Nunes Marques, do TSE, critica prorrogação da votação decretada por Zanin
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No segundo turno de 2026, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, prorrogou a votação até as 19h por pedido da campanha de Lula. A decisão saiu depois das 17h, quando muitas urnas já estavam encerradas, e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, disse que ela criou dificuldades.
Pela ótica do rigor institucional, a decisão do Supremo foi tomada fora do horário e sem previsão normativa, nas palavras do presidente do TSE, e teria exposto o processo eleitoral a risco técnico. O episódio reforça a crítica à interferência do STF na competência exclusiva da Justiça Eleitoral.
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As duas coberturas convergem em que a decisão de Zanin saiu depois das 17h, quando muitas urnas já estavam fechadas, e que Nunes Marques apontou dificuldades técnicas na apuração.
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, prorrogou a votação do segundo turno até as 19h por pedido da campanha de Lula. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, afirmou que a decisão, tomada depois das 17h, gerou dificuldades técnicas e reacendeu o atrito entre as duas cortes.
No fim do segundo turno das eleições de 2026, uma decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, que prorrogou a votação, reacendeu o atrito entre o Supremo e o Tribunal Superior Eleitoral. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou em pronunciamento na noite de domingo, 25, que a medida gerou dificuldades à apuração.
Segundo a cobertura de centro, o pedido partiu da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, que acionou o TSE antes das 14h em busca da extensão do horário. Como não houve pronunciamento do tribunal eleitoral, a campanha recorreu também ao Supremo. Zanin determinou a prorrogação por mais duas horas, do fechamento previsto para as 17h até as 19h. O despacho foi divulgado às 17h03, minutos depois do horário usual de encerramento das urnas, o que levou a um impasse sobre a aplicação. Depois de reuniões entre ministros, ficou estabelecido que a ordem valeria apenas para as urnas ainda abertas. A campanha de Flávio Bolsonaro, do PL, também pediu extensão, mas só em cinco estados.
Nunes Marques disse que recebeu o pedido por volta de 15h30 e buscou informações técnicas com o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, prefeituras e equipes do TSE. Segundo ele, não havia norma que autorizasse a prorrogação, e nunca, na história do tribunal, houve uma. Afirmou ainda que foi preciso bloquear o recebimento dos boletins de urna, o que produziu a maior fila já registrada, e que sistemas e rotinas de apuração tiveram de ser reestruturados. Houve tensão em seções eleitorais, com reforço de segurança para servidores e mesários. Das 499.248 urnas usadas, 1.551 foram substituídas, o equivalente a 0,31%. A cobertura registra que, em outro trecho, o presidente do TSE disse não ter havido alteração advinda da decisão judicial e que não criticava Zanin, mas respondia a questionamentos sobre a demora em decidir.
No balanço da votação, Nunes Marques informou que a abstenção foi de 19,20%, abaixo dos cerca de 21,28% do primeiro turno, e que 2.265 processos chegaram ao TSE, entre eles 827 representações e 446 direitos de resposta. Falou em hiperjudicialização da disputa. O tribunal confirmou a reeleição de Lula com 51,78% dos votos válidos, contra 48,22% de Flávio Bolsonaro.
A cobertura de centro lembra que o episódio é mais um capítulo de tensões. Entre os dois turnos, o chamado caso Nossa Senhora opôs decisões do vice-presidente do TSE, André Mendonça, e dos ministros do Supremo Flávio Dino e Luiz Fux, e levou Nunes Marques a oficiar o presidente do Supremo, Edson Fachin, sobre a competência da Justiça Eleitoral. Outros casos marcaram o ano, como a eleição suplementar no Rio de Janeiro, a eleição em Roraima e a candidatura de Deltan Dallagnol, que ainda será analisada pelo TSE.
No material analisado, nenhum veículo de esquerda ou de direita tratou do tema. A leitura provável de veículos de esquerda seria de que a prorrogação protegeu o direito de voto diante de relatos de dificuldade de transporte. Já veículos de direita tenderiam a enfatizar o risco institucional, a falta de previsão normativa e a invasão da competência da Justiça Eleitoral. Essas são projeções de enquadramento, não fatos reportados.
O que ainda não se sabe: quantos eleitores efetivamente deixaram de votar por falta de transporte, se algum voto foi afetado pela fila de boletins e qual a posição detalhada de Zanin além do esclarecimento que publicou sobre o próprio despacho.
Presidente do TSE afirma que técnicos resolveram entraves causados pela prorrogação no horário da eleição e destaca redução na abstenção

Pedido partiu da campanha de Lula; defesa de Flávio pediu ampliação em cinco estados
