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Uma perícia privada contratada pela defesa da Go Up Entertainment afirma que o filme 'Dark Horse', cinebiografia de Jair Bolsonaro, custou cerca de R$ 75 milhões (US$ 13,4 milhões) e não usou recursos públicos, incentivos fiscais ou Lei Rouanet. O laudo aponta o fundo norte-americano Havengate, com contrato de 24 de fevereiro de 2025, como origem do aporte, mas não detalha a procedência do dinheiro, alegando sigilo por cláusulas da LGPD. A produtora é alvo de investigação por suspeita de desvio em um contrato de R$ 108 milhões da Prefeitura de São Paulo para wi-fi público, e o caso ganhou repercussão após áudios em que o senador Flávio Bolsonaro cobra repasse do banqueiro Daniel Vorcaro. A estreia, prevista para 11 de setembro, pode ser adiada para depois das eleições.
Uma perícia privada contratada pela defesa da Go Up Entertainment, produtora do filme 'Dark Horse', concluiu que a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro custou cerca de R$ 75 milhões, o equivalente a US$ 13,4 milhões, e que não foram usados recursos públicos, incentivos fiscais ou a Lei Rouanet. O laudo, assinado pelo Instituto de Perícia Investigativa, foi anexado a um inquérito que apura suposto desvio de verba pública na produção.
A cobertura de centro relatou que o documento soma os gastos no Brasil e nos Estados Unidos e aponta o fundo norte-americano Havengate, com contrato firmado em 24 de fevereiro de 2025, como origem do aporte que financiou a obra. O mesmo material, porém, não detalha de onde vieram os recursos, sob alegação de sigilo por cláusulas da Lei Geral de Proteção de Dados. A produtora é alvo da Operação Wi-Fi Livre, que investiga possível desvio em um contrato de R$ 108 milhões entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina Ferreira da Gama, dona da produtora.
O caso ganhou peso político depois do vazamento de áudios em que o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, cobra repasses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar o filme. Embora a perícia tenha apontado R$ 75 milhões como gasto total, as tratativas reveladas pela imprensa mencionavam até R$ 134 milhões. A Polícia Federal apura ainda se valores de Vorcaro teriam custeado despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, onde o fundo Havengate seria administrado por advogado a ele ligado.
Veículos de esquerda enfatizaram que a perícia foi contratada pela própria defesa e funciona como blindagem antecipada, já que não esclarece a origem do dinheiro nem cita o nome de Vorcaro. Destacaram também que o PT pediu ao Supremo Tribunal Federal a investigação por suspeita de caixa dois e uso eleitoral da obra, e que a empresária responde por contratos suspeitos com a gestão do prefeito Ricardo Nunes. Um veículo de esquerda noticiou ainda que Karina obteve medida protetiva contra o ex-marido, episódio pessoal que se somou à exposição em torno do caso.
A defesa, por sua vez, sustenta que toda a produção foi feita com recursos privados, comprovados por contratos, extratos e documentos de remessa, e que o objetivo do projeto é concorrer ao Oscar. Flávio Bolsonaro afirmou que transformaram um projeto cultural em narrativa política por causa da pré-candidatura, e tanto ele quanto Eduardo negam irregularidades. O advogado Ricardo Sayeg recomendou adiar a estreia, originalmente marcada para 11 de setembro, para depois das eleições, a fim de evitar que o longa seja associado à disputa eleitoral.
O que ainda não se sabe é a origem real do dinheiro que financiou o filme, já que o laudo se limita aos documentos apresentados pela defesa e não identifica os destinatários finais dos recursos. Também permanece em aberto se a Polícia Federal conseguirá quebrar o sigilo do fundo Havengate, se houve de fato desvio do contrato municipal de wi-fi e se a estreia será adiada.
Todos os lados reconhecem que a perícia da defesa declarou custo total de cerca de R$ 75 milhões e que o filme é alvo de investigação por suspeita de desvio de verba pública em São Paulo.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O ICL Notícias (veículo de esquerda) reproduz reportagem da Folhapress com forte base factual: valores do laudo, conexão com o Havengate, Eduardo Bolsonaro e a suspeita de desvio. O enquadramento dá peso às investigações e à hipótese de uso eleitoral, alinhado à cobertura de esquerda, mas mantém precisão nos dados.
Perspectivas omitidas
O DCM (veículo de esquerda) usa título sensacionalista ('vida louca') e enquadra a produtora de forma crítica, enfatizando a ligação com Bolsonaro, Vorcaro e a investigação por desvio. Tom editorializado típico de cobertura à esquerda, ainda que o núcleo factual da medida protetiva e da investigação esteja documentado.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Texto da CNN apresenta os fatos com paridade: relata o laudo da defesa, mas pondera que o documento não revela a origem dos recursos e detalha a operação Wi-Fi Livre, os áudios de Flávio e a suspeita sobre o fundo Havengate. Vocabulário neutro, sem enquadramento valorativo.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

Produtora de "Dark Horse" afirma que filme sobre Bolsonaro custou R$ 75 milhões com recursos privados e avalia adiar a estreia.

Produtora de "Dark Horse", filme sobre Bolsonaro, Karina Gama obtém medida protetiva contra ex-marido em São Paulo.

Serviço de perícia contratado pela defesa da Go Up Entertainment, investigada por possível desvio de dinheiro público em SP, afirma que aporte veio do fundo Havengate
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