
Decisão do STF aponta que Eduardo Cunha usou deputado para direcionar emendas
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Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O ministro Flávio Dino, do STF, bloqueou R$ 6,1 milhões em bens do ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos-MG) por suspeita de que ele tenha usado o deputado Gilberto Abramo para direcionar emendas parlamentares, mesmo sem mandato eletivo desde 2016. A decisão, assinada em 6 de julho e tornada pública no domingo (12), se baseia em mensagens extraídas do celular de Mariângela Fialek, a Tuca, servidora da Câmara apontada como operadora do esquema. Cunha nega irregularidades, chama a operação da Polícia Federal de 'política' e afirma que vai recorrer.
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Veículos com viés ao centro
Análise editorial
Entrevista extensa com Eduardo Cunha, que classifica a operação da PF como política; a matéria também cita a posição da PGR contrária ao bloqueio, mas concentra grande parte do espaço na narrativa de defesa do próprio investigado, prática jornalística padrão de dar voz ao acusado.
Perspectivas omitidas
Análise editorial
Classificada como direita, embora o veículo tenha viés editorial centro.
Dá grande destaque à fala de Dino sobre 'proteção ao patrimônio público' e 'moralidade administrativa' e detalha exigências formais de prestação de contas a múltiplos órgãos (AGU, CGU, Câmara), enfatizando accountability institucional — traço de enquadramento à direita segundo a rubrica editorial.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Análise editorial
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Conteúdo idêntico ao artigo 70054 (versão AMP do mesmo texto do InfoMoney); reportagem factual sobre a decisão de Dino, sem adjetivação carregada.
Perspectivas omitidas
Análise editorial
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Reportagem factual que descreve a decisão de Dino e cita trechos da investigação sem adjetivação carregada; dá voz breve à defesa de Cunha, mantendo tom informativo.
Perspectivas omitidas
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou o bloqueio de R$ 6,1 milhões em bens do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (Republicanos-MG). A decisão, assinada em 6 de julho e tornada pública no domingo (12), aponta indícios de que Cunha, sem mandato eletivo desde 2016, tenha usado o deputado Gilberto Abramo (Republicanos-MG) para formalizar emendas parlamentares que, segundo a investigação, eram na prática articuladas por ele.
A cobertura de centro relatou que a decisão se baseia em mensagens extraídas do celular de Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, servidora da Câmara apontada pela Polícia Federal como operadora do esquema de manipulação de emendas. Em uma conversa citada pelo STF, ocorrida em setembro de 2025, Cunha pede a Tuca um ofício atribuindo formalmente a Abramo uma emenda para o município de Manhuaçu, em Minas Gerais, que estava sendo creditada a outro deputado. Dino também determinou a suspensão imediata da execução de todas as despesas públicas ligadas às emendas sob suspeita e exigiu que a Câmara dos Deputados, a Advocacia-Geral da União e a Controladoria-Geral da União apresentem, em dez dias, documentação detalhada sobre a tramitação de cada emenda identificada pela Polícia Federal.
Procurado, Gilberto Abramo não se manifestou até a publicação das reportagens. Eduardo Cunha, em entrevista à Folha nesta segunda-feira (13), negou qualquer irregularidade e classificou a operação da Polícia Federal como uma 'operação política', afirmando que não houve crime e que indicar emendas para prefeitos é prática comum entre parlamentares. Segundo ele, recebeu pedidos de cerca de cem prefeitos mineiros e apenas parte foi encaminhada ao partido, que teria decidido formalizar as sugestões por meio do então líder da bancada, Gilberto Abramo.
Veículos de direita enfatizaram que a própria Procuradoria-Geral da República considerou prematuro o bloqueio das contas de Cunha, discordando da medida cautelar de Dino — um ponto usado para questionar se a decisão não representa uma intervenção judicial desproporcional antes da conclusão da apuração, e para reforçar o direito de defesa de um investigado que ainda não havia sido formalmente ouvido antes do bloqueio.
Uma leitura de esquerda, por sua vez, tende a enquadrar o episódio como evidência de que figuras políticas sem mandato conseguem seguir controlando recursos do chamado orçamento secreto por meio de aliados formais, tratando a decisão de Dino como exercício necessário de fiscalização do Judiciário sobre um sistema historicamente pouco transparente de distribuição de emendas parlamentares.
O caso é um desdobramento da Operação Transparência, que apura desvios na distribuição de emendas parlamentares e que, dias antes, já havia levado ao bloqueio de valores milionários do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, na mesma frente de investigação.
O que ainda não se sabe é se o bloqueio de bens de Cunha será mantido: a defesa afirma que vai recorrer e diz ter certeza de que a medida não vai persistir. Também não está claro se Gilberto Abramo será formalmente investigado ou apenas ouvido como testemunha, nem se a documentação exigida da Câmara, da AGU e da CGU vai confirmar ou contradizer a tese de que Cunha exercia um 'mandato clandestino' sobre as emendas.
Todas as coberturas concordam que o ministro Flávio Dino, do STF, bloqueou R$ 6,1 milhões de bens de Eduardo Cunha por suspeita de desvio de emendas parlamentares, com base em investigação da Polícia Federal que usou mensagens extraídas do celular de Mariângela Fialek, a Tuca.

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