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O ministro André Mendonça, do STF, autorizou a Polícia Federal a abrir um inquérito para apurar se Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula, cometeu crimes de corrupção e tráfico de influência. A suspeita é de que ele teria intermediado interesses junto ao Ministério da Saúde e ao gabinete presidencial em negociações sobre a comercialização de cannabis medicinal. O caso surgiu a partir das investigações da Operação Sem Desconto, sobre desvios no INSS, por causa da relação de Lulinha com o lobista Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS. A defesa nega irregularidades e fala em 'pesca probatória'.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou na quinta-feira a Polícia Federal a abrir um inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A apuração vai tentar esclarecer se ele cometeu os crimes de corrupção e tráfico de influência ao intermediar interesses privados junto ao Ministério da Saúde e ao gabinete da Presidência, em negociações ligadas à comercialização de cannabis medicinal. O pedido foi feito pela corporação no dia 24 de julho e, depois de passar pela presidência em exercício da corte e por parecer da Procuradoria-Geral da República, foi distribuído por sorteio a Mendonça.
A cobertura de centro relatou os fatos com detalhamento: o caso nasceu dentro da Operação Sem Desconto, que apura desvios bilionários no INSS, por causa da relação de Lulinha com o lobista Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS. Segundo a Polícia Federal, o Careca repassou 1,5 milhão de reais, em cinco parcelas, à empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, que teria sido contratada para prospectar negócios de canabidiol com o governo em favor da empresa World Cannabis. Um contrato milionário chegou a ser buscado no Ministério da Saúde em 2024 e 2025, mas não foi fechado. O ministério afirmou que nunca teve contrato com a empresa nem repassou recursos públicos aos citados.
Veículos de direita enfatizaram a gravidade das suspeitas e o histórico da apuração. Nesse enquadramento, a Polícia Federal quer saber se o filho do presidente vendia acesso a integrantes do governo federal em troca de pagamentos, e há a linha de investigação de que ele seria sócio oculto do lobista. Essa cobertura destacou que a quebra de sigilo apontou movimentação de 19,5 milhões de reais entre 2022 e 2026, que Lulinha admitiu ter viajado a Portugal com despesas pagas pelo Careca para conhecer uma fábrica de cannabis, e que ele se mudou para o exterior em meio às investigações, o que os investigadores chegaram a citar como possível tentativa de escapar da apuração.
Já veículos de esquerda leram o episódio pela chave da motivação política. Nessa cobertura, ganha peso a tese da defesa de que a Polícia Federal já havia investigado Lulinha no caso do INSS, não encontrou irregularidades e agora reabre a apuração por outro flanco, às vésperas do início do processo eleitoral, o que configuraria uma 'pesca probatória'. O advogado de Lulinha, que também coordena a campanha de reeleição do presidente, classificou a instauração do novo inquérito como estranha. O próprio Lula afirmou que não usará o cargo para proteger o filho e que ele terá de provar inocência como qualquer cidadão, e que, se for culpado, vai pagar como todo mundo paga quando erra.
Há ainda um pano de fundo institucional que atravessa a história: um atrito entre a Polícia Federal e o ministro Mendonça. A corporação acionou a Advocacia-Geral da União em busca de um caminho jurídico para contestar medidas de controle impostas pelo ministro sobre a condução da Operação Sem Desconto, entre elas a determinação de que todos os atos da apuração sejam juntados ao seu gabinete e que qualquer afastamento de policiais lhe seja comunicado previamente.
O que ainda não se sabe é se houve, de fato, repasses a agentes públicos, se Lulinha será convocado a depor e qual será o desfecho da disputa sobre a competência do STF para o caso. A defesa questiona a base legal do novo inquérito, e nenhuma fonte confirmou até aqui a materialização dos crimes investigados.
Todos os lados relatam que o STF, por meio de Mendonça, autorizou a PF a investigar Lulinha por corrupção e tráfico de influência em negócios de cannabis medicinal, que o caso deriva da Operação Sem Desconto (INSS) e que a defesa nega irregularidades e fala em 'pesca probatória'.
11 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O corpo é factual, mas o enquadramento editorial do veículo privilegia a tese de motivação política ('às vésperas do processo eleitoral', 'explorar politicamente') e agrega coluna que fala em 'obsessão com Lulinha e blindagem da direita', sinalizando defesa do entorno presidencial.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Relato factual: atribui o ato a Mendonça, descreve o objeto da apuração (cannabis medicinal) e dá espaço à tese da defesa de 'fishing expedition'. Inclui o atrito institucional entre PF e ministro sem tomar partido.
Veículos com viés à direita
Embora traga extensamente a defesa, o enquadramento acentua a gravidade das suspeitas contra o filho do presidente: 'vendia acesso ao governo', 'sócio oculto do Careca', 'evasão do País' para fugir da investigação. Ênfase no accountability do entorno do poder, típica do eixo à direita.

Investigação vai tentar esclarecer se filho do presidente atuou para intermediar interesses junto ao Ministério da Saúde em negociações ligadas ao processo de autorização para comercialização de cannabis medicinal

André Mendonça autorizou a PF a investigar Lulinha por suspeitas de tráfico de influência e corrupção em negociações sobre cannabis medicinal.


Investigação foi autorizada a pedido da Polícia Federal e apura possível atuação para abrir portas no Ministério da Saúde e na Presidência.

A polícia quer apurar se o filho do presidente cometeu tráfico de influência em processo de autorização para comercialização de cannabis medicinal

PF apontou suspeitas envolvendo Ministério da Saúde e Palácio do Planalto; defesa de Lulinha disse que recebeu ‘com tranquilidade’ a informação e afirmou que o filho do presidente não obteve nenhum pagamento por negócios de empresários com o governo Lula

André Mendonça autorizou inquérito da PF para apurar se Lulinha praticou tráfico de influência em favor do Careca do INSS em negócios de cannabis medicinal no governo.

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou, nesta quinta-feira (30), que a PF (Polícia Federal) investigue Fábio

A Polícia Federal pediu ao ministro André Mendonça, do STF, autorização para investigar o filho do presidente Lula por suposta corrupção no programa de cannabis medicinal

Decisão de André Mendonça atende pedido da PF; defesa fala em 'pesca probatória' e nega pagamentos

A suspeita é de que o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria atuado no Ministério da Saúde para favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como
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Reprodução factual de despacho de agência: descreve a autorização, cita defesas de todos os investigados, a nota do Ministério da Saúde e a fala de Lula sobre não dar privilégio. Sem vocabulário valorativo.
Texto objetivo: descreve os R$ 1,5 milhão em cinco parcelas, a viagem a Portugal e a negativa da defesa. Sem enquadramento ideológico.
Relato curto e factual do pedido da PF e do contexto do INSS; sem carga valorativa, mas sem contraditório da defesa por ser nota breve.
Perspectivas omitidas
Detalha a cadeia de fatos (recepção do Careca no Ministério, papel de Berger, R$ 19,5 milhões movimentados) e dá espaço amplo à defesa e às notas do ministério e de servidor. Equilíbrio entre indícios e contraditório.
Relato breve e factual do despacho e da conexão com o caso Careca do INSS; sem carga ideológica, mas sem contraditório por brevidade.
Perspectivas omitidas
Texto factual e encadeado: descreve a distribuição do caso, o vínculo com o INSS, a suspeita de sócio oculto e reproduz na íntegra a nota da defesa sobre 'pesca probatória'. Equilíbrio entre indícios e contraditório.
Relato factual do inquérito e do histórico de quebra de sigilo (fevereiro), atribuindo informações a outros veículos. Sem carga valorativa, mas com contraditório ausente.
Perspectivas omitidas
Veículo do eixo à direita: destaca que o advogado de Lulinha coordena a campanha de reeleição de Lula e enquadra o caso na chave de accountability do poder. Dá bastante espaço à tese de 'pesca probatória' da defesa, mas com ênfase crítica ao entorno presidencial.
Perspectivas omitidas



