Datafolha aponta Congresso Nacional ruim ou péssimo para 37% a uma semana do voto
7 veículos de centro · 1 veículo de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
8 fontes políticas
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7 veículos de centro · 1 veículo de direita

8 fontes políticas
Como decidimos →O Datafolha divulgou no sábado 26 de setembro que 37% dos eleitores avaliam o trabalho de deputados federais e senadores como ruim ou péssimo, 18% como ótimo ou bom e 40% como regular, com 6% sem resposta. O instituto ouviu 2.002 eleitores de 16 anos ou mais em 125 municípios, nos dias 22 e 23 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%; o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-00304/2026. O índice é praticamente igual ao de maio, quando 37% também diziam ruim ou péssimo. Na mesma rodada, 45% declararam desconfiar do Congresso Nacional, 45% dos partidos, 42% da Presidência da República e 48% do Supremo Tribunal Federal, cuja avaliação negativa chegou a 47%, a maior da série iniciada em 2019.
Pelo prisma de direita, os números do Datafolha são um veredito sobre o custo e a eficácia do Estado: 37% de avaliação ruim ou péssima contra apenas 18% de ótima ou boa, e reprovação que sobe a 51% entre contribuintes com renda acima de cinco salários mínimos, justamente quem mais sustenta a carga tributária.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Toda a cobertura reproduz os mesmos números e a mesma metodologia, sem contestação: 37% avaliam o Congresso Nacional como ruim ou péssimo, 18% como ótimo ou bom, 40% como regular, em amostra de 2.002 eleitores ouvidos em 125 municípios com margem de erro de dois pontos percentuais. Há convergência também em dois pontos de leitura: o índice está estável desde maio e a reprovação cresce conforme a renda do entrevistado.
A uma semana da eleição que renova 513 deputados federais e 54 senadores, o Datafolha mediu 37% de avaliação ruim ou péssima para o Congresso Nacional, contra 18% de ótima ou boa e 40% de regular. O índice está estável desde maio, cresce com a renda do entrevistado e vem acompanhado de desconfiança recorde no Supremo Tribunal Federal.
A pouco mais de uma semana da eleição, o Datafolha divulgou no sábado 26 de setembro que 37% dos eleitores brasileiros avaliam o trabalho de deputados federais e senadores como ruim ou péssimo, enquanto 18% classificam o desempenho do Congresso Nacional como ótimo ou bom. Outros 40% consideram a atuação regular e 6% não souberam responder. O instituto ouviu 2.002 eleitores de 16 anos ou mais em 125 municípios brasileiros, nos dias 22 e 23 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-00304/2026.
O número praticamente não se moveu desde maio, quando 37% também diziam ruim ou péssimo, 15% ótimo ou bom e 43% regular. Os recortes mostram uma reprovação desigual. Ela é maior entre homens (43%) do que entre mulheres (32%), e maior entre quem declarou renda acima de cinco salários mínimos por mês (51%) do que entre quem recebe até dois salários mínimos (30%). Por região, a avaliação negativa chega a 41% no Sudeste, 38% no Centro-Oeste e Norte, 36% no Sul e 32% no Nordeste. Entre quem declarou voto em Luiz Inácio Lula da Silva, 22% avaliam o Congresso de forma positiva; entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, o índice é de 15%.
A cobertura de centro concentrou quase toda a repercussão e convergiu nos dados e na metodologia, acrescentando o contexto institucional da mesma rodada: 45% dos entrevistados disseram desconfiar do Congresso, 45% dos partidos, 42% da Presidência da República e 48% do Supremo Tribunal Federal, cuja avaliação negativa alcançou 47%, o maior índice da série iniciada em 2019. Parte dessa cobertura associou a piora da percepção às relações de ministros e de parlamentares com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e citou estudo publicado em agosto pela Fundação Fernando Henrique Cardoso segundo o qual o Congresso ficou mais forte por causa das emendas orçamentárias e de regras informais que concentram poder nas presidências de cada Casa, esvaziam comissões e reduzem a transparência interna.
Veículos de direita deram o mesmo conjunto de números e a metodologia completa, com ênfase no fato de a rejeição ser maior entre homens e entre eleitores de renda mais alta, mas deixaram de fora o contexto da crise do Banco Master e o objetivo declarado de candidaturas bolsonaristas de conquistar maioria no Senado para pautar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Nenhum veículo de esquerda cobriu o levantamento até o momento, e esse é o ponto cego desta história: o ângulo que a cobertura de esquerda costuma enfatizar, a desigualdade de renda na avaliação e o alerta das campanhas progressistas para eleger o máximo de parlamentares em caso de reeleição de Lula, apareceu apenas como informação factual dentro das matérias de centro, sem desenvolvimento próprio.
O que ainda não se sabe é se a reprovação se converte em voto. Nenhuma fonte mediu o efeito da avaliação negativa sobre a intenção de voto para a Câmara dos Deputados ou para o Senado, e o instituto não divulgou recorte por escolaridade nem margem de erro específica para os subgrupos de renda, gênero e região. Também não há resposta das presidências da Câmara e do Senado, nem do Supremo Tribunal Federal, às menções feitas na cobertura, e nenhuma matéria explica por que a reprovação cresce conforme a renda do entrevistado.
Pesquisa ouviu 2.002 eleitores paulistas entre 22 e 23 de setembro; margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos

A eleição ao Senado é considerada prioritária por muitas campanhas, porque, neste ano, renovará dois terços da casa legislativa

Avaliação sobre o desempenho dos congressistas se mantém próxima aos números apresentados em maio

Em maio, avaliação de deputados federais e senadores também foi de 37% para ruim ou péssimo, e de 15% para ótimo ou bom

Pesquisa ouviu 2.002 eleitores em 125 municípios entre 22 e 23 de setembro. Avaliação negativa se manteve no mesmo patamar de maio.


Outros 18% consideram trabalho de deputados e senadores ótimo ou bom; 40% dizem ser regular

Saiba mais sobre a avaliação do Congresso Nacional pelos eleitores e as próximas eleições. Leia mais e entenda o cenário político atual no Brasil.
