TSE e STF alteram regras e debate presidencial é cancelado a três dias do voto
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O último debate presidencial antes do primeiro turno de 2026, marcado para a noite de quinta-feira, 1º de outubro, foi cancelado pela emissora organizadora depois de uma sequência de decisões judiciais de última hora. A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu o púlpito vazio reservado a Lula, que havia decidido não comparecer, e as perguntas dirigidas a ele. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a inclusão de Renan Santos (Missão). Flávio Bolsonaro (PL) desistiu de participar e passou a falar em censura, enquanto uma ala do TSE reclama que decisões individuais estão sendo tratadas como posição da Corte.
Para veículos de direita, as canetadas de última hora de Estela Aranha, do TSE, e de Gilmar Mendes, do STF, atropelaram regras assinadas por todos os partidos, protegeram o presidente Lula de ser confrontado e mataram o principal debate da campanha.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
O último debate presidencial antes do primeiro turno de 2026 foi cancelado depois que a ministra Estela Aranha, do TSE, proibiu o púlpito vazio de Lula e o ministro Gilmar Mendes, do STF, mandou incluir Renan Santos. Flávio Bolsonaro desistiu e passou a falar em censura, enquanto uma ala do TSE defende as decisões como individuais.
O último debate presidencial antes do primeiro turno das eleições de 2026, previsto para a noite de quinta-feira, 1º de outubro, foi cancelado pela emissora que o organizava. A decisão veio depois de duas intimações judiciais recebidas poucas horas antes da transmissão, a três dias da votação de domingo.
A primeira partiu da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral, o TSE. Atendendo a um pedido da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, ela proibiu a exibição de um púlpito vazio com o nome de Lula e as perguntas que os demais candidatos fariam ao ausente. As duas medidas constavam da ata de regras assinada por todos os partidos, inclusive o PT. Lula já havia comunicado que não iria ao encontro. A segunda intimação veio do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, o STF, que atendeu ao partido Solidariedade e determinou a participação de Renan Santos, do Missão. Dias antes, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, já havia garantido a presença de Romeu Zema, do Novo.
Há convergência entre as coberturas sobre a sequência dos fatos. A emissora afirmou que as decisões causam insegurança jurídica e representam interferência indevida na liberdade de organizar debates. O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL, desistiu de participar após a decisão do TSE, chamou as medidas de censura e, em transmissão ao vivo, pediu o voto já no primeiro turno.
A cobertura de centro detalhou os bastidores dos dois lados. Segundo aliados de Lula, o presidente temia virar alvo de todos os adversários, por ser o único candidato da esquerda, e criticava o formato do debate. Do lado de Flávio, a cobertura de centro relatou que a campanha havia treinado justamente para explorar o púlpito vazio e que a presença de Renan Santos aumentava o receio de ataques. Agora, a crítica ao Supremo deve ser o eixo da reta final, também para eleger deputados e senadores aliados. A mesma cobertura registrou o incômodo de uma ala do TSE, que afirma que os processos foram sorteados para ministros diferentes e que decisões individuais não devem ser tratadas como posição do tribunal.
Veículos de direita deram tom bem mais duro. Colunistas afirmaram que as decisões protegeram Lula, que faltou por cálculo político, e que o TSE deixou de ser árbitro para virar ator da disputa. Também apontaram que ministros do Supremo de fora da Corte eleitoral, como Gilmar Mendes e Flávio Dino, estariam esvaziando o TSE, e alertaram para um direito paralelo que desestimularia emissoras a promover debates no futuro. Entidades de imprensa classificaram as decisões como agressão à liberdade de imprensa. Veículos de esquerda não haviam publicado cobertura própria do episódio até o fechamento desta reportagem.
Ainda não se sabe se as decisões serão revistas pelos plenários do TSE e do STF, nem qual será o efeito eleitoral do cancelamento sobre o primeiro turno de domingo. Também segue em aberto se o episódio vai mudar as regras para debates num eventual segundo turno.
Corte eleitoral virou alvo de críticas após decisões que antecederam cancelamento de debate da Globo na quinta-feira (1/10)

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A ausência foi comunicada à emissora pela assessoria do presidente, segundo o portal g1

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