem aponta que o tema deve marcar o segundo turno. Lula afirmou que carrega nas costas 'a promiscuidade' estabelecida na Suprema Corte depois das denúncias e defendeu definir com concretude os critérios para escolher ministros. O candidato do PL, Flávio Bolsonaro, que é alvo de inquérito no STF por US$ 12,3 milhões recebidos de Vorcaro, propõe limitar decisões monocráticas e acabar com as competências criminais originárias do Supremo, o que levaria o julgamento de parlamentares e autoridades a instâncias inferiores. Os detalhes dessa proposta não foram divulgados.
Como há um único veículo na cobertura, não é possível comparar enquadramentos de esquerda, centro e direita. O que ainda não se sabe é se a bancada de 49 senadores vai de fato avançar com os pedidos, se alcançará os 54 votos citados por Gilmar Mendes e como o Senado conduzirá o tema.
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