
Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.

Levantamento da Folha a partir de dados da Receita Federal enviados à CPI do Crime Organizado mostra que, das dez empresas que mais receberam pagamentos do Banco Master entre 2022 e 2025 (R$ 1,2 bilhão no total), quatro apresentam sinais de empresa de fachada ou cadastros inconsistentes, cinco têm ligação com a cúpula do banco e uma é o escritório da mulher do ministro Alexandre de Moraes, do STF. O Master, de Daniel Vorcaro, disse que não comentaria.
Um levantamento da Folha a partir de dados da Receita Federal enviados à CPI do Crime Organizado revelou que, das dez empresas que mais receberam pagamentos do Banco Master entre 2022 e 2025, quatro apresentam sinais de empresa de fachada ou cadastros inconsistentes. As dez companhias somaram R$ 1,2 bilhão em transações que o banco, de Daniel Vorcaro, classificou como serviços prestados. A apuração foi reproduzida tanto pela reportagem original de centro quanto por veículos de esquerda que republicaram o material da Folhapress.
A cobertura de centro relatou, empresa por empresa, o ranking dos maiores recebedores. No topo está a Ouro Negro, com quase R$ 220 milhões, cujo diretor é irmão de um advogado preso na operação Compliance Zero, apontado como operador da estrutura do banco. Em segundo, a Terra Firme, de um ex-sócio do Master que também chegou a ser preso. Quatro firmas (Mídias Promotora, Telure, Metanoein e Nanook) têm características típicas de fachada: telefones genéricos como (11) 1111-1111, emails do tipo contato@contato.com, endereços em bairros periféricos e sócios que chegaram a receber auxílio emergencial na pandemia. Outras cinco companhias têm ligação direta com ex-sócios ou pessoas da cúpula do próprio banco.
Todos os lados convergem nos fatos centrais da apuração: os valores movimentados, os sinais de fachada, o uso de Sociedades em Conta de Participação (SCPs) que permitem sócios ocultos, e o aparecimento do escritório Barci de Moraes, da mulher do ministro Alexandre de Moraes, do STF, em nono lugar, com mais de R$ 80 milhões recebidos. Também há consenso de que a Mídias Promotora foi alvo de busca e apreensão em operação que investiga a aplicação de R$ 3 bilhões do Rioprevidência, fundo de pensão dos servidores do Rio de Janeiro, no Master. O banco, procurado, informou que não iria se manifestar.
Veículos de esquerda enfatizaram a dimensão de vulnerabilidade e de risco ao dinheiro público: pessoas que receberam auxílio emergencial aparecem como diretoras de empresas que movimentaram dezenas de milhões, sugerindo o uso de laranjas, e recursos de um fundo de pensão público foram canalizados para o banco. Para essa cobertura, o caso evidencia a fragilidade da fiscalização sobre o sistema financeiro privado e a necessidade de regulação estatal mais firme sobre estruturas societárias opacas. Veículos de direita, por sua vez, enfatizaram a responsabilidade individual de operadores e ex-sócios do banco, vários já presos ou com tornozeleira eletrônica, e cobraram accountability institucional, dando peso especial ao constrangimento do escritório da mulher de um ministro do STF figurar entre os maiores beneficiários.
As partes envolvidas, quando localizadas, negaram irregularidades. A MDSV afirmou que presta assessoria financeira conforme as práticas de mercado e que sua atuação ajudou o banco a captar mais de R$ 2 bilhões. Advogados de outros citados invocaram medidas cautelares e a legalidade das movimentações. Várias empresas e assessorias, porém, não responderam às tentativas de contato feitas pela reportagem em diferentes datas.
O que ainda não se sabe é qual foi a contrapartida real dos R$ 1,2 bilhão pagos como serviços, se há relação entre todas as empresas de fachada e um mesmo núcleo operacional, e qual será o desdobramento das investigações da CPI e das operações federais sobre os recursos públicos aplicados no Master. O papel exato do escritório ligado à família de Alexandre de Moraes nessa cadeia também permanece sem esclarecimento público.
Esquerda, centro e direita reconhecem os fatos: dez empresas receberam R$ 1,2 bilhão do Master, quatro têm sinais de fachada, há uso de sócios ocultos via SCPs e o escritório da mulher do ministro Alexandre de Moraes (STF) figura entre os maiores recebedores.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Reprodução integral da reportagem investigativa da Folhapress (republicada por veículo de viés LEFT). O texto é factual, apura cada empresa do ranking, cita valores, registros da Receita e busca contraditório (assessorias procuradas). Sem vocabulário valorativo ideológico — apuração jornalística neutra apesar do publisher LEFT, logo classificado como CENTER pelo conteúdo.
Veículos com viés ao centro
Reportagem de fonte primária (Folha/DeltaFolha) com apuração detalhada: ranking de 10 empresas, valores recebidos, sinais de fachada, ligações com a cúpula do banco e o escritório da mulher de Alexandre de Moraes. Texto factual, sem framing ideológico, com selo 'OUTRO LADO' indicando busca de contraditório. Conteúdo de centro factual apesar do publisher CENTER coincidir.
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

Cinco destinatários dos recursos declarados como pagamentos têm ligação com cúpula do banco; outros três possuem beneficiários de auxilío emergencial na direção

Levantamento aponta que 4 das 10 empresas que mais receberam recursos do Banco Master apresentam indícios de fachada.
Reporte para que a equipe revise. Sua contribuição ajuda a melhorar a cobertura.



