
Augusto Cury chega a 11% e nega compra dos 2 milhões de seguidores
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O escritor e médico psiquiatra Augusto Cury, candidato à Presidência pelo Avante, saltou de 2% para 11% das intenções de voto no levantamento BTG/Nexus divulgado em 31 de agosto de 2026, marcou 11% no Real Time Big Data e 10% na Quaest, ficando em terceiro lugar atrás de Luiz Inácio Lula da Silva e de Flávio Bolsonaro. O avanço veio depois de um crescimento atípico nas redes sociais: segundo o Instituto Democracia em Xeque, foram quase 2,5 milhões de novos seguidores no Instagram entre 16 e 29 de agosto. Campanhas adversárias avaliam acionar o Tribunal Superior Eleitoral para apurar se houve contratação irregular de influenciadores, prática vedada pela legislação eleitoral. A campanha nega e diz ter investido entre R$ 20 mil e R$ 50 mil na frente digital.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
O escritor e médico psiquiatra Augusto Cury, candidato à Presidência pelo Avante, saltou de 2% para 11% das intenções de voto no levantamento BTG/Nexus divulgado em 31 de agosto de 2026, marcou 11% no Real Time Big Data e 10% na Quaest, ficando em terceiro lugar atrás de Luiz Inácio Lula da Silva e de Flávio Bolsonaro.
Direita
Augusto Cury cresceu por fora da máquina partidária e das estruturas milionárias de marketing, e a primeira reação dos adversários foi cogitar levar o caso ao Tribunal Superior Eleitoral. O candidato do Avante classificou como absurda a acusação de compra de seguidores, disse ter investido entre R$ 20 mil e R$ 50 mil na frente digital, contra dezenas de milhões dos concorrentes, e atribuiu o avanço ao cansaço do eleitorado com a polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.
8 fontes políticas
Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Cobertura técnica e neutra: apresenta a peça de propaganda do candidato, os percentuais de primeiro e segundo turno, o recorte do eleitorado independente e a ficha metodológica completa, com amostra, período de campo, margem de erro e número de registro no Tribunal Superior Eleitoral.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Metade do texto é a defesa do candidato reproduzida em citação longa, com a suspeita atribuída de forma vaga a integrantes de campanhas adversárias e sem os números que a sustentam. O enquadramento privilegia a versão de mobilização espontânea e a leitura de que a Justiça Eleitoral estaria sendo acionada por rivais, alinhado ao repertório de direita sobre uso político das instituições.
Augusto Cury saltou de 2% para 11% das intenções de voto em uma semana, depois de um crescimento atípico no Instagram. Campanhas adversárias suspeitam de contratação irregular de influenciadores e avaliam acionar o Tribunal Superior Eleitoral. O candidato do Avante fala em movimento espontâneo e diz ter investido entre R$ 20 mil e R$ 50 mil na frente digital.
O escritor e médico psiquiatra Augusto Cury, candidato à Presidência da República pelo Avante, tornou-se o principal fato novo da corrida eleitoral de 2026 ao saltar de 2% para 11% das intenções de voto na pesquisa BTG/Nexus divulgada em 31 de agosto. Na sequência, o levantamento Real Time Big Data também registrou 11%, e a pesquisa Quaest, feita entre 30 de agosto e 1º de setembro com 2.004 eleitores e margem de erro de 2 pontos percentuais, apontou 10%. Em todos os cenários, Cury aparece em terceiro lugar, atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Flávio Bolsonaro. Um quarto instituto, a AtlasIntel, mediu 7,8%.
A escalada acompanhou um crescimento atípico nas redes sociais. Segundo relatório do Instituto Democracia em Xeque, entre 16 e 29 de agosto o candidato do Avante ganhou quase 2,5 milhões de seguidores no Instagram, com pico de 1,2 milhão em um único dia, 27 de agosto. No mesmo período, Flávio Bolsonaro somou cerca de 280 mil, Renan Santos, do Missão, 158 mil, e Lula, quase 100 mil. As menções ao nome de Cury cresceram mais de 1000% em uma semana.
A cobertura de centro relatou que campanhas adversárias avaliam ingressar com ação no Tribunal Superior Eleitoral para investigar se houve contratação irregular de influenciadores, prática vedada pela legislação eleitoral, que proíbe pagar pessoas físicas ou jurídicas para fazer propaganda de candidato na internet. Essa mesma cobertura apurou que vários perfis que passaram a publicar vídeos de apoio não tinham histórico recente de conteúdo político, e listou páginas de fofoca e de notícias regionais entre as que impulsionaram o nome do escritor. O padrão descrito repete o de casos anteriores de alavancagem irregular de figuras políticas.
Veículos de direita enfatizaram a resposta do candidato, que classificou como absurda a hipótese de compra de seguidores e invocou a própria trajetória profissional para rejeitar a suspeita, apresentando o episódio como mobilização espontânea de eleitores cansados da polarização. Nesse enquadramento, o recurso à Justiça Eleitoral aparece como tentativa de adversários de conter um concorrente que cresceu sem a estrutura dos partidos tradicionais. O marqueteiro da campanha, Sergio Lima, afirmou que a estratégia foi conversar com perfis pequenos e com eleitores indecisos, e o próprio Cury disse ter investido entre R$ 20 mil e R$ 50 mil na frente digital, contra dezenas de milhões dos rivais.
Nenhum veículo de esquerda do conjunto analisado cobriu o caso até o momento. A leitura provável desse lado, a partir dos fatos já reportados, ligaria o fenômeno ao poder econômico: Cury é o presidenciável com o maior patrimônio declarado à Justiça Eleitoral, mais de R$ 242 milhões, e o episódio reforçaria a cobrança por regulação das plataformas e por transparência sobre o dinheiro que circula fora da propaganda oficial.
Os relatos convergem no contexto. O debate televisivo entre presidenciáveis em 23 de agosto, do qual Cury quase desistiu diante da ausência de três adversários, foi o marco inicial da curva de seguidores. Em 29 de agosto, uma sabatina em rede nacional rendeu memes a propostas como usar drones para socorrer mulheres em situação de violência, empregar influenciadores em embaixadas e criar um Ministério da Inteligência Artificial. O cientista político Jorge Chaloub, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, avalia que o candidato explora uma posição ideológica ambígua, entre a direita e o discurso de autoajuda, e se beneficia da rejeição a Lula e a Flávio Bolsonaro. Renan Santos atribuiu o crescimento a eleitores despolitizados, e Ronaldo Caiado criticou a inexperiência de alguns concorrentes sem citar nomes.
O que ainda não se sabe é se alguma campanha efetivamente protocolou representação no Tribunal Superior Eleitoral, se existe prova documental de pagamento a influenciadores, quanto exatamente foi gasto na campanha digital do Avante e se o desempenho se sustenta nas próximas rodadas de pesquisa. Também não há confirmação sobre a existência de qualquer articulação envolvendo o influenciador Pablo Marçal, hipótese levantada por adversários e negada pela campanha.
Toda a cobertura registra os mesmos fatos: Augusto Cury saltou para a faixa de 10% a 11% das intenções de voto em quatro institutos diferentes, ganhou milhões de seguidores no Instagram em poucos dias, adversários levantaram suspeita sobre a origem desse crescimento e a campanha nega qualquer irregularidade.

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Candidato do Avante à Presidência explora rejeição à polarização e chega a 10% das intenções de voto na Quaest. Leia no Poder360.

O candidato do Avante ganhou mais de 2 milhões de seguidores no Instagram em poucos dias e viu o número de menções a ele crescer mais de 1000% em uma só semana.

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Candidato do Avante disse que só investiu entre R$ 20 mil e R$ 50 mil na sua campanha digital
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas



