Dark Horse: despesas com ator de Jair Bolsonaro passam de R$ 800 mil
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Documentos entregues à Polícia Federal indicam que a Go Up Entertainment, produtora de Dark Horse, gastou mais de R$ 800 mil com hospedagem, segurança e a peruca de Jim Caviezel, intérprete de Jair Bolsonaro. As despesas integram a investigação sobre o financiamento do filme no caso Banco Master. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, retirou o sigilo dos autos em 11 de setembro de 2026.
A divulgação dos gastos de Dark Horse amplia as dúvidas sobre uma estrutura financeira ligada à família Bolsonaro e ao Banco Master. O fundo Havengate Development Fund LP ficou anos sem atividade antes de receber US$ 12,3 milhões relacionados ao filme, enquanto a Polícia Federal investiga corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e possível uso de recursos públicos.
Uma leitura de direita pode enfatizar que a investigação de Dark Horse deve seguir documentos, competência judicial e presunção de inocência. Flávio e Eduardo Bolsonaro negam irregularidades, a produtora afirma ter usado recursos privados e uma perícia contratada pela defesa declarou não ter encontrado dinheiro público no material examinado.
5 fontes políticas
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
As coberturas concordam que documentos do inquérito registram mais de R$ 800 mil em hospedagem, segurança e figurino e que a Polícia Federal ainda apura a origem e o destino do financiamento de Dark Horse.
Notas fiscais e comprovantes entregues à Polícia Federal detalham despesas da produtora de Dark Horse com Jim Caviezel, intérprete de Jair Bolsonaro. Os autos, liberados pelo Supremo Tribunal Federal, integram a apuração sobre a origem, o trânsito e o destino do dinheiro usado no filme.
Notas fiscais e comprovantes bancários entregues à Polícia Federal indicam que a Go Up Entertainment, produtora de Dark Horse, gastou mais de R$ 800 mil com hospedagem, segurança e o figurino de Jim Caviezel, ator que interpreta Jair Bolsonaro. Os documentos fazem parte da investigação sobre o financiamento do filme no caso Banco Master e se tornaram públicos após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, retirar o sigilo dos autos em 11 de setembro de 2026.
A maior parcela identificada corresponde a R$ 732 mil em diárias de Caviezel, agentes e segurança particular em um hotel de São Paulo. Outros R$ 82 mil foram destinados a uma empresa de segurança privada, e R$ 10 mil pagaram o aluguel da peruca usada pelo protagonista. Há ainda registro de passagem aérea, serviços de beleza e apliques. Uma transferência de R$ 298.350,49 ao hotel, descrita como hospedagem, gorjetas e massagens, não tem nota fiscal correspondente nos arquivos consultados. As matérias não esclarecem se esse pagamento está dentro do total das diárias ou se deve ser somado a ele.
A investigação busca ligar essas despesas à origem do dinheiro. Documentos policiais apontam que empresas associadas a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, enviaram ao menos US$ 12,3 milhões ao Havengate Development Fund LP, nos Estados Unidos. Parte das coberturas relata mensagens nas quais Flávio Bolsonaro acompanhava repasses e Eduardo Bolsonaro orientava a movimentação dos recursos no exterior. A polícia quer identificar a origem, o trânsito, o destino e os beneficiários finais, além de verificar suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e eventual uso de verbas públicas.
As coberturas convergem sobre os valores constantes dos documentos e sobre o caráter ainda inconcluso da apuração. Flávio e Eduardo Bolsonaro negam irregularidades. A produtora afirma que o filme recebeu recursos privados, e uma perícia contratada por sua defesa declarou não ter encontrado dinheiro público nos documentos examinados. Essa análise, porém, ficou restrita ao material entregue pelos próprios contratantes. Um produtor da empresa nos Estados Unidos também recusou o envio direto de arquivos mantidos no país, alegando que a entrega depende dos canais de cooperação jurídica e de ordem judicial americana.
Veículos de esquerda destacaram a inatividade anterior do fundo Havengate, o envolvimento dos integrantes da família Bolsonaro nas negociações e a diferença entre os aportes previstos e custos usuais de produções brasileiras. Nesse enquadramento, os gastos chamativos são parte de uma estrutura financeira que exige maior escrutínio público. A cobertura de centro relatou os documentos, discriminou as despesas e apresentou as negativas dos investigados, preservando a distinção entre indícios e conclusões.
Não houve artigo classificado à direita entre os textos mantidos no cluster. Portanto, não há base para dizer que veículos de direita enfatizaram um ângulo próprio. A leitura provável desse campo, construída apenas com fatos da cobertura de centro, ressalta a presunção de inocência, a necessidade de seguir os procedimentos de cooperação internacional e a importância de julgar a origem dos recursos com base no conjunto documental.
Ainda não se sabe se o pagamento de R$ 298.350,49 se sobrepõe às notas de hospedagem, por que contratos de profissionais estrangeiros não estavam no material liberado nem qual será a conclusão sobre a origem do dinheiro. Também permanece em aberto se houve recurso público, vantagem ligada a cargo político ou crime na movimentação internacional. Essas respostas dependem da continuidade da investigação.
Valores constam em notas fiscais do processo no STF (Supremo Tribunal Federal), sob relatoria do ministro André Mendonça, que investiga crimes no financiamento da obra

Outro pagamento de R$ 298 mil reúne hospedagem, gorjetas e massagens de Jim Caviezel, intérprete do ex-presidente


A queda do sigilo de documentos sobre o caso Banco Master expõe novos detalhes da estrutura financeira, colocando em xeque a versão de Flávio.

Americano Jim Caviezel, que interpreta Jair Bolsonaro, ficou hospedado no hotel Unique, na zona sul de São Paulo
